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a vida em azul cueca

24
Fev14

628 - LAI LAI LAI


Mac

 

 

 

 

 

 

 

Antes da remodelação do escritório, juntei numa pasta fotos com ideias para espaços de trabalho. Tenho a mania das pastas. Tenho dezenas de pastas com sub-pastas para tudo. Para a casa (com sub-pastas pelas divisões da casa), decoração, ideias, coisas que me inspiram, flores, sítios para férias, livros, séries, filmes, quotes de filmes, anos 50, moda, rústico, comida, receitas de culinária, bom, são tantas, que nem vou descrever todas. Adiante, que nem era a isto que vinha. E lailailai antes da remodelação do escritório e o coiso, pois, e como já não preciso delas, olha guardo-as aqui.

24
Fev14

627 - LAI LAI LAI


Mac

Desde quando é que para comprar um tampo para uma sanita, quase que é preciso tirar um curso superior? 

 

Uma pessoa detém a propriedade e conhecimento da dita e acha que a conhece detrás para a frente, que é só chegar a uma grande superfície e escolher um tampo branco. Não é. Na tal superfície comercial existem aí uns quinze tampos diferentes. 

 

 

[pois devíamos ter feito um molde da sanita, tirado medidas da distância dos parafusos, ou lá o que é aquilo, e isso, mas não o fizemos. juro que pensava que isto não tinha qualquer ciência, arquitectura e design. quer dizer, eu sabia que há muito design nas sanitas, afinal escolhemos estas em função do design, o que eu não sabia é que ali em cima, portanto a base, diferia tanto de umas para outras]

24
Fev14

94 - DIZ QUE SIM


Mac

Durante muito tempo existiu um certo tipo de pessoas na minha vida que invariavelmente me deixavam desconfortável. Pessoas simpáticas, prestáveis, presentes, às vezes até demais, solícitas, e tudo. Comigo. E comigo nunca quis dizer que o fossem com toda a gente, vá-se lá saber porquê. Durante muito tempo não encontrei a explicação para o meu desconforto, que afinal é tão simples. Estas pessoas simpáticas, prestáveis, presentes, às vezes até demais, solícitas, e tudo, não são assim com toda a gente. Ou então são, mas à vez. São-no hoje comigo, enquanto mordem no resto do mundo. Amanhã são-no com alguém em quem mordiam ontem. And so on. Não sei. Mas sei que lhes é demasiado usual comentar-me a vida deste e daquele, criticar, troçar e tudo quanto se lembram. E nesta segunda faceta cabe o meu desconforto. É que eu não consigo acreditar em dois eus. Não consigo. Aos meus olhos só há um eu, se me aparece um segundo, um deles não é genuíno. E nessa ausência de genuinidade reside o meu desconforto. Por isso é escusado que as pessoas simpáticas, prestáveis, presentes, às vezes até demais, solícitas, e tudo, o sejam só para mim, na loucura para mais dois ou três. É escusado. Aquele segundo eu grita em demasia qualquer coisa que não me agrada. O limbo dos dois eus também. E eu já não tenho espaço para este certo tipo de pessoas.

21
Fev14

85 - JÁ FUI FELIZ AQUI [OU MAC MARIA A CHUTAR TRAUMAS DESDE MIL NOVECENTOS E CARQUEJA] [OU MAC MARIA A RAPAR TAÇAS DESDE MIL NOVECENTOS E CARQUEJA]


Mac

 

 

 

 

Em criança, sempre que oferecia a minha colaboração na cozinha, destinavam-me tarefas simples como untar formas, bater as claras em castelo, separar as gemas das claras e passar os preparados para as formas. De todas as tarefas, a única de que gostava era passar os preparados para as formas, porque me deixavam rapar as taças. E eu adorava aquilo desde que não resolvessem que era preciso aproveitar tudo com a ajuda do rapa tudo, mais conhecido por salazar. É que usando o rapa tudo, quase não sobrava nada para eu rapar. 

 

E esta foi daquelas coisas que me ficou, tanto, que cada vez que faço um bolo, e eu faço muitos bolos, lembro-me da aversão que tinha ao rapa tudo. Tanto, que hoje uso-o na inversa, ou seja, deito o creme para a forma e uso o rapa tudo para comer os restos da taça, neste caso a bimbe. Tanto, que viajo sempre para aquele tempo, para aquela cozinha, onde se faziam tantos bolos e ainda mais no Natal, Páscoa e aniversários. E eu rapava taças e taças, desde que se esquecessem do rapa tudo. Tenho saudades daquela cozinha. E daquelas taças. Do rapa tudo, não.

21
Fev14

02 - OS FILHOS, O GATO, O NIRVANA E EU


Mac

Não gosto do Carnaval, gostei qualquer coisa quando era criança, não gostei mais quando me nasceu o primeiro filho, não gostei quando fui obrigada a mascarar o primeiro filho e não vou gostar quando tiver de mascarar o segundo filho.

