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a vida em azul cueca

29
Mai20

297 - A mãe perfeita(mente desesperada)


Mac

z1000010 cansada.JPG

 

 


a direcção geral de saúde ainda não encontrou uma explicação para a taxa de infectados em lisboa e vale do tejo continuar alta e não acompanhar os valores baixos do resto do país . eu cá sugiro que vão ao continente do cascais shopping e têm aí a explicação . nada que agradecer, uma criada ao vosso serviço, desde que o serviço não seja pesado, nem inclua passar a ferro.

 

ando cansada, outra vez, pensava eu que com o regresso de sodona só me restava dondocar por aí, apanhar sol e jogar ao fugir do corona . pois que não, agora estamos em época de estudo intensivo a um mês do final do ano . então como se já não bastassem os trabalhos forçados de uma mãe ao serviço da escola, mas que até reclama pouco, porque o meu interesse é acima de tudo o óptimo rendimento escolar dos meus pimpolhos, agora vejo-me a praticar exercícios, simulações e a fazer trabalhos, que quase que juro ninguém me preparou para isto . e agora é a gincana doida até ao fim do ano, apesar da matéria estar em dia, mas vamos lá fazer loucuras e trabalhar que nem malucos . 

 há uma coisa que sempre soube e não foi o corona que me deu a luz: não tenho jeito para ensinar e sofro de falta de paciência . mas sou boa mãe . sempre dei por muito bem empregues todas as mensalidades em prol do ensino dos meus meninos, do seu divertimento, desporto e tudo, tudo, tudo, porque da minha parte só queria ser mãe deles . não descobri agora que os professores estão dotados de enormes capacidades de pachorra acima da média, já sabia e agradecia-lhes todos os anos mais um ano de paciência, bom ensino e tudo . como já disse, a mim cabia-me ser mãe e as coisas estavam muito bem assim . 

é verdade que por outro lado sempre adorei as férias deles e nunca tive pressa do regresso às aulas, porque não tinha de os ensinar . em férias ficava só com a parte boa da infância dos meus filhos .

 

a escola dava-me duas alegrias, uma quando lá ia deixar os meus filhos adorados, outra quando os ia buscar

 

de resto está tudo benzinho, há saúdinha, vem aí o fim-de-semana, está bom tempo e eu sinto-me cheia de coragem para simular uma vida normal sem medo do cão, do vírus, das pessoas, ou lá o que é, mas sempre alerta . beijinhos 

 

27
Mai20

68 - segredos que partilho porque sim, ou coisas que não são assim bem um segredo, ou coisas úteis, ou sei lá


Mac

chinelos_02.jpg

 

Há coisas no meu armário que passam por algumas vidas, vá, duas, mas não interessa. A vida original e depois a que lhe dou, ou porque gosto muito da peça e não estou preparada para a deitar fora, ou porque afinal aquilo precisa de uma transformação para ficar ao meu gosto.

 

Estes chinelos, por exemplo, já têm uma data de anos, mas não me apetecia deita-los já fora, mas como eram brancos e estavam muito feios, resolvi que se passassem a outra cor, ainda podiam dar umas voltas.

 

E foi o que fiz, pintei-os de prateado.

 

Uso quase sempre tinta em spray, porque concluí que esta tinta resulta melhor em algum tipo de calçado do que a tinta em frasco para peles, fica mais uniforme e basta proteger as partes que não queremos pintadas, para termos um bom resultado. Não é preciso uma tinta especial, os sprays para pintar carros também resultam bem e há uma enorme variedade de cores. Já usei esta tinta para pintar cestas, fazer desenhos em t-shirts com stencil e até vasos. É resistente e tem um óptimo acabamento.

 

 

chinelos_01.jpg

 

 

Quando usamos este tipo de tintas, convém tomar alguns cuidados, porque não dá para controlar exactamente onde a tinta poderá chegar, assim é melhor proteger a área à volta da zona de pintura e usar máscara e luvas, além de uma bata para proteger a roupa. Geralmente faço isto lá fora, desde que não esteja muito vento e uso um caixote para não pintar nada à volta por acidente . Também convém proteger todas as zonas que não queremos pintar. No caso dos chinelos protegi com fita cola larga as solas e interior e retirei-lhe as palmilhas, depois apliquei o spray de tinta e quando a tinta secou, removi a fita cola. Finalmente colei as palmilhas e os chinelos ficaram prontos.

