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a vida em azul cueca

11
Jun13

120 - COISINHA MAI LINDA, RIQUEZAS DE SUA MÃE


Mac

Filho pequenino porta-se tãaaao mal no cabeleireiro. Sim e no pediatra, mas isso já contei. Agora alargou o seu terreno de berros para o cabeleireiro. Já o levei três vezes. As duas primeiras foi ao meu cabeleireiro, onde sacudiu a cabeça, esperneou, gritou, deu palmadas na mão da cabeleireira que tinha o pente e na outra que tinha a tesoura. Sempre ao meu colo, claro. Da primeira vez pensámos que não gostava do penteador, arranjou-se um com bonecos, pois que não, depois pensámos que não gostava de ver a mãe com penteador, tirámos o penteador da mãe, pois que também não. E a mãe cheia de cabelos. Desta terceira vez, tentámos o cabeleireiro da avó. O mesmo. Gritos, sacolões (não tenho a certeza, mas acho que fui eu que inventei), mãe cheia de cabelos, bebé cheio de cabelos, palmadas nas mãos da cabeleireira e cabelo cortado, quer dizer, mais curto, mas sem um corte chique.

 

Comentei com algumas mães amigas e parece que a maior parte dos miúdos se porta bem. Oh pah, os meus filhos não se portam bem em lado algum. Serei uma nódoa de mãe? Ou as outras mães não contam as birras dos filhos? Os meus filhos são birrentos? Os dos outros são lindos e educados? Oh paaaah, só me lembro de uma cigana com um miúdo todo ranhoso, a espernear e que repetia ai que o menino na presta. É do que me lembro.

11
Jun13

04 - DAS BOAS DESCOBERTAS NO FACEBOOK, OU O QUE É AGORA O MEU MERCADO FAVORITO


Mac

 

 

 

Gosto tanto dos quadros da Maria Pardalita, da minha muito querida Teresa. A Teresa é daquelas pessoas de garra, sempre pronta para ajudar e com um humor que me fazer rir até às lágrimas. Como se não bastasse, faz estes quadros com padrões lindos. Adoro as combinações que ela faz, resultam tão bem. Ado-ro-os. Ora vejam lá aqui tudo quanto sai daquelas mãos.

 

E ainda por cima tem um blog ainda bebé, tãaao bom, como tudo quanto ela faz, O Grande Voo do Pardal

11
Jun13

60 - A MINHA BARRIGA, CAPRICHOS, DÚVIDAS BIPOLARES E COISAS ASSIM


Mac

 

 

 

 

Apetece-me ser malcriada. Vá, só metade. Uma coisa assim em beto. Das-se. Daaaaas-se para isto. Daaaaas-se para pessoas pequeninas. Olha, erda. Às paletes. Adeus, já fostes. Fos-teeeeees. De patins. Ó pra ti ali ao fundo esparramada de papo. E pernas escarranchadas. Fiuuuuuuuu, pum, catrapum, pum, pum, catrapás, toing. Fostiiiiiiiiiiiiiis.

 

 

[Não é tão libertador como um bom vernáculo, pois não, mas a verdade é que não sou bem eu, sempre que dou asas ao Tourette. É assim uma espécie de alter ego. O palavreado de esgoto não me sai naturalmente e por acaso tenho pena. É libertador. Mas não me é natural. Gosto tanto do meu alter. Gosto quando o sinto libertador, é que às vezes não há mesmo mais nada a dizer.

 

Mas há uma certa humanidade em mim, por exemplo, entalo-me, não me sai um ai minha nossa Senhora que me aleijei. Atiro com a caixa das sombras ao chão, não me sai um olha que maçada. O duche passa de quente a gelado, ou falta a água com a cabeça pejada de champô, não me sai um ai que contrariedade. Mas não me entalo todos os dias, nem atiro com a caixa das sombras ao chão, nem o duche passa a gelado.

