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a vida em azul cueca

24
Abr20

282 - A mãe, a dona-de-casa e a confinada perfeita(mente desesperadas)


Mac

 

44º dia ou a porra da 6ª semana de quarentena, confinamento, distanciamento social e vida de eremita

 

(eu sabia que ia sair diferente disto, mas tão fina nunca imaginei)

 

(se vocês lerem os meus posts ao som do imitation of life , isto fica muito bom, garanto . eu facilito-vos a vida, cliquem ali no link . ali, por amor da santa . eu tudo, eu tudo, já não posso mais)

 

entraram-me de manhã pelo jardim 4 estrelícias augusta, daquelas que ficam gigantes, 3 cycas e meia-dúzia de chorinas . passei a manhã a cavar, mas ficou tudo tão lindo, assim a dar ares de verão . fiquei com uma cor, estava da cor dos vampiros . e vi que as tulipas negras deram o ar da sua graça, já tinha perdido a esperança,  de todas as vezes que as plantei nunca deram em nada . aqui há tempos o meu marido trouxe mais uma série de bolbos de amesterdão e eu fui enterra-los no pior sítio do jardim, naquela de não os deixar a falecer nos sacos, mas com a certeza que não tenho nenhum sítio bom para os plantar, e agora fiquei deveras feliz, enganei-me redondamente,  parece que o sítio é óptimo e pela primeira vez tenho túlipas .  

 

 

 

ontem fiz aquele prato de pão com fiambre e queijo para o jantar . este prato é um marco na minha vida, vem do tempo em que eu não sabia cozinhar, nem tinha intenções de aprender, mas fazia isto para os pequenos-almoços tardios de domingo, num tempo em que ainda não tinha filhos, era novíssima e o brunch ainda não se chamava brunch . também só sabia fazer isto, mas era o meu ponto alto (e único) na cozinha . depois nasceu o mais velho e aprendi a cozinhar . nunca mais tinha feito a travessa de pão com queijo e fiambre, ontem lembrei-me de fazer para o jantar, os miúdos nunca tinham comido e eu achei que iam detestar . adoraram . às vezes os meus filhos surpreendem-me .

 

a seguir ao almoço fui com o zé de carro até ao guincho . o miúdo não saía há 46 dias e foi mesmo só dar a volta, nem saímos do carro . foi bom, ele pôs as minhas músicas e vimos o mar, em andamento, mas vimos . ali estava ele num daqueles dias de muito vento, cheio de carneirinhos . soube-nos pela vida . esta certeza que a praia a que chamamos de nossa continua ali à nossa espera, para um dia voltarmos onde fomos sempre muito felizes, sossega-nos . correu tão bem que até achei que me ia pedir para sair à noite, ou uma viagem, ou qualquer coisa . depois lembrei-me que agora isso não se usa . se calhar o meu filho só cresceu .

 

isto não ficou deveras melhor? eu achei . o nosso passeio também

 

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já agora a receita do pão com queijo e fiambre no forno,

 

Unte um prato de forno com margarina e polvilhe com farinha. Coloque uma camada de pão de forma barrado com manteiga, em cima ponha uma camada de fiambre e uma de queijo e novamente o pão de forma. Vá pondo camadas até encher o prato, e termine com pão. Numa taça misture dois ovos com 1/2 l de leite e tempere com sal e pimenta. Deite sobre o pão e leve ao forno a 170º C até ficar tostado.

 

26
Mar20

30 - Por Estes Dias


Mac

 

15º dia de quarentena

 

quando tenho muitas saudades do alentejo e não consigo lá ir, faço uma açorda . hoje tinha muitas e muitas saudades, esta é a época em que nunca lhe falho . também é a época do alentejo em flor, depois volta tudo ao castanho a perder de vista . agora deve estar verde o meu alentejo . não tinha pão para açorda . há o pão bom para a açorda, aquele e só aquele, açorda com carcaças é uma papa de pão com água, nem os coentros a salvam . açorda é com aquele pão de lá, o da corcunda já seco . não tinha, então fiz um gaspacho, não é bem o mesmo, até porque o gaspacho é para os dias de 40º C à sombra, quando o sol estala tanto que as bochechas da cara até esticam e os olhos nos brilham com o ondular do horizonte . fiz gaspacho e mesmo sem os 40º C, soube-me pela vida . quase vi sobreiros . 

