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a vida em azul cueca

09
Abr21

297 - A Sério??!! Menos, por favor


Mac

z7914 desastres naturais portugal

 

 

Eu não tenho vergonha de ser portuguesa, mas neste momento tenho vergonha do nosso sistema judicial e de algumas pessoas. Também tenho vergonha de quem diz que tem vergonha de ser português. Tenho vergonha dos activistas, dos revoltados e agitadores de teclado. Vergonha das caridades e solidariedades que não passam do ecrã, das partilhas que não passam disso, de partilhas, e de pessoas no geral que não se mexem. Mas tenho muito orgulho em ser portuguesa, de pertencer a um povo que ajuda quando alguém precisa, é solidário e se mexe para dar um tecto, um mês de supermercado e enche um banco alimentar, um banco de sangue e engorda uma conta para um tratamento milionário. Tenho orgulho nesse povo, em ser portuguesa e ter nascido no melhor país no mundo, com gente muito boa. E uma vergonha imensa de quem diz que tem vergonha, se tem, vá-se embora, ou então mexa-se, faça parte, vá votar quando há eleições e mude o que há a mudar. Estou farta de treinadores de bancada, comentadores de teclado e políticos de ecrã.

 

07
Fev20

266 - O Blog, a birra de sono, a vida, o nirvana e eu


Mac

 

 

Passou algum tempo desde o último post, dois meses, ou quase dois meses, por nada, se calhar por pequenas coisas, uma dose de "não me apetece", mais outra de "não tenho tempo para isto", uma pitada de "isto já não é o que era", mas também já nem sei bem o que era, o que seria ou o que deixou de ser. Sei que muitas pequenas coisas me incomodaram e isto começou a perder a piada, outras quase me obrigaram a uma postura que  nada tem a ver comigo e apesar de nunca ter divulgado nada em que não acreditasse ou não tivesse experimentado, ter alguns posts condicionados incomodou-me, não todos, mas os suficientes. Se calhar sou esquisita, mas não é o meu caminho e desvirtua-me o blog. A juntar a isto cheguei à conclusão que não tenho tempo, vulgo, paciência, pachorra, energia, ou tudo isso junto, para mais do que uma rede social. O mais engraçado é que o blog foi sempre o mais importante para mim, o Facebook surgiu para o divulgar, mas acabou por substituí-lo muitas vezes, porque eu não tinha tempo, ou a tal paciência para vir aqui, depois surgiu o Instagram e a verdade é que não consigo achar piada àquilo, já tentei várias vezes e para mim não dá, gosto de lá ir ver as publicações dos outros, mas não acho grande piada a publicar por lá. Ainda pensei em ficar só com o Facebook, mas também é uma solução que não me serve, às vezes "preciso" de uma plataforma que me dê mais liberdade para publicar várias fotos e textos, ali não dá, é limitado. 

 

Portanto regresso às origens, o blog. Mas o Facebook continua a ser a minha mesa de café. E basta-me.  

 

Isto era eu a pensar alto. Se calhar demasiado alto. Mas de uma certa forma foi libertador.

 

(em Fevereiro ainda se pode desejar bom ano? Bom ano!)

 

 

25
Set19

262 - As pessoas que gosto, as que aturo, as que deviam ser cumprimentadas com uma chapada, a vida, o nirvana e eu


Mac

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as que gosto

situação: o meu filho adolescente tristonho, macambúzio, displicente . esta mãe: ai rico filho, amor lindo da sua mãe, o que se passa, que desalento é esse, meu belo e borracho filho? ó mãe quando é que vão para fora? esta mãe: para fora como? então este fim-de-semana não iam até ao alentejo ? íamos, mas não me apetece; isso não é motivo, vão lá, estava com esperança de ter a casa só para mim, estou a precisar ficar sozinho; sozinho? sim, mãe, sozinho .

 

rico filho precisa de solidão e introspecção para dar uma festança sem a supervisão, vá, presença, de mãe querida . ai rico filho, o diabo sabe muito, não porque é sábio, o diabo sabe muito porque é velho . e este veste zara .