 

26
Mai20

296 - A dona-de-casa perfeita(mente desesperada)


Mac

03 bolo.JPG

 

 

 

nesta casa é que se vive o verdadeiro, e peculiar, estado de calamidade . há muito tempo que por aqui já se deixava o calçado da rua à entrada e não se andava em casa com esse calçado, apesar de esporadicamente acontecerem umas fugas e aparecer calçado no corredor (filhos) . entrada essa situada no r/c desta casa, sapateira essa, uma coisa construída de forma a existir mas a não ser percebida por estranhos, mas ali instalada para as pessoas se descalçarem e não circularem em casa com o calçado da rua . agora chega-me o covid e mudei a entrada de casa para a cave, porque ali posso ter um mini centro de desinfecção logo à porta, coisa que na entrada do r/c me ia estragar a decoração com a cómoda de avó querida e mais umas coisas que não se compadecem com a estética do frasco de álcool gel e o balde com lixívia e a respectiva esfregona . ora instalou-se o bordel na entrada da cave porque os rapazes vão ali largando calçado - eu também, mas eu posso porque sou a alma feminina da casa, tenho variações de humor, mudo de ideias e tenho umas hormonas diferentes das deles - e não há uma prateleira, uma porta, sei lá, uma qualquer barreira que me tape aquela calamidade das vistas . o raio do vírus até nas decorações das casas se veio meter .  isto é coisa para me trazer alterada .

 

 

2020-05-26.jpg

 

no domingo resolvemos que já era tempo de ir tomar o café da manhã a uma esplanada, e fomos . estive o tempo todo num autentico destrabelhamento de nervos, ora porque o empregado pegou na garrafa de água, ora porque pegou no copo, ora porque depois pegou no dinheiro, ora porque eu devia ter levado uns toalhetes para desinfectar tudo e não me lembrei . tenho de me reeducar e acreditar que aquela pessoa lava tanto as mãos como eu, que ele mais do que eu, está a correr riscos e também toma medidas e se quero sair é para descontrair, não é este desassossego . estou uma lírica e passei a reparar em coisas que eram naturais e passaram a significar formas de contágio . é que ainda por cima há as formas comprovadas de contágio e as que eu descobri . as que eu descobri são um mundo . por pensamento, é uma delas, outra é por imaginação . até tenho a certeza que já fui contagiada, não tive os sintomas piores e agora estou imune, mas à cautela, sou pessoa estranha e capaz de apanhar doenças únicas, quatro e cinco vezes . por exemplo, desde que no outro dia fui à secção da fruta do supermercado tenho tido dores de garganta . não é sempre, é quando me lembro das pessoas em cima de mim a escolher cenouras e salsa . 

 

ora o covid, entre outras coisas, leva-nos a uma espécie de velhice antecipada, as pessoas apuraram-se no melhor e no pior que têm em si . os que já eram bons, melhores ficaram, os que não eram lá grandes coisas, piores ficaram . nada que não aconteça à medida que envelhecemos . não acredito que os velhinhos beras foram bons jovens, assim como acredito piamente que os velhinhos mais queridos sempre foram boas pessoas .

 

o meu marido já foi cortar o cabelo, mas os míúdos não foram, achei por bem ser eu a cortar-lhes o cabelo . por acaso estava a gostar de ter os beatles em casa, mas pronto . devia ter começado pelo zé, mas comecei pelo pedro e decididamente, é melhor escolher outro hobby . o zé disse que agora gosta do cabelo bem grande e já não o quis cortar .

 

tenho falta de fé na higiene dos outros, os miúdos têm falta de fé no meu jeito para cortar cabelos . o universo encontra sempre um certo equilíbrio . 