 

 

 

 

 

 

décimo quinto dia de quarentena já é uma coisa valente, se calhar já tinha direito a uma depressão . tenho ganas de comprar coisas . hoje só chegou um frasco com 100 comprimidos de vitamina c . se calhar comprar perfumes não é mal pensado, ao preço a que está o álcool, um perfume é melhor opção, ao menos cheira bem e quase de certeza que também desinfecta . apetecia-me mesmo era roupa de primavera, mas agora não me parece necessária . estou à espera de umas capas para as almofadas da sala . não tenciono morrer, portanto pareceu-me boa ideia dar um ar à sala agora para a primavera, principalmente porque agora é bastante mais usada .

 

 

 

 

enfeitei-me com pulseiras e enchi os dedos de anéis . como não me achei uma pessoa deprimida, para comemorar fui limpar o pó à casa . deu-me mais trabalho andar para ali com panos e sprays de coiso de abelha real e sândalo, mas senti-me fina . as unhas também estavam em ordem . é outra coisa limpar o pó com as unhas arranjadas e anéis nos dedos, e o tilintar das pulseiras dá um up à coisa .

 

e ainda fiz com o pedro uns monstros com o cartão central dos rolos de papel higiénico, foi a nossa homenagem às pessoas que açambarcaram papel higiénico . talvez reencarnem como papel higiénico .  

 

 

25
Out19

138 - Andei na net [e por aí] e trouxe comigo


Mac

 

no meu jardim pousam muitas aves, no outro dia pousou uma ave rara, eu pelo menos achei-a rara . é como no blog . tenho cada vez menos tempo para isto tudo, a vida está mesmo a engolir-me e tem sido uma luta enorme conseguir vir aqui, quase uma teimosia, como se isto fosse uma parte da minha identidade que não quero largar, gosto mesmo muito deste blog, mas há dois anos para cá que entre a falta de tempo, alguma preguiça e uma vida a abarrotar, não me sobra muito tempo . às vezes gostava mesmo de saber o que faço às 24 horas do dia que nunca me chegam para fazer tudo . tenho de me reorganizar . ou deixar ir . entretanto a criança pequena fez anos e dois bolos já lá vão, um para a escola, outro para casa para o dia propriamente dito, e vem agora o terceiro para a festa com os amigos . as minhas laranjeiras estão em flor e cheiram tão bem, o tricot é o meu grande aliado e estou a adorar este outono .

 

 

 

esta semana chegou também o seche vite, o top coat que não largo nem à lei da bala, e que já me cansei de falar dele aqui no blog . depois de deixar a amazon eua, a amazon uk, que me cobrava portes assassinos, ter passado pela amazon fr com uma óptima experiência, desta vez encomendei-o pela amazon espanha e temos trato . foi rápido e sem portes . já agora, este frasco grande dura-me 2 anos e eu pinto as unhas de 5 em 5 dias, mais ou menos, durante todo o ano, portanto compensa imenso e é fantástico . as unhas ficam bem bonitas e com ar degelinho . também dei abrigo a umas botas de cano alto, que me ficam justas às pernas, sem ficar para ali a bailar, o que é uma raridade . e ainda a umas sweats da stradivarius .

 

 

entretanto,

 

estou numa de saias de pregas ou plissadas . mas também gostei da saia com folhos com a sweat, do vestido branco de malha (há na zara) com o blazer e de quase tudo com ténis ou botins . 

 

 

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11
Out19

137 - Andei na net [e por aí] e trouxe comigo


Mac

 

 

esta semana baixei um tom na base, porque o bronze se está a esfumar e apesar de raramente me maquilhar quando estou bronzeada, há dias em que a coisa se dá, e quando se dá preciso da minha base que me dá a cobertura de que gosto, não demasiado pastosa, leve ao ponto de não a sentir - não suporto bases que têm uma existência para além da minha pele - sem brilhos e com uma duração bem simpática, ora como a minha pele não tem o mesmo tom ao longo do ano e ficar com a cara diferente do corpo não é a minha praia, ainda menos ficar com uma linha na transição da cara para o pescoço, preciso de três tons, para quando estou alva no inverno, para assim-assim e para quando já estou bem bronzeada . faltava-me o tom da fase assim-assim, portanto a actual.