 

 

as que aturo

eu preciso do meu espaço . o meu espaço é um perímetro definido pela minha cabeça e que não pode ser ultrapassado por estranhos, ou pode nos dias em que a minha cabeça não desenhou o perímetro . raros dias esses, mas acontecem, porque também há situações em que a minha cabeça não quer saber de mim e não impõe nenhum perímetro, até vamos dançar a sítios com outras pessoas, vamos ao cinema, estamos em filas, vamos aos saldos, às festas do mar e isso . mas depois há aqueles sítios em que ela desenha o perímetro e é chato que o passem . ora dá-se o caso das minhas aulas de pilates/pump/whatever estarem saturadas de gente, mas eu preciso de espaço, porque preciso, porque tenho medo que me partam os dentes da frente com um calcanhar desgovernado, porque há cheiros que a proximidade não perdoa e porque sou doente dos nervos . e as outras pessoas não querem saber disso para nada, estarem com o queixo em cima do ombro do desconhecido é-lhes natural, estarem naquele bocado de chão onde eu estou não tem importância . mas para mim tem . respeitem as minhas manias, vai que me dá para morder, assim respeitam o meu espaço? a praia, por exemplo, a praia é outro sítio em que ponho o meu perímetro . estou ali no meu guarda sol com a minha cadeira e as minhas coisas - preciso do meu conforto, o tempo da toalha ao pescoço e o bronzeador na mão já era - e chega uma família, o que faz a família? sim, é isso, a família vai plantar-se ao meu colo, mesmo que a praia esteja vazia . querem o meu colo, o meu aconchego e partilhar a minha antipatia . é ilegal empurrar pessoas? a perguntar para uma amiga .

 

 

as que merecem ser cumprimentadas com uma chapada

estava eu ontem no café pela fresquinha, ainda naquele estado que caracteriza muitos seres humanos pela manhã e desata-me a entrar pelos ouvidos o discurso de uma pessoa, daquelas que gostam de se ouvir e estão convencidíssimas que os outros também . a pessoa até estava a falar para o funcionário do café, mas se calhar é mouca e por isso acha que o empregado também é e falava-lhe altíssimo, de vez em quando também rodava a cabeça à procura de contacto visual extra, ah agora temos de separar o lixo e  eu tenho lá vida para isso, eu não sou uma desocupada e coiso, coiso - entretanto tudo quanto a pessoa dizia parecia um ruído indecifrável, depois voltei a ouvir - porque andaram anos a fazer disparates e agora nós é que pagamos.  pois pessoa, pois, já viste os energúmenos dos outros que te estragaram o planeta, tu que foste um exemplo de contenção e consumo inteligente, e agora sugerem-te que separes o lixo, francamente . pensei, não disse, mas tenho-a jurada, aos 55 anos vou dizer coisas que agora só ficam na minha cabeça, aos 55 anos vou dizer muitas coisas . já agora, alguém sabe se é muito ilegal dar chapadas às pessoas? a perguntar para uma amiga .

 

 

o que me rala a mim, a pessoa que vos escreve

basicamente tudo e um pouco de tudo o resto . arranjei o cabelo, fui ao ginásio e saí de lá com o cabelo arruinado . arranjei o cabelo, saí à rua e o dia húmido arruinou-me o cabelo . arranjei o cabelo fui jardinar e arruinei o cabelo . por mera curiosidade académica, alguém sabe se os chapéus estão na moda? a perguntar para uma amiga .

 

 

passo a vida ralada

 

 

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17
Set19

260 - As férias, os filhos, Setembro, a birra de sono, a vida, o nirvana e eu


Mac

 

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hoje

 acordámos com uma manhã gelada e nevoeiro, parece que o verão se está a ir embora, como se ele tivesse chegado em força este ano . estou cansada do verão que não existe . sou do tempo em que junho, julho e agosto eram meses com dias seguidos de calor, não havia vento, muito menos frio e céu nublado . até já estou desejando que venha o outono . estou para este verão como para  as pessoas que têm a mania que são difíceis, não tenho paciência para elas . aquelas pessoas que nunca estão disponíveis, que assumem uma passividade na vida como se as amizades e as relações se auto alimentassem, ou fossem alimentadas só por um . cansam-me . não sou daquelas pessoas que invista muito em gente que é só receptiva, em esponjas de afecto, ou amebas . ou se mexem e somos amigos, ou nada feito. ora, também gosto de receber . gosto até que me macem . mas não em demasia . estou assim para o verão . não me maçou de calor, não me encheu de praia e noites na esplanada . estou cansada dele . 

