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a vida em azul cueca

05
Dez18

12 - A mãe perfeita(mente desesperada)


Mac

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O meu filho que já não acredita no Pai Natal vai para uma década, pediu para lhe darmos dinheiro em vez de presentes. Quando é que me tornei uma mãe do envelope, da transferência bancária e do não se vê nada, toma lá um beijinho? Não quero Natais assim, quero Natais de surpresas, de rasgar papéis, de guardar os laços que se aproveitam. Não quero ir ao multibanco e já está. Quero trabalheiras, reclamar da barafunda das compras, das filas intermináveis e da crise para estacionar o carro, encher-me de calor, constatar que mais uma vez devia ter vestido só uma t-shirt e uns calções, que não fui criada para isto, tenho mais o que fazer, mas não dispenso uma confusão, se calhar isso também é o sal da vida, ou a pimenta. Não quero sentar-me à frente do computador e já está, lá foi ela da Lapónia para o sapatinho, que é como quem diz nesta realidade: transferência conta a conta. Quero continuar a planear tudo e tudo, mas a deixar qualquer coisa para dia 24 e depois reclamar mais um bocado, voltar a encher-me de calor, puxar as golas altas e arrastar os casacos e os sacos. 

 

Dinheiro? O meu filho cresceu e já não quer brinquedos, jogos de consola, legos e o presente antecipado, aquele do dia em que a mãe ia falar como Pai Natal e o Pai Natal mandava sempre um agrado porque ele é um bom menino e tem boas notas e tudo. E eu já comprei o presente adiantado, o tal que o Pai Natal manda quando vou falar com ele e levo as listas dos meus amores, é que apesar de ele já não acreditar no Pai Natal, esta mãe de tanto fazer a pantomina, voltou a acreditar.

 

Os filhos levam-nos de novo para a infância e quando achamos que aquilo é para durar para sempre, um dia pregam-nos uma rasteira e é o que se sabe, o Pai Natal afinal não existe. 

 

  

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19
Nov18

11 - A mãe perfeita(mente desesperada)


Mac

 No mundo da roupa há coisas que eu até entendo que se façam também para os mais novos, não concordo, não gosto, mas como tenho a opção de não comprar, não me rala nada. Por mim podem existir saias de tule, camisolas com lantejoulas e até sandálias de salto alto para miúdas de 6 anos, não tenho filhas, podem vender calças skinny para rapaz, ténis com unicórnios e camisas às flores, não as compro, portanto continuo sem me ralar. Agora ver-me grega, é o termo, e ter de correr tudo e mais um par de botas para comprar calças normais para o meu filho de 7 anos, porque as lojas resolveram que os rapazes usam skinny jeans, é que não acho lá muito normal.  Se é bem verdade que só preciso de comprar roupa para o mais novo para os fins-de-semana, porque durante a semana anda com o uniforme, também é verdade que cheguei ao ponto ridículo de achar as calças do uniforme mais confortáveis para ele brincar. Eu não gosto de ver miúdos pequenos de skinny jeans, eu não compro skinny jeans para os meus filhos e nas lojas só há skinny jeans. Nas lojas não há calças normais e eu tenho filhos que gostam de se mexer, a roupa para eles é um mal maior e detestam andar apertados. Custa muito produzir calças que deixem um miúdo jogar à bola, correr, atirar-se para o chão, andar de skate e patins, e voar para cima do sofá de casa? 

 

É só uma sugestão: roupa pouco estilosa para miúdos que gostam de se mexer, mas confortável. Há mercado para isso, garanto.

 

 

#amãeperfeita(mente desesperada)

 

 

 

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13
Nov18

45 - Quem tem um adolescente, tem tudo


Mac

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No carro, esta que vos escreve ao volante e o adolescente ao lado, e vai o meu adolescente preferido e diz assim "um destes dias tenho de mostrar como se conduz". Esta ingénua que vos escreve vai e diz "ó filho, eu conduzo há 35 anos e nunca tive um acidente", e vai ele "isso não quer dizer nada, apenas sorte", "sorte durante 35 anos, todos os dias, estamos a falar de cerca de 12000 dias de condução", "sorte, porque a conduzir assim tem tudo para provocar um acidente". Pronto, fiquei um tudo nada mais descansada, não tenho acidentes, provoco-os.