 

 

 

 

e também o corrector no mesmo tom . por acaso há dias em que quando estou a pôr o corrector tenho vontade de o espalhar na cara toda . confesso, já o fiz . não falo sobre os resultados, dependem do humor da dona da cara besuntada com corrector .

(tudo na perfume's club)

 

 

 

 

os meus chocolates preferidos da casa pereira, que daqui a uns meses vão ficar só na minha memória, assim como ficou o chiado que já não existe . a casa pereira vai fechar no final do ano e com ela perde-se mais um bocado do chiado da minha infância .

 

 

 

 

e como estou numa de tricot nas horas vagas, agora outro casacão, desta vez em merino do park dos tecidos

(estou a preparar um post com as moradas e lojas online onde há tudo, mesmo tudo, para fazer todos os tipos de tricot)

 

 

 

entretanto

 

gostei de tons terra nas roupas, porque este ano me apetece imenso que venha o outono . sou uma pessoa do verão, é verdade, mas só gosto de calor na época dele, outubro com calor não me diz nada, não me aquece a alma, nem a pele, antes pelo contrário, preocupa-me . então venha o outono frio, chuvoso e tudo quanto precisamos para que a natureza se renove no ciclo que queremos eterno . adoro estes tons da terra, estes das folhas no outono e gostei muito das camisolas em camel, da saia de camurça com botas, dos botins com atacadores e dos blazers em xadrez e espinha .

 

 

(a função de aumentar imagens regressou, basta clicar na imagem que querem ver maior)

 

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12
Jul19

135 - Andei na net [e por aí] e trouxe comigo


Mac

2018-04-12 trouxe (1).jpg

 

 

esta semana acabei a clutch em crochet com ráfia que andava a fazer, fiz um tie-dye com lixívia em dois vestidos, porque tinha de experimentar, e chegaram as minhas espadrilles da castañer, que são daquelas coisas que uso há que séculos, bom, não tanto assim, desde os 17 anos, quando achei boa ideia usar saltos altos . na época trazia-as de espanha em todas as cores por meia dúzia (mesmo) de escudos, junto com os frascos de colónia fá, creme de cenoura para (fritar) acelerar o bronzeado, rímel pinaud, caramelos e pipas, eram tempos bem giros

 

 

entretanto,

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gostei das cestas, dos vestidos fluidos, sandálias e alpercatas com tudo e tudo, é verão e isso basta

 

 

 

 • Instagram @maria.antonia.velez

 

 

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• para a clutch em crochet basta seguirem um esquema de crochet para bolsas, é facílimo, e em vez de linha, usar ráfia (vende-se nas drogarias), só usei ponto baixo. 

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• para o tie-dye com lixívia seguimos um daqueles processos que já falei aqui, mas em vez de tintas, usamos lixívia (usei lixívia espessa e não misturei com água). usei um vestido antracite e um outro amarelo que estavam no ir, portanto se a coisa resultasse num desastre, também não se perdia nada. depois de aplicar e logo que vi que os tecidos estavam a perder a cor, passei bem por água sem tirar os elásticos, quando me pareceu que já não tinham muita lixívia lavei os vestidos na máquina, um de cada vez.

 