 

entretanto

no outro dia alguém se queixava do cansaço que as férias dos filhos lhe trazem, pudera, hoje em dia os miúdos acham que os adultos servem para os entreter, que são assim uma espécie de barbies e kenes mas com dinheiro real, carros reais e quase mudos . sei lá eu porquê, instituiu-se que os miúdos têm de ser entretidos e aquela coisa natural e simples da infância que é brincar com os irmãos, amigos ou sozinhos, quase desapareceu, não me espanta que assim as férias dos miúdos sejam mega cansativas . não digo que nunca se brinque com os filhos, é bom brincar com eles, mas também é bom ser adulto . e incentivar a autonomia, independência e a imaginação das crianças . muito, muito . tenham dó da senhora,  desde os 20 anos que não tenho energia para acompanhar miúdos em correrias, pulos e mergulhos .

 

por aqui

os meus miúdos estão com as aulas em pleno e eu voltei ao verniz encarnado nas unhas . é isso, já não me sinto muito verão e o branco nas unhas já era, pelo menos por hoje .  amanhã talvez mude de ideias .

 

 

• instagram @maria.antonia.velez

 

04
Set19

258 - o problema és tu, não sou eu, os ciclistas, as ciclovias, a birra de sono, a vida, o nirvana e eu


Mac

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Não tenho nada contra os ciclistas, aviso já. São pessoas civilizadas que para usar as passadeiras (dos peões) desmontam os respectivos traseiros dos selins das suas bicicletas e as passam (as passadeiras) ordeiramente a segurar nas bicicletas , nunca fazem slalomes entre os peões, nem nada, nunca circulam nos passeios cheios de pessoas, crianças e cães, nem nas ruas em contra-mão, nunca andam aos pares aos trios e às quadras, a encurralar os carros, param sempre no sinal vermelho e nunca se atiram para as rotundas sem dar prioridade aos que lá circulam, são, portanto, pessoas respeitadoras dos peões e do código da estrada. Até porque a maioria dos ciclistas também conduzem carros, estão perfeitamente conscientes do papel, conhecem bem o código e sabem por experiência o que é conduzir um carro. Mas há uma coisa que ainda não consegui perceber, quando estão no papel de ciclistas e há ciclovias - e aqui para os meus lados há imensas, novinhas, todas bem forradas a bordeaux, ou é mais brique? Se calhar é brique, adiante, dizia eu, todas forradinhas num tom janota e aconchegante, macias para não facultar trepidação nos traseiros revestidos a lycras, para que vão os ciclistas à mesma na estrada em paralelo com a ciclovia forrada em fofinho? É só teimosia? As ciclovias não lhes servem? Não são fofinhas? Lindas? Janotas? Chiques? Não as querem estragar? Preferem a adrenalina dos condutores enervados? Esqueceram-se que naquele bocado não são condutores de carros e estão na bicicleta? Querem que as ciclovias sejam usadas pelos carros? É isso? Marotos.

 

 

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10
Jul19

257 - As pipocas, o cinema, as pipocas, os outros, as pipocas, a birra de sono, a vida, o nirvana e eu