 

Estou há mais de uma hora acometida de risos mais ou menos frequentes, mais ou menos imotivados. Nasci para isto.

 

 

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06
Nov18

224 - A minha gravidez (tardia), os filhos, a vida, o nirvana e eu


Mac

Gravidez Pedro_01.jpg

 [durante o Verão de 2011, na manhã em que entrei para a maternidade e na maternidade]

 

 

 

  

Tenho recebido bastantes mensagens com perguntas sobre a gravidez do Pedro. Muito honestamente não abordei o assunto mais cedo, porque não tenho grande coisa a dizer, espero não desiludir ninguém, mas a minha experiência de uma gravidez aos 45 anos não é nada do outro mundo e foi bem mais tranquila do que a anterior e bem mais pacífica do que já assisti em miúdas de vinte e poucos anos. Acho que por isso mesmo, porque era bem mais velha.

 

Bom, eu tive o Pedro com 45 anos e passada uma semana fiz 46, portanto tinha mais 46 anos do que 45 e foi uma das melhores experiências da minha vida. É uma maternidade muito mais tranquila, mais madura, com menos medos e quase sem comparação, porque a idade é completamente fora do comum. Acima de tudo porque na idade em que o tive algumas das minhas amigas e primas já tinham sido avós, os meus sobrinhos mais velhos já tinham acabado a faculdade e já estavam a trabalhar, agora alguns estão para casar, enfim, todas as mulheres que me rodeiam já estavam noutra fase da vida e isto acaba por ser outro patamar, mas é um patamar fantástico, tanto para ele que é o mais novo da primalhada toda, como para mim, que regressei às fraldas e biberons quando não era suposto, pelo menos como mãe.

 

A gravidez foi do mais tranquilo que se pode imaginar, mas também não era o meu primeiro filho, já sabia ao que ia, não havia grandes novidades, nem surpresas, mas também tenho noção que tenho muito boas gravidezes, enjoo pouco, não tenho grandes manias - a não ser umas birras que não contam para nada, nem interessa falar sobre elas - não ponho muito peso, não faço retenção de líquidos, não tenho a tensão arterial desregulada, só não durmo grande coisa, tenho uma azia levada da breca, uma ciática do demo e umas cãibras de bradar aos céus, nada que qualquer grávida de 20 não tenha, portanto mesmo aos 45 anos, a gravidez foi muito tranquila tanto fisicamente como emocionalmente e psicologicamente. 

 

Como qualquer grávida fiz todas as consultas, análises, ecografias e tudo, excepto a amniocentese. Foi uma opção nossa, os indicadores estavam bons, portanto optámos por não a fazer, mas esta é uma opção muito pessoal, eu tenho as minhas convicções e faço as minhas escolhas, esta foi uma delas.

 

Só posso falar da minha experiência, mas acredito que uma gravidez tardia é muito positiva e tranquila porque nós somos mais maduras, encaramos a vida de uma forma mais pacífica, temos menos medos e receios, temos mais estabilidade emocional e psicológica, e a auto-confiança ajuda muito a que tudo corra muito melhor.

 

O pós parto é que foi a minha grande surpresa, porque estava convencida que já que a gravidez era idêntica, o após também seria e não foi. Foi bem melhor, bem mais tranquilo, sem pânicos, sem aquela coisa de não saber o que fazer à frente de um mini ser, mas também era o segundo filho, portanto seria estranho se tivesse medos, mas no geral foi mais pacífico e com muito mais domínio em todas as situações, desde a amamentação, aos sonos trocados, às sestas, birras e choros. 

 

Agora. Agora tenho a idade de algumas avós dos amigos dele e a maior parte das mães têm idade para ser minhas filhas, mas isso não é um factor importante na socialização dele, nem eu acho isso assim tão estranho, é peculiar (e é sempre um bom tema de conversa), mas a verdade é que na minha família há tios mais novos do que os sobrinhos, tenho primas direitas que já são bisavós e isto tudo porque as gerações anteriores se encarregaram de ter aos 9 e 12 filhos, e quando os mais novos nasceram, os irmãos mais velhos já tinham filhos. Vendo bem, não é nada de especial e ainda vim dar mais um empurrãozinho para baralhar mais um bocadinho as gerações que já estavam baralhadas q. b. 

