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a vida em azul cueca

30
Mar12

44 - JÁ FUI FELIZ AQUI


Mac

 

 

 

 

 

Tive as minhas primeiras galochas aos onze anos, quando pai querido, encarregue de tratar do nosso calçado, achou por bem acabar-nos com a mania infantil de entrar nas poças. Eu gostava daquilo. Ali as meias todas ensopadas, a fazer chlop chlop dentro dos sapatos. Mas, pronto, lá me enfiaram as galochas em dias chuvosos, compradas numa loja fina, especializada em mangueiras, tubos e impermeáveis para as obras. Fiquei de olho nos impermeáveis, que não havia em tamanhos pequenos, claro está, mas que lá fui comprar já adolescente. Eram práticos e protegiam mesmo da chuva na vida ao ar livre, além de serem extremamente fechione e irreverentes. As galochas não nos colmataram a questão dos pés molhados, se não o ficavam pela água da chuva, punham-nos os pés todos ensopados, porque aquela coisa não os deixava respirar, portanto as galochas foram afastadas como solução e voltámos ao calçado chlop chlop.

 

Já adolescente, a Meca das compras giras era Badajoz, maneiras que sempre que estava no Alentejo, lá íamos às pesetas e claro, aquelas galochas com salto, que também faziam suar para lá da conta, mas como era moda, usavam-se até com tempo seco. As adolescentes são a atirar para o parvo e eu não fugi à regra. Pois.

 

Depois de algumas torcidelas de tornozelos, lá me rendi às Aigle, que para sítios lamacentos e estrebarias, diz que os equídeos são bicho dado a coisas sujas e o coiso, eram do melhorzinho, a par com as outras pretas de montar, umas em borracha para fins específicos, outras nem por isso, para coisas mais pipis.

 

E das Hunter, hein? Pois que são boas e as primeiras que não lixam os pés, isso para mim é o mais importante.

 

 

E, pronto, eis a minha galochohistória, não é bom? Eu cá acho. Agora vou ali alinhavar a minha história com os sabonetes, sabendo que tomo banho diariamente desde que nasci, acho que vou produzir uma coisa muito ao nível Cem Anos de Solidão do Tio Gabriel.

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