 

dúvidas: assumo que isto não é temporário e invisto numa sapateira na cave? (pergunto eu para mim)

 

 

26
Mai20

67 - segredos que partilho porque sim, ou coisas que não são assim bem um segredo, ou coisas úteis, ou sei lá


Mac

 

 

É universalmente sabido no meu bairro que adoro vestidos de linho branco. Ora como também é universalmente sabido, tanto no meu bairro como no mundo, os vestidos em linho amachucam-se muito, mas isso já se sabe, e quem gosta, também sabe que aquele ar de pano da loiça resulta num nonchalant muito interessante. Só que além de se amachucarem muito, também são transparentes, e isso, aos meus olhos, se não for para ir para a praia, é altamente inconveniente.

 

 

 

Era altamente inconveniente. 

 

Há solução, uma é usar uma peça que eu quase que juro que nem a minha avó usou: o saiote. Vá, não é aquele saiote farfalhudo dos vestidos de noiva, é só uma saia em malha cor de pele e vende-se na Intimissimi. A outra é a combinação e também não é preciso uma coisa complicada, também as há giras e simples na Intimissimi, em malha de algodão super fininha e que resolvem as transparências. A Lanidor também as teve há uns anos, mas não sei se ainda tem, pelo menos na loja online não as encontro.

 

Uma coisa garanto, não roubam a frescura dos vestidos de linho em dias quentes, são bastante confortáveis e não se notam nada.

 

 

 

 

E era isto. agora é só usar e abusar dos vestidos em linho e nunca mais deixar um na loja porque é transparente.

 

 

 

 

 

Disclaimer: já sei, já sei, já toda a gente sabia a solução

para os vestidos de linho, mas isto foi escrito

para o 1% da população feminina

que anda distraída.

As distraídas também merecem a minha

atenção e carinho, o mundo

não é só das sabichonas.

 

25
Mai20

76 - Eu gosto é da Primavera


Mac

 

 

Para o almoço de Domingo continuei na mesma base de mesas coloridas e simples.

 

Depois foi só apanhar mais uns limões e cortar mais hortelã para fazer novamente limonada, e apanhar  também umas hortênsias para pôr num frasco de compota no meio da mesa.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Para o jantar, passei as hortênsias e as flores que tinha no frasco de mostarda, para uma jarra de vidro.

 

 

 

 

 

Fiz mais limonada e voltei a insistir na mistura dos pratos em azul claro com outros verdes, porque gostei do resultado.

 

 

 

 

 

 

Posso afirmar que este foi o fim-de-semana da limonada nesta casa.

 


Já agora faço assim: espremo limões até obter cerca de 4 dl de sumo, deito na Bimby, junto bastantes folhas de hortelã, o equivalente a metade de um vaso daqueles que se compra no supermercado, junto açúcar e 1.5 l de água, e trituro tudo na v turbo, durante 10 s. Antes de usar a Bimby, fazia com a Varinha Mágica e fica igual. Depois é só deixar no frigorífico até ficar bem fresca. 

 

[os limões que aparecem nas fotografias não são naturais, os naturais foram-se, bebemo-los todos]

 

 

 

25
Mai20

19 - Here comes the sun, lailailai


Mac

 

 

Com começo do bom tempo, começam também as refeições lá fora e apesar de algum vento ao fim da tarde de sábado, ainda deu para jantar sem se tornar incómodo. 

Uma das coisas que dá mais gozo nestas mesas de Primavera e Verão é misturar os serviços entre si em combinações mil e pôr mesas bem coloridas e simples.

 

 

 

 

Os almoços são sempre leves, ou quase sempre, e rápidos, entre saladas, comida que já ficou preparara para o fim-de-semana e é só aquecer, ou qualquer coisa de compra. Para o almoço dste sábado optámos pelo frango de churrasco, os miúdos adoram, não me dá trabalho e aqui nesta casa associamos ao bom tempo, portanto veio muito a propósito. 

 

 

 

 

Depois foi só fazer uma limonada, juntar uma salada de alface e terminar com fruta, e para nós, café, claro.

 

 

 

 

Para o jantar resolvi misturar dois serviços que aparentemente não têm nada a ver um com o outro, nem em género, nem em cor, mas que até resultaram, afinal com bom tempo tudo é permitido, ou quase tudo.