 

Penso muitas vezes na idade que terei quando o Pedro entrar para a faculdade, depois quando ele casar e tiver filhos. Vou ser muito velha, é incontornável, mas até lá, muitas vindimas se farão.

 

Uma gravidez tardia tem tudo para ser uma excelente experiência, portanto nada de receios, a medicina está muito avançada e nós também. Se voltasse atrás repetia tudo outra vez, sem hesitar, com ciática, azia e birras também.

 

 

 

 

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30
Out18

10 - A mãe perfeita(mente desesperada)


Mac

 

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O Bacalhau com Broa é mais um dos pratos de Inverno que se faz aqui em casa, mas que adaptei ao gosto dos miúdos, quer dizer, adaptei-o para os miúdos comerem sem reclamar e em vez das postas inteiras com a broa em cima, desfaço as postas de bacalhau e misturo com a broa, ou seja, é uma espécie de salada de broa e bacalhau, só para não lhe chamar papa, mas fica bom, que é o que interessa.

 

Para o mais novo ainda misturo no prato a batata com o bacalhau e a broa, porque ele detesta batatas assadas.

 

 

 

   Antigo Bacalhau com broa à moda do Minho, Novo Bacalhau à moda dos filhos da Mac   


. 4 postas de bacalhau demolhado
. 3 dl azeite
. 3 dentes alho
. 300 g broa
. sal e pimenta q.b.

 

Coza as postas de bacalhau em água abundante. Desfaça-as em lascas e retire a pele, e espinhas. Regue-as com 2 dl de azeite.


Esfarele a broa (na Bimby, ponha o alho e a broa no copo e v6 15 s) e misture o alho picado. Polvilhe com pimenta e regue com o resto do azeite. Mexa para envolver todos os ingredientes. Deite a broa sobre o bacalhau e misture. 


Leve ao forno a 180º C durante 15 mn até a broa ficar dourada. Sirva sobre grelos de couve cozidos, acompanhado com batatas cozidas.

 

 

 

   Batatas a murro   



. 700 g de batatas pequenas (uso as Vitacress)
. 4 c sopa de sal grosso 
. 4 c sopa  de azeite 
. Alecrim seco 


 

Numa panela grande, coloque as batatas com a casca em água. Leve ao lume médio e deixe cozinhar. Ponha as batatas escorridas num pano limpo. Quando estiverem frias, dê um murro em cada batata. Devem ficar ligeiramente achatadas e abertas. Pré-aqueça o forno a 180ºC (temperatura média). No fundo de um prato de forno, espalhe metade do sal grosso e disponha as batatas. Salpique o restante sal, regue com o azeite e polvilhe com o alecrim. Cubra com papel-alumínio e leve ao forno pré-aquecido para assar por 15 minutos. 

 

 

 

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26
Out18

222 - Os filhos, a vida, o nirvana e eu


Mac

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há dias chatos, morosos e compridos e depois há dias como hoje, plenos e felizes, por nada, ou se calhar por tudo . porque fui ao supermercado, como vou todas as sextas-feiras e trouxe mimos, chocolates e pipocas para os miúdos, livros, uma revista e meias quentinhas . porque encontrei a caixa de 4 litros que precisava para as sopas . porque finalmente ao fim de 8 anos nesta casa, dei por concluído o escritório e tenho os livros todos arrumados, os documentos em dossiers, as cortinas bem penduradas, os candeeiros onde estão melhor e os quadros nas paredes, menos um, porque gosto de o ver no chão . porque trouxe abóboras e flores para decorar uma mesa de outono, fantasias para o halloween e a casa está limpíssima, os vidros das janelas a brilhar, as almofadas de penas lavadas . e com a grande limpeza de outono terminada, a casa está preparada para o inverno e eu também . e daqui a bocado eles chegam, enchem-me a casa de migalhas e deixam marmelada nas almofadas do sofá, as meias no corredor e os ténis à porta, brigam por causa da televisão e chamam-se de parvo um ao outro . gosto tanto disto tudo .

 

 

 

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09
Out18

09 - A mãe perfeita(mente desesperada)


Mac

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Aos cinco anos o meu filho mais novo começou a ir todas as noites para a nossa cama. Já não vai, mas já não vai há uns dias, não sei se já posso cantar vitória.