 

Em criança gostava qualquer coisa do Carnaval, quer dizer, eu gostava era de ter autorização para besuntar a cara com batons, sombras e isso, sem vir uma mão adulta arrancar-me tudo, entre ralhetes e partiste-me outro batom. Também gostava de pintar as unhas. Mas nunca gostei das minhas máscaras. Logo a começar porque não eram o que eu queria. Sempre me quis mascarar de sevilhana e nunca me deixaram. Mandavam fazer umas coisas todas popis e no fim, nem os colares e pulseiras me deixavam escolher. Mas pronto, era melhor do que nada. Ainda houve um ano, em que eu já não era rechonchuda e com piada, mas que me deixaram adornar a meu gosto. Depois era tudo muito giro, mas como está sempre frio, enfiavam-me um pijama daqueles com pés por debaixo da máscara e aquilo enchouriçava-me os pés dentro dos sapatos e nem assim deixava de ter frio. Acho que é por isso que detesto cetim e ainda hoje o associo às máscaras de Carnaval. Mas gosto de lantejoulas. Olha, não percebo e não serve como trauma isso do cetim e Carnaval. A coisa terminava com a festa no colégio, seguida de um concurso no Monumental, onde estavam todas as Brancas de Neve e Sevilhanas que eu queria ser, mas que nunca me foram autorizadas. Aquilo durava a tarde toda e eu só me lembro de ter muito sono e impertinências nas pernas. Fome também. Além daqueles rebuçados da Heller, os Diamantes, nem uma sandoca para aconchegar. A fome era tanta, que até houve um ano em que engasgada, tiveram de me virar de cabeça para baixo, depois de encher a boca com todos os Diamantes que apanhei a jeito. Olha, o Carnaval sempre foi uma chatice.

 

Agora vivo uma espécie de intervalo entre o mais velho que já não se mascara e o mais novo que ainda nem sonha com o que isto seja. Mas sei que para o ano não me safo e não me vou safar até aos seis anos dele, a idade limite para a minha paciência com isto das máscaras, a idade em que direi, como disse ao mais velho, que se voltará a mascarar quando tiver idade para escolher, comprar ou fazer as próprias máscaras, mas que até lá não conta comigo. Ah e tal coitadinhas das crianças, então não és capaz de fazer isso por eles? Não. Faço outras coisas.

 

 

E é assim, mascaro os filhos dos três aos seis anos, mais não, menos também não. Assim não são os únicos que não são mascarados, mas também não aturo mais do que aguento. E eu aguento muito pouco o Carnaval.

20
Fev14

01 - OS FILHOS, O GATO, O NIRVANA E EU


Mac

 

 

 

O filho pequenino gosta de tirar as almofadas dos sofás (às vezes exagera e além das almofadas das costas, tira também as dos assentos, mas não faz mal), depois senta-se a comer bolachas (e é das únicas vezes que vejo o meu filho sentado). O gato quando o vê ali sentado, deita-se ao pé dele, à espera das festas que sabe as mãos pequeninas não lhe fazem, mas lhe puxam o pêlo com força. Quando o filho pequenino acaba as bolachas, vai brincar e o gato vai-se embora.

 

O filho grande anda a tentar convencer-me a ter um cão. Eu acho que às vezes o gato tem comportamento de cão. Vou ensinar o gato a apanhar um pau.

20
Fev14

01 - SODONA, O NIRVANA E EU


Mac

Nos dias em que sodona limpa a sala, desviam-se sofás e coisas. Nos dias em que sodona desvia sofás e coisas, a minha sala fica torta. Não é assim uma coisa que se note muito, mas eu sou niquenta e gosto dos sofás a fazer um L e não qualquer coisa entre o L e o V. Também gosto do móvel da televisão alinhado à parede, o tapete centrado aos sofás e tudo com uma certa lógica, portanto a minha lógica e não a de sodona.

 

Esta-niquenta: Ó P. a sala está toda torta, já reparou?

Sodona: Não

Esta-niquenta: Está, está, olhe lá os sofás em relação à janela

Sodona: Ai a senhora repara numas coisas

Esta-senhora: Pois reparo, veja lá, e se olhar para o chão, também percebe que está tudo torto, basta ver os limites do tapete em relação às tábuas 

Sodona: Eu acho que os tacos da sala estão tortos.

 

 

E pronto, como sodona acha que o chão está torto, nos dias de limpeza eu tenho uma sala impressionista, e se quero a sala direita, arrumo o que sodona desarruma. Acho que lhe vou pedir um aumento.

 

 

É esta a minha vida.

20
Fev14

625 - LAI LAI LAI


Mac

 

 

 

E o carteiro a tocar à porta, trimtrim, e mais um colar que chega. Por mim, a Primavera podia já andar por aí. Apetece-me bastante.

 

 

[gosto mesmo desta cena das compras online e de cada vez que me tocam à campainha ser mais uma coisa, é assim uma espécie de Natal às prestações, ou coisa que o valha. bom, sei que gosto mais do que ir às compras, se é parecido com o Natal ou não, não sei, ainda não tomei café]

19
Fev14

624 - LAI LAI LAI


Mac

Fico sempre meia coisa, quando vejo posts de press releases que também recebi (e nunca publiquei). Custa assim tanto fazer uma referência de que se trata de um post publicitário? Na loucura, que é um comunicado de imprensa? Custa?

 

Transparência, pessoas, transparência, não custa nada e é bonito de se ver. A gente aprecia.

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