 

Pois. Mas também há dias e pessoas que me ralam. Ralam-me a massa encefálica. Ralam-me a paciência, mas como não posso andar para aí a libertar-me a cada esquina, olha, fico-me pela metade. Até estar cheia da metade]

09
Jun13

03 - CARTAS DE UMA MÃE COM JET LAG, DEFICITS DE SONO, JÁ DORMIA QUALQUER COISINHA, OU LÁ O QUE É


Mac

Às vezes tenho insónias, vá-se lá saber porquê. Eu não sei. Nunca consegui perceber por que é que de vez em quando fico desperta que nem um alho. E também não sei o que é isto do desperta que nem um alho, ou esperta que nem um alho, mas os alhos são espertos e despertos? Se bem que o desperta que nem um alho, desconfio que é mais uma criação minha vinda do nada, vá, da minha propensão para trocar ditados populares, frases feitas e isso. Palavras também. O que me irrita qualquer coisa, mas é-me inevitável. E também tenho manias por revoadas e épocas. Tive a mania do hossana, depois ou antes, tanto faz, escaganifobetico, ainda outras, quejandos, estrambólicas, pandegos, hiperventilar. Ah e manias linguísticas, o bom e portanto, por exemplo. Acho que já falei nisto, pois, as insónias também me dão para a repetição, é assim uma espécie de gaguez cerebral, mas em poucochinho. Pois. Adiante.

 

Em noites de insónias, em vez de aproveitar a espertina e ler, dar andamento às séries de que gosto, fazer alterações na casa, ou arrumações, pois que fico prostrada no sofá a ver lixo, em estrangeiro, trash tv. Consumo bastante trash tv. Ele é aquelas coisas de vendas de produtos fantásticos, o que uma baba de caracol não poderá fazer por esta beleza, uma máquina que me corta todos os legumes, um aparelho que me tira a barriga que horas de ginásio não conseguem, uma cinta que faz de mim uma sereia, se bem que desde que um homem me apareceu de sereia, as sereias ficaram-me algures numa banca entre a pescada, a chaputa e a solha. Portanto, temos ali as sereias à venda. E também vejo documentários sobre ovnis, aldeias ainda medievais, tribos esquecidas e coisas interessantes, como lutas entre leões marinhos e ursos. Ah também há o velho e o filho das motos, filmes com o Bela Lugosi e mulheres feias a industriarem outras a cativar os maridos valdevinos, e estronças a alterar os guarda roupas de mau para muito mau e isso.

 

Sofro de coisas da psique a que a medicina não liga pevide. Um calvário. Da próxima vou para a cozinha fazer bolos.

09
Jun13

468 - LAI LAI LAI


Mac

 

 

  

Back. (no espírito, desisto desta cena cafona nouveau riche pobrezinha de tentar ter Verão à força).

 

Uma mulher vai lançada, sempre em frente, não tem nada que enganar, na coisa dos bronzes, areia e mar, refrescos, saladas e realizada a combinar pulseiras e relógios, com biquínis, túnicas e chanatas, e quando dá por ela, volta o mau tempo, o bronze a esvair-se, os chás e vida cá dentro. Não há condições. Esta ginástica, bronzeia aqui, agora desaparece, é muito cansativa. Eu sou bastante boa na coisa dos biquínis, pulseiras e panos. Sou sim. Acho que até poderia desenvolver este estado de espírito e alma com bastante habilidade e bom senso. Para sobreviver, venderia cenas iguais pelas praias, outras fitas, pulseiras e biquínis. Também poderia alargar o negócio para a venda de melancia e água. Tem potencial. Xô vai de retro coisa demente, estou aqui, estou a pular de festival em festival poeirento, a acampar em carros convertidos e amiga do chulé, cheia de rasta nestes cabelos loiros e a vender fitas em macramé.

 

 

Agora vou ali negar-me só mais um bocadinho, amaldiçoar o tempo, discursar para o São Pedro como a louca de Hyde Park, ter pena da minha pessoa, choramingar qualquer coisinha e reconverter-me à porca da burguesia capitalista. Parece-me muito bem.

07
Jun13

42 - A FECHIONE BONITA E HOSPITALEIRA QUE HABITA O MEU CRÂNIO, DÚVIDAS BIPOLARES, CAPRICHOS E ESSAS CENAS TODAS


Mac

Para já, para já, o que tenho de relevante a dizer sobre estas férias, é que as sabrinas baratas da Zara me pregam com um cheiro a Münster nos pés, vá, quéje, mas isso é porque eu sou bastante fina e pensei assim, ah mas que coisas tão em conta, tu espera lá, então compro já isto e poupo imeeeenso. Portanto concluo que as sabrinas baratas da Zara são bons habitáculos para Brevibacterium linens, o que me parece bastante chique, mas acho que posso vir a ter problemas do foro conjugal. O meu marido detesta queijos. Eu gosto. O mau tempo leva-me a desejar Raclettes para o jantar. Gosto taaaaanto. Mas pronto, é melhor não. Seria um acto solitário. 



[acho que vou lá à Zara espetar-lhes com as sabrinas Brevibacterium linens nos narizes pops, parece-me bem] 

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