 

Isto começou devagarinho há cerca de um ano, assim como quem não quer a coisa, não foi por medos, pesadelos ou qualquer outro factor negativo, antes pelo contrário. Começou nas manhãs de sábado e domingo, porque era giro para ali ficarmos todos na nossa cama, a conversar e preguiçar. Depois veio o Inverno e estava frio e tão querido, meu rico filho quer quentinho e anda cá para o meio do pai e da mãe. Depois já ele estava instalado e a dormir profundamente quando dava por isso e porque estávamos cansados e sem forças para o devolver à sua cama. Depois começámos a sentir falta de espaço e veio o Verão e três pessoas numa cama é desconfortável e lá o devolvíamos à sua cama e ele voltava a aparecer uma e duas e três vezes e depois negociámos e ele disse que sim, mas às cinco da manhã lá estava ele entre nós e depois o pai começou a ir dormir parte da noite para a cama do filho e o filho ficava na nossa cama. Parou! Não sou adepta do co-sleeping ad nauseam.

 

As primeiras noites não foram fáceis, afinal tínhamos deixado instalar o hábito durante um ano e dividimos a tarefa de o levar para a cama, uma noite o meu marido, a outra eu. E assim foi, não o deixámos ficar mais na nossa cama e fizemos com que regressasse sempre à sua, sempre sem perder a paciência, sem frases que incluíssem um não, sem levantar a voz, sem o despertar muito e isso dar azo a choros, ali sempre com calma a fazê-lo voltar para a cama. Tivemos duas noites em que quase desistimos, o Pedro apareceu-nos doze vezes numa delas e na outra dezanove, mas era desistir e continuar a tê-lo na nossa cama, ou aguentar estoicamente e voltar à normalidade de uma família correctamente distribuída pelos quartos que planeou.

 

E resultou. Agora só me arrependo de não ter feito isto mais cedo. Quero tanto cantar vitória.

 

 

 

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26
Set18

217 - Os sapatos, a vida, o nirvana, eu e meu umbigo, e outras divagações


Mac

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 | os sapatos |

 um dia jurei que nunca vestiria tareco, sou pessoa de juras . juro muito e cumpro, excepto no reino da roupa, um reino onde não sou de confiança e até dada a outras larguezas de carácter, o que juro não vestir hoje, amanhã visto, por exemplo . não interessa . um dia jurei que não vestiria leopardo, tigre, zebra, unicórnio ou pombo . calçar talvez, mas nunca com saltos, só sabrinas, loafers, mocassins e tudo quanto fosse raso . pois foi . mas não tenho culpa, tenho uma coisa por sapatos, não posso ser levada a sério . 

 

 

| a vida |

não sei o que tem setembro para gostar tanto dele . já não tem tanto verão e eu sou uma mulher do verão . e tem uma luz diferente do verão, já não é tão branca, é mais doce e os fins de tarde são mais laranja, os dias já são mais curtos e os dias bons a esplanar, as jantaradas lá fora e os dias de praia até à náusea já não são uma constante, os miúdos começam as aulas e eu gosto é de os ter comigo, o fim da tarde na praia é deprimente e começa o outono . eu gosto do outono, acho . mas gosto mais do verão . e adoro setembro . não sei porquê .

 

 

 | o nirvana |

o meu filho mais novo não gosta de dar beijinhos às pessoas para as cumprimentar . as pessoas insistem então e o meu beijinho?! e a criança não dá e a mãe da criança não o obriga . a criança diz boa tarde, ou bom dia, mas não dá beijinho e quando as pessoas esperam que a mãe da criança o mande dar beijinhos, a mãe da criança não manda . se as minhas crianças não gostam de dar beijinhos, não dão beijinhos . quando as minhas crianças querem dar beijinhos, dão beijinhos . aqui pratica-se a democracia do beijinho, em que a criança é que manda nos beijinhos que quer dar . e vivemos bem com isso .  

 

 

 

| eu e meu umbigo, e outras divagações |

este ano não fiz jantar de despedida do verão propriamente dito, aquela coisa de juntar uma data de gente no último dia do calendário e adeus verão, ai jasus, vamos ter saudades e isso, não fiz, este clima quente no outono não me inspira, só me inspira a continuar no registo de jantares lá fora como se ainda fosse verão . e ninguém lhe sentiu a falta, prometi que este ano fazia um jantar de boas vindas à chuva, parece-me uma coisa com mais nexo . espero que no final de outrubro, no dia dos meus anos, já não esteja calor, como esteve no ano passado . gostar do verão é uma coisa, gostar de calor fora de época é outra completamente diferente . não consigo achar piada ao outono com calor, praia e mangas curtas . cada coisa a seu tempo, no seu tempo .