03
Dez18

111 - Já fui feliz aqui


Mac

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e chegámos ao mês mais bonito do ano. apesar de ser pelo verão, o natal é aquela ilha que salva o inverno . já disse muitas vezes, para mim existe o inverno antes do natal, aquele que é suportável e o inverno depois do natal, o da contagem dos dias para o verão, para o bom tempo, para o lombo ao sol e as pernas dentro de água lá fora . este ano passou-me a correr, ainda ontem andei a embrulhar presentes, a correr lojas, a decorar a casa com luzes e ramos, ainda ontem carreguei a árvore, as bolas brilhantes e as luzes, fui comprar as coisas para a consoada e arrumei a casa e o natal, e de repente cá estou outra vez a repetir tudo, a vila toda enfeitada e a roda gigante a girar  . eu gosto desta repetição . gosto de ir comprar os presentes, de fazer embrulhos especiais, pensar na ementa para o jantar, na decoração da mesa e da casa . cada ano que passa, passa-me mais depressa, parece-me que isto é proporcional à idade, dantes os anos levavam-me séculos e era bom, às vezes era bom, era uma miúda e tinha todo o tempo do mundo, achava eu . agora encho-me de saudades dos que já não estão cá . depois vou pondo pela casa o que me ficou de outros natais, já tantos, e de uma certa forma há vida e consolo nestes natais . pelos enfeites que me ficaram da árvore de casa dos meus pais, pelas formigos da minha avó, a roupa velha e o arroz, e as toalhas da minha outra avó . pelo menino jesus que sempre vi na casa da minha tia mais velha, que foi a minha avó de coração, muito mais avó do que as minhas avós . a minha tia estava sempre e estava nas férias grandes e íamos com ela para o alentejo . foi ela que nos contou histórias até adormecer, nos ensinou crochet, tricot e a bordar, teve uma paciência infinita para me deixar cortar bolachas e rapar todas as formas dos bolos e me chamava para eu ver como se faz caramelo, nos deixava comer melancia à dentada e usar muitas pulseiras . e nos finais daqueles dias de agosto no alentejo dava-nos um banho e dizia estes joelhos têm de ser esfregados

 

a certa altura o natal é bem capaz de também ser isto, um tempo para lembrar mais .

 

 

 

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28
Nov18

110 - Já fui feliz aqui, Lisboa meu amor


Mac

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Vou pouco a Lisboa, menos do que gostaria e mais do que realmente preciso. Mantenho em Lisboa o meu cabeleireiro, o que me faz as coisas mesmo sérias como cortar e pintar, mantenho a pediatra dos miúdos, porque só confio nela e em mais ninguém, mantenho os amigos e a mana.  Lisboa ficou-me com coisas importantes. Foi a minha cidade. Foi ali que nasci e vivi durante décadas, até ao dia em que achei que precisava de viver (quase) em cima do mar. Cheguei até a achar que já não gostava de Lisboa, eu que era uma apaixonada pela cidade. Achei até também que nunca teria saudades dela. Fui muito feliz em Lisboa, fui quase sempre feliz em Lisboa, é lá que está grande parte da minha vida. É lá que está o colégio onde andei, a faculdade,  o café que frequentava, os cinemas preferidos, as lojas, os parques, os trajectos corridos e percorridos centenas e milhares de vezes. Vivi em todos os cafés emblemáticos e desaparecidos, assisti às mudanças de direcção das avenidas, vi nascer o primeiro McDonald's, o segundo e o terceiro, e vi o que lá estava desaparecer, a Colombo e a pastelaria Roma onde ia desde pequena e que ficava ao lado da casa do meu avô. Vi surgir a primeira Zara em Lisboa que tomou o lugar do Star, a minha sala de cinema preferida. Vi o apogeu do Apolo 70, do Castil e do Alvalade, e a decadência. Aquelas ruas têm a minha infância, a minha adolescência e a minha vida. E  foi lá que quis ter os meus filhos.

 

Quando saí de Lisboa há oito anos, deixei uma cidade velha, triste e abandonada. A Baixa estava fantasmagórica, tirando o Chiado, claro, os cafés ao fim-de-semana eram tristonhos, muitas das lojas arrastavam-se numa quase falência e os museus estavam vazios. A luz, essa, foi sempre a mesma, aquela luz de Lisboa que não há em mais lado nenhum do mundo. E os condutores também, extremamente mal educados. Isto será sempre igual.

 

Por isso agora quando vou lá tenho um misto de saudades do tempo bom de Lisboa que já não existe, aquele antes dos anos tristes, e uma felicidade enorme por ver tudo quanto deixei há oito anos renascido e renovado. Eu sei o que estava lá antes, o que esteve depois e sei o que está agora. 

 

E o agora é muito bom, por isso não me digam que o turismo não faz bem a Lisboa

 

 

 

 

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08
Nov18

109 - Já fui feliz aqui


Mac

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Eu não sei quanto a vocês, mas quanto a mim, se já há decorações de Natal por todo o lado e as rádios já passam All I want for Christmas is Youuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu, uhuuuuuuuuuuuuuuu babyyyyyyyyyyyyyyyy, plim, plim, plim, então já se pode fazer Aletria. Não é que precise de autorização, mas de uma certa forma preciso de um marco, um partida-largada (lagarta!)-fugida, uma permissão, porque gosto de me incluir em movimentos, aquela coisa de ser uma pessoa do contra e original já não me diz muito. 