Mac

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há uns anos, nem foram tantos assim - tive vontade de escrever "sou do tempo", mas pronto, também sou deste tempo - acho eu - já cheia de manias, com pouca paciência para muitas coisas e a abarrotar de sabedoria empírica, mas ainda deste tempo - dizia eu que há uns anos era um prazer ir ao cinema, tínhamos salas bem grandes, ecrãs gigantes e um filme chegava a ter dois intervalos, nos intervalos ia-se ao bar do cinema, onde não havia pipocas, nem nachos, nem pipocas, nem cachorros quentes, nem pipocas ou m&m's, ou pipocas, havia café bom servido em chávenas de loiça, bolos fantásticos e caramelos de leite . depois veio o tempo em que as salas grandes deixaram de ser rentáveis e foram dividias em 3, dos filmes sem intervalo e das pipocas e com elas as pessoas que sujam as salas, atiram com quantidades maiores do que as suas bocas para as próprias bocas, que se babam porque as pipocas não lhes cabem nas bocas e que fazem barulho a mastigar . ontem fui ao cinema, endoideci, só posso, de todas as vezes juro que não volto, depois acredito que é tudo imaginação minha, o que faz o tempo à cabeça das pessoas, e lá vou eu outra vez . o som estava para lá de estridente - nada de novo portanto - e quando se silenciou num qualquer compasso para voltar aos decibéis proibitivos, ouviu-se uma sala a mastigar, cerca de 100 pessoas a mastigar - outra vez a minha imaginação a trabalhar, só pode - é uma experiência para lá de estranha, digamos assim, para não dizer nojenta, que é chato . está explicada a estridência nas salas, os coisos não querem que se oiça as bocas a mastigar pipocas . o coisa, aquela animação inicial antes dos traillers e do filme, aquela que nos dá avisos do que é o bom comportamento numa sala de cinema e nos ameaça dar tautau, a que além de nos morder se fotografarmos o filme, nos comer se o som do telemóvel se ouvir e nos desintegrar se deitarmos lixo para o chão, também nos devia encher a cara de chapadas se fizermos barulho a mastigar . é uma sugestão para incluir naqueles avisos iniciais do coisa . e hoje não me alongo sobre os que vão para ali conversar como se estivessem no sofá de casa, dos que se descalçam e não sabem que os pés estão a evaporar para os narizes dos outros, os que dão toques no encosto da fila da frente, e isso .

 

e eu até gosto de pipocas

(amo)

 

 

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25
Jun19

256 - O fornecedor de net, televisão, karaoke e palhaços, os filhos, a birra de sono, a vida, o nirvana e eu


Mac

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começaram as férias grandes e esta semana é de descanso do ano escolar, para o mais novo, o mais velho anda na vida dos exames, nervos à flor da pele e apertos no estômago . esta semana vou aproveitar o mais pequeno, para a semana começa o campo de férias, seguido do rodopio de programas, festivais não sei quantas para o mais velho, acampamentos (!!) e esta mãe com os nervos em frangalhos . acho que só descanso quando estamos os 4 em férias, de preferência fechados num bunker qualquer com net fraca, piscina, pequeno almoço com frutas frescas, café acabado de fazer e cereais . os filhos gastam-me . entretanto

resolvi averiguar onde se gasta dinheiro nesta casa . bom, eu sei onde se gasta, não é grande novidade para mim, mas vai que há contas e contas, e há contas estranhas nesta casa, contas que não são o que deviam ser, contas que são mais do que eram há uns anos e não teve a ver com a inflação, e contas que são dinheiro mal gasto, só e em exclusivo . vai daí comecei pela entidade que nos faculta net, televisão, telefones fixos e não só, por largos euros mensais e vai que descobri coisas, uma delas é que ando há carradas de meses, se não anos, a pagar € 7.00 por mês para ter uma coisa que nem sabia que tínhamos, não precisamos e nunca usámos, também não nos lembramos de algum dia a ter subscrito: karaoke . a sério? karaoke? porquê? para quê? quando? onde? por quem? ninguém nesta casa sabia que temos . já não temos . pumba, corta € 7.00 na factura . depois fomos a ver e também tínhamos subscrito não sei quantos canais de filmes, que não vemos, por mais € 10.00 . e não pára por aqui . ao que parece também subscrevemos um pacote de séries por € 5.00, mas que tem período de fidelização até julho, ora estamos quase em julho . pois . vamos em € 22.00 a mais todos os meses há não sei quanto tempo . curiosamente aqui em casa ninguém se lembra de ter subscrito fosse o que fosse e o funcionário da cabo, net, filmes da treta, karaoke e palhaços também não foi capaz de me dizer quando subscrevemos, quem subscreveu e isso, no entanto eu sei quem paga a quem . karaoke? a sério? brincalhões .  you can talk to meeeeeeeeeeeee . seguiu-se a factura da electricidade . ia jurar que sou dona de um parque de diversões, mas sou a única que não se diverte .

fiquei tão tolhida dos nervos que me atirei com alma ao tie-dye e foi para ali espremer boiões com tinta e artistar para cima do que me apeteceu . tenho de me enervar mais vezes .