 

 

 

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07
Set18

08 - A mãe perfeita(mente desesperada)


Mac

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Todas as mães são exímias na arte de forrar cadernos e livros com película aderente, plástico autocolante ou lá como se chama. Eu ando nisto há 18 anos e continuo a rainha da bolha. Quer dizer, não são 18 anos disto, a verdade é que só forrei os cadernos e livros do mais velho até ao 7º ano, depois instituí o amor aos livros, a cuidar do que é seu e a não atirar a mochila como se fosse uma pedra. Os miúdos precisam de asas e liberdade de pensamento, tomar decisões e isso. Fiz a minha parte, o resto não interessa.

 

Entre um e outro tentei várias estratégias, repeti algumas por incredulidade no falhanço, e voltei a falhar, a saber:

1. não cortar a folha autocolante, tirar a folha de papel e atirar com o livro à maluca : bolhas mil e veios estranhos para rebentar com um alfinete, que depois de rebentados fizeram uns altos

2. cortar a folha um pouco maior que o livro, descolar metade, pousar a contracapa do livro e depois puxar o resto: bolhas e mais bolhas

3. deixar o livro fixo e descolar só um bocadinho de folha e ir colando com a ajuda de uma régua com o livro aberto: sem muitas bolhas, mas o livro não fecha

4. igual à anterior mas com o livro fechado contornando a lombada: resulta qualquer coisa

5. comprar capas de plástico transparente pensadas para os manuais escolares mas que saltam da capa do livro: sem comentários

6. não forrar livros nem cadernos: resulta muito bem

 

Forrei 4 cadernos. 

Falta-me colar as etiquetas em todos os lápis, canetas de feltro, régua, tesoura, equipamento de ginástica, sapatos e no miúdo. Já tratei das meias do uniforme, mas não vi o que ainda serve. Se calhar nada e o meu rico filho não tem o que vestir, mas encomendei as camisolas de inverno porque me lembro que as do ano passado já não lhe serviam e comprei as sapatilhas de ginástica, a mochila e o estojo.

 

Estou exaurida dos nervos. Com este mais novo vou instituir o amor aos livros mais cedo, o 7º ano parece-me demasiado longínquo.

 

 

 

 

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06
Set18

215 - Os filhos, a vida, o nirvana e eu


Mac

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Esta noite esta mãe que vos escreve leu até às 6, hora a que o adolescente entrou neste lar que o acolhe com tanto amor e carinho, porque era despedida das noitadas e lá o sítio onde eles vão, que até era onde nós também íamos, mas um bocadinho mais velhos do que ele, agora fecha no Outono (aleluia) e era o último dia e portanto havia que abusar do horário até o sol raiar. Dormi até às 8, hora a que o mais novo achou que era boa ideia tomar o pequeno-almoço, ligar a televisão, ir buscar os bonecos e a caderneta, ver o filme do não sei quantos, reclamar que a box foi abaixo e onde está o Ben 10 e os não sei quês (e são 6 canais infantis para a mãe enlouquecer devagarinho e aquela hora sei lá eu onde dá o quê, mas ele sabe). Ontem o adolescente teve cá amigos e eu ainda dormi até começarem os assaltos ao frigorífico. Ouço bem demais eu. Então resolvi que era melhor ler. Li até às 5 da manhã e às 7 tinha o mais novo com fome e a querer não sei o quê.  Sei que lhe liguei a televisão e ele afinal queria silêncio, ficou bastante aborrecido e disse-me que já não era um bebé. Dormi até às oito no sofá porque já não consegui lembrar-me da minha cama. Antes de ontem já não sei o que aconteceu cá em casa, mas eu li, depois o meu marido tirou-me o livro e os óculos algures durante a noite e dormi até às 6, hora a que o mais novo resolveu acampar na nossa cama e empurrar-me até onde é aceitável que um corpo adulto de 55 quilos (ipiurra para mim) fique em repouso sem cair.

 

 

 

[hoje instituí o horário de tempo de aulas, não me apetece ler tanto]

 

 

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