 

 

 

 

Também usei um frasco de mostarda para pôr umas flores que fui buscar ao jardim e para a limonada usei dois jarros que vieram de casa da minha avó, um em verde e o outro em azul, já que estava a misturar uns pratos em azul claro com uns verdes.

 

 

 

 

 

E estivemos muito bem, apesar de algum vento.

 

[mais daqui a bocado, as mesas deste domingo]

 

 

22
Mai20

290 - O Gin (nacional), a vida, o nirvana e eu (*)


Mac

gin_01.jpg

 

 

Sexta-feira é dia de Gin, portanto é de Gin que se vai tratar e se for nacional, tanto melhor.

 

Ora então como agora é importante comprar o que é nacional, comecei a procurar o que se faz por cá nesta matéria e encontrei alguns Gins que quero experimentar. Comecei pelo Sharish (Alentejo) porque já o conhecia de casa de uns amigos e ficou fantástico com duas tiras de  casca de limão, uma de laranja e grãos de coentro.

 

 

gin_02.jpg

 

Mas como tenho curiosidade em conhecer outros,  fiz uma lista dos que quero experimentar, ainda sem qualquer critério para além de serem todos de produção lusa:

 Black Pig (Alentejo), Big Boss (Bairrada), T Rubro (Vila do Conde), Friends (Alentejo), 13 (Alentejo),  Azor (Açores)

 

Se entretanto não arranjar mais critérios de escolha, opto pelo andolitá ou pelo design da garrafa, critérios tão válidos e enxutos como qualquer outro.

 

Cheers

 

 

[Estão todos disponíveis na Garrafeira Nacional,

que faz entregas rápidas, cerca de 3 dias.

Há de certeza outras lojas a fazer entregas

de bebidas, mas só tenho experiência com esta]

 

(*) post escrito ao abrigo da minha liberdade de opção,
opinião, experiência, aquisição e isso

 

22
Mai20

295 - A dona-de-casa perfeita(mente desesperada)


Mac

07.jpg

 

 

esqueçam o história da distância de segurança, é puro lirismo utópico . fui ali ao supermercado para trazer as faltas dos produtos que não me trouxeram na encomenda online . não ia lá há 72 dias, desde que isto tudo começou, e só fui porque não me trouxeram os produtos que a rapaziada aqui de casa só come se forem aqueles dali, como os iogurtes líquidos que têm de ser aqueles e só aqueles, os queijos frescos e outras manias . a coisa até começou mais ou menos bem, mas depois melou na secção da fruta . as pessoas estão-se perfeitamente nas tintas para manter a distância social, quando querem aquela cebola e o facto de estar ali outra pessoa a escolher a cebola, não as impede de se colarem e também tirarem a cebola, porque está-se mesmo a ver que a cebola vai faltar e a pessoa não pode esperar, não pode ir buscar outra coisa, não, a pessoa tem que se atirar para o pescoço da que lá está, para arrebanhar a cebola e com isto respiramos todos para cima uns dos outros, que mesmo com máscara não quer dizer que já não há problema, há, e eu por exemplo, não quero o bafo dos outros em cima de mim . claro que nas filas para as caixas já estava tudo outra vez muito bem comportado, a mexer nas revistas todas, a entreter as vistas e para isso a mexericar em tudo, mas com a tal distância social .

 

por mais controlo que haja à entrada e limitação do número de pessoas, é impossível controlar os comportamentos para além do uso de máscara . até podiam estar só dez pessoas, se essas dez não cumprem a distância entre si, de nada vale o controlo na entrada .

 

com esta amostra sou de certeza a pessoa que este ano não põe os pés na praia, ninguém me convence, para já, que a coisa vai correr bem . não  enquanto a par da máscara, não decretarem que os tasers são de uso obrigatório para afastar os outros e manter o tal distanciamento social tão necessário à não propagação do vírus . 