 

 

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28
Mai19

253 - As salas de espera dos hospitais, a birra de sono, a vida , o nirvana e eu


Mac

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Mais incomodativo do que as pessoas que espreitam a nosso leitura, mais incomodativo do que as que tossem para a geral, as que suspiram para a geral, as que bufam para a geral, as que iniciam mini comícios contra o atraso do medico, as que querem conversar porque ajuda a passar o tempo, não ajuda, garanto, há conversas que são morte lenta de neurónios, outras um suicídio em massa, já as conversas de hospital afianço sem margem de erro que põem muita gente doente dos nervos, e quando me dizem coisas assim com um ar cúmplice, ah a minha doença não se vê, eu acho por bem dizer que a minha também não e é das perigosas, depois vão-se embora do pé de mim, sois uns meninos, mais incomodativo do que as que não tomam banho e obrigam os outros a apneias de pré morte com alteração da coloração das unhas e falta de oxigenação cerebral, as que querem à viva força fazer um concurso de maleitas e trocar cromos clínicos, logo comigo, a pessoa cheia de vontade de socializar com estranhos em princípio doentes, a que a acrescentar a esta vontade indómita, tem medo de hospitais e do que possa apanhar por lá, ou ter de ficar lá, que fujo da ala pediátrica, a não ser que tenha de levar o meu benjamim, porque os miúdos não têm a menor noção e tossem-nos para a cara, aquela a que muitas conversas com estranhos doentes levaram a consultas desnecessárias de coisas que nunca me tinha lembrado na vida, mas que o estranho me relatou com sintomas sórdidos e eu claro, comecei logo a sentir tudo, porque sou uma pessoa que sente as coisas e tudo me leva mais a prevenir do que a remediar, a que apesar de hipocondríaca, encara aquilo tudo com uma veia de isto não é nada comigo, estão todos a cair aos bocados, eu vim cá só secar os meus derrames, e só, daqui não levo nada, pior do que tudo são estes parágrafos intermináveis e as pessoas impacientes que andam de um lado para o outro na sala de espera e invariavelmente quando estacionam em pé fazem-no com os seus rabos a milímetros da minha cara, a cara da tal pessoa que se foi sentar longe de toda a gente, mas pelos vistos na área dos impacientes. Seria esta a altura ideal para desatar a dizer que a minha doença não se vê, mas é perigosa, mas não, sou uma menina coisinha e fico calada com os rabos a milímetros da minha cara.

 

 

#tenhoímanparadoidos

 

 

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11
Dez18

229 - A protecção de dados, a birra de sono, a vida, o nirvana e eu


Mac

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Aquela coisa da protecção de dados é uma palhaçada, não é? É.

 

É que aqui há um par de meses andaram para aqui ai rebeubeu, a partir de agora só vai receber mensagens nossas se quiser, se nos deixar, se for boa pessoa, ou otária, querida ou fofa, mas nunca mais a vamos maçar com as nossas mensagens chatas, desinteressantes e massivas, a não ser que nos diga expressamente que quer ser fustigada, castigada, incomodada, torturada e aí nós mandamos os nossos sms e os nossos e-mails inúteis, desinteressantes, de publicidade chata, que ninguém lê.

 

Pronto, é que só por acaso desde que foi aquela palhaçada toda, entram mais e-mails publicitários na minha caixa de e-mail, o telefone nem se fala, é assim uma coisa do outro mundo, esgota-se de tanto plim plim,  e precisamente de todos os que disse para não me contactarem, para me deslargarem, se irem, escafuderem. Agora são esses e mais os amigos todos, até gente ou coisas que eu não sabia que existiam.

 

Protecção de dados de quem exactamente?

 

E não, não me digam para não ligar e o coisinho. Ligo e muito, se não for por mais nada, porque disse não e o meu não não é um nim. Pimenta in the others butts é refresco, migos. Um não é um não, sempre e em todas as circunstâncias.

 

 

(é verdade, o bloqueio de números não funciona com esta gente, e o filtro de spam é aquela anedota que às vezes funciona, outras vezes não, é conforme lhe dá a maré)

 

 

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