 

A Aletria é daqueles doces que só faço antes do Natal porque estou desejando que o Natal chegue e é uma forma de entrar na onda, e no Natal. Não sei porquê, passa o Natal e nunca mais faço Aletria até ao Novembro seguinte em que lá vou eu entrar no espírito da canela, ovos e coisas bastante calóricas.

 

Adiante, não era a isto que vinha. 

 

Então a Aletria, assim como o Arroz Doce, implica saber fazer desenhos giros com canela. Foi o que me meteram na cabeça quando era criança. Diziam-me que só se podia comer quando a avó acabasse os desenhos. A avó demorava imenso tempo a fazer desenhos com canela, primeiro porque precisava que a Aletria arrefecesse, depois tinha de mandar buscar a canela, quase sempre ia um de nós, o que andava mais em cima da Aletria, ou dois ou três, cada um com uma moeda na mão, depois davam-nos um pacote de papel com ar, mas ganhávamos a moeda, e só depois a avó começava a fazer os desenhos, geralmente só acabava quase à hora do chá de dia 24. Começava por pôr um bocado de canela entre o polegar e o indicador e ia percorrendo as travessas e desenhava passarinhos, bolinhas e corações. 

 

Eu nunca tive o jeito da minha avó para fazer desenhos, portanto resolvi que também serve fazer stencil com canela. Marco o centro do prato com um palito e vou colocando o molde e polvilhando com canela o desenho que quero que fique no doce. Não ficam como os da minha avó, mas os meus filhos gostam.

 

 

 

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12
Jul18

108 - Já fui feliz aqui


Mac

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Aqui em casa há bolos que são de Verão, basicamente os que fizeram parte da minha infância e que comíamos a meio da manhã de praia, entre um banho e outro, um castelo de areia e outro. Alguns acho que até tinham areia e sabiam a mar. A maior parte eram feitos em casa e levados para a praia, era o caso de uns biscoitos em forma de e e outros em forma de 8 e que nunca descobri a receita, das Broas de Laranja, das Areias de Cascais e das Bolachas de Manteiga. Depois havia os que comprávamos à Sra. Maria que andava pela praia com uma caixa branca de madeira com gavetas e transportava com ela os melhores sabores do mundo, que nos eram dados com uma folha quadrada de papel pardo. 

 

Por isso aqui em casa também se fazem Areias de Cascais para levar para a praia, para comer ao lanche e para dar mimo.

 

 

Ingredientes:
. 300 g de farinha sem fermento
. 100 g de açúcar
. 150 g de manteiga 
. 50 g de banha

 

. açúcar + 1 c de café de canela em pó para envolver

 

Numa taça deite a farinha, o açúcar, a manteiga e a banha e amasse até ligar. Faça bolinhas pequenas (cerca de 20 g) e não as achate. Cubra um tabuleiro de forno com papel vegetal e vá pondo as Areias. Leve ao forno a 180º durante 10 mn. Depois de cozidas envolva-as no açúcar com canela que pôs num tabuleiro ou prato.   

 

 

 

 

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08
Dez17

107 - É Natal, é Natal, lai lai lai, larailailai


Mac

 

 

 

 

Dia 8, é dia de enfeitar a Árvore de Natal. Ainda por cima o dia pede, está frio, chove e só apetece ficar em casa.

 

Este ano a nossa Árvore voltou a ser um pinheiro natural e por uma boa causa, alugámos um Pinheiro Bombeiro, aqui. Estes pinheiros são uma espécie invasora e são cortados de forma a manter o terreno limpo e prevenir incêndios.

 

 Para os meus filhos foi uma novidade, há muito tempo que não tínhamos um pinheiro natural dentro de casa.

 

 

 

 

 

 

E como é diferente decorar um pinheiro natural de um com ramos de arame, resolvi usar só os enfeites mais leves e basicamente em branco, porque não o queria visualmente atafulhado.

 

 

 

 

 

 

No final ficou como imaginei, bem mais simples. Acho muito honestamente que ficaria giríssimo só com luzes, mas não houve adesão à minha ideia aqui em casa. 

 

Acima de tudo voltei a ter o cheiro a Natal da minha infância. Adoro.

 

 

 

 

 

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