 

vim de lá tão enervada que até me dói a garganta . juro

 

 

20
Mai20

294 - A mãe perfeita(mente desesperada)


Mac

 

 

fui desconfinar os meus cabelos e foi o melhor que fiz nos últimos tempos . o mais velho queria ir comigo a lisboa porque assim aproveitava para ver uns amigos, mas eu queria ir, e fui, sozinha . mais do que a ida ao cabeleireiro, ficar vinte minutos sozinha na a5 surgiu-me como o programão dos últimos tempos . vinte minutos a ouvir a minha música e não dos miúdos, vinte minutos a cantar sem ouvir, ó mãaaaaaiiiiiiiiiiiiii, vinte minutos só meus, sem a miragem de um supermercado a abarrotar de gente, sem filas intermináveis, procura de sucedâneos e cinquenta pufes de álcool nas mãos . foram setenta dias sem estar só comigo e eu gosto muito da minha companhia . aprecio-me, sou silenciosa, não ponho música que me desagrade, não me perco de mim nas lojas, nunca me critico por falar alto demais, nem demasiado com os outros, não me aborreço por andar depressa demais ou devagar, sou realmente a minha melhor companhia . gosto muito dos meus filhos e do meu marido, mas a verdade é que desde que isto tudo começou nunca mais tive tempo para mim, setenta dias, foram setenta dias sem um bocadão só meu . nunca mais tive bocados sozinha, a não ser aquelas saídas para ir buscar coisas essenciais à sobrevivência desta gente, diga-se que foram sempre saídas carregadas de nervos, ora pela novidade e a falta de hábito naquela coisa das desinfecções, ora já habituada mas a saber muito bem o que me esperava . tudo junto nunca resultou em saídas pacíficas, muito menos que me dessem algum gozo . gosto muito deles, já disse? mas gosto também porque cada um tem o seu tempo de qualidade, não estamos vinte e quatro sobre vinte e quatro horas juntos, cada um tem uma vida e o que trazemos para casa dessa vida é o que faz a nossa família . com o confinamento perdemos uma grande parte da nossa identidade e eu precisava de a recuperar nem que fosse só por um bocado, apesar de saber que os miúdos vão continuar em homeschooling e o meu marido em teletrabalho . e recuperei . hoje era dia de ir tratar de mim e até o percurso de 20 minutos na a5 me estava a apetecer .

juro que imaginei escrever qualquer coisa sobre o horror que é estar 3 horas com a máscara posta enquanto levamos com tinta, água e calor na cabeça, até imaginei que teria de ir à rua com as pratas na cabeça para tirar a máscara por bocados e respirar, imaginei até que era pessoa para quando o secador se aproximasse de mim, pedir para sair com os cabelos molhados . não aconteceu . preferia a vida sem máscara, sem qualquer dúvida, mas com máscara não é assim tão insuportável, é temporária . faz-se .

e no fim o bónus do alívio de tirar a máscara e mais vinte minutos só comigo

 

19
Mai20

293 - A desconfinada perfeita(mente desesperada)


Mac

 

 

durante o almoço falámos outra vez sobre as férias, o meu marido está quase a optar por as desmarcar, mas como havia pimentos padrón, não me apeteceu desenvolver muito o tema . estou mesmo sem saber o que decidir e fiz o que faço sempre, deixo-o decidir, depois logo vejo se fico ou não chateada . 

sodona trouxe uns ramos de salsa e eu achei que ficavam bonitos numa jarra . não têm assim um cheiro como a hortelã, mas dão um ar giro à cozinha . há bocado antes de sair disse que amanhã me traz flores .

 

comecei a pintar a cómoda, a tinta é bastante brilhante, mas até gostei . vai trazer um certo brilho las vegas ao corredor onde está, se gostar muito até lhe ponho um flamingo de cada lado e um espelho dourado em cima . não ponho, porque sou uma mariquinhas pé de salsa .

precisei de ir novamente  à superfície do bricolage, mas nem saí do carro, a fila cá fora dava a volta à esquina do barracão . já deu para perceber que agora temos de planear muito bem tudo e não falhar nada numa lista . saudades do tempo em que confiava na minha memória e deixava a lista em casa, depois trazia só coisas fora da lista . isto veio acabar até com os pequenos prazeres da vida . nada é natural e nada pode ser de improviso .

 

 

andava meio coisa com os meus frascos de álcool gel e álcool puro, nada práticos para trazer comigo, então resolvi a coisa com dois frascos pequenos que cabem numa mala pequena, ou no bolso, vá, se o bolso for grande . 

 

balanço: eu sei lá

 

 

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