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a vida em azul cueca

29
Mai13

463 - LAI LAI LAI


Mac

 

 

  

Isto de a esta hora do dia me porem à frente a Lorraine Pascale a cozinhar coisas dos céus, dá-me fome. Bom, se pusessem a outra hora, seria o mesmíssimo resultado, fome. Agora foi uma Pavlova. Esta Pavlova e eu tenho de a fazer. Já.

29
Mai13

02 - SOU MUITO FELIZ AQUI


Mac

 

 

 

 

Gosto muito das quartas-feiras no meu calendário de mãe. Às quartas-feiras, filho grande vem almoçar a casa e não tem escola à tarde. Quando chega, o pequenino já está a fazer a sesta e nós temos um bom bocado só para nós. Almoçamos, sem interrupções, conversamos e faço questão de preparar uma refeição sem obrigações de sopas, saladas e coisas que dão sempre insistências da minha parte e não gosto da parte dele. Geralmente faço uns hambúrgueres com ovos estrelados e arroz, e não o chateio com o politicamente saudável e tem que ser e vá lá e nhanhanha. Gosto muito deste tempo só nosso.

 

Para mim é importante manter a união da família, ter tempo de qualidade para actividades que agradem a todos, mas é igualmente importante construir espaços individuais. Este tempo que guardo só para ele, é-me muito querido, como é o tempo que o pai guarda para saírem só os dois, como o outro em que jogamos os três a qualquer coisa, ou vemos um filme. Mas este é especial. Este é mesmo só nosso. A verdade é que ele já cá estava, quando nasceu o irmão, tinha os hábitos dele e tinha-nos a nós só para ele. Não sei se foi esta postura de união de família com espaços individuais, não sei se é só a natureza dele, não tenho certezas absolutamente nenhumas, mas sei que não tivemos questões de ciúmes com o nascimento do mais novo.

 

E nada disto funciona como um jogo de compensação, funciona como uma necessidade de dar colo. É isso. Gosto de dar colo, seja de que forma for.

29
Mai13

462 - LAI LAI LAI


Mac

 

 

 

Ai espera lá, para a semana há uns dias a mostrar que o Verão é possível e eu cá como tenho o meu marido aterrado numas míni férias, vou mas é enfiar-me num mar qualquer. 

 

[esmiuçando muito bem aquela notícia, sim a coisa bateu-me forte nos fracos nérves, nós não fazemos parte da Europa Ocidental, não pois não? Nós somos Europa Meridional. Pois somos. Isso da Europa Ocidental é lá para os francius, boches e isso. Para aqui prevêem uma descida de um a três graus nas temperaturas habituais para esta época do ano, logo não é crítico. Sim, vamos ter Verão. Eu acredito que vamos ter Verão. Ah pois vamos]

28
Mai13

04 - OLHA LÁ


Mac

Então se afinal o Verão só aparece lá para Setembro e Outubro (*), sou mulher para desfraldar o meu mais novo. É só boas notícias.

 

Por outro lado, sinto-me um bocado coise. O óbvio, claro, o óbvio. Então e agora vou ter de esperar um horror de meses para dar uso aos biquínis, túnicas, chalocas e isso que andei a adquirir? Pfff.

 

 

Concentra-te no desfralde, filha, o desfralde é que é importante.

 

[(*) via Alexandra, a Grande]

28
Mai13

118 - COISINHA MAI LINDA, RIQUEZAS DE SUA MÃE


Mac

Mãe querida diz que nos desfraldou com cerca de um ano. Deve ter sido. Mãe querida diz que nós atrasamos muito as nossas crianças nesta coisa da fralda. Se calhar. Em minha defesa, ou não, acredito que existe alguma preguiça em tentar que uma criança tão pequena largue as fraldas, a verdade é que para as nossas mães as fraldas eram um pesadelo, aquilo era preciso raspar, credo, lavar, ferver, voltar a lavar, estender e passar a ferro. Sim, as fraldas descartáveis não existiam. Acredito que esta história das fraldas descartáveis veio atrasar o processo, mas também não estou a ver como conseguiam desfraldar crianças tão pequenas.

 

Fiz o desfralde do mais velho, quando ele tinha quase dois anos, aproveitei o Verão e sem dramas lá o fui pondo no bacio. Comprei um giro com forma de uma sanita, mas em pequeno, para ele sentir que era uma coisa de crescido, mas tinha música e cada vez que ele ali fazia, púnhamos a música a tocar. Sim, um pouco amestrante, mas resultou. Nesse Verão, e como não o queria a fazer xixi para o mar e areia, porque acho uma porcaria, sólidos ainda pior, levei sacos de plástico e sempre que ele queria fazer, cobria um balde com um saco, deitava-lhe areia para absorver e envolver as coisas, e ele ali fazia, depois era só atar e deitar no lixo. Em viagens e para não stressar, porque ele muitas vezes pedia, mas depois não fazia nada e naquela de agora pede e não é nada, mas depois até é, ou pede e não é nada, mas já perdemos tempo com isto, usava uma fralda cueca, daquelas de levar para a piscina. Ele não voltava à fralda e continuava com a ideia de que tinha cuecas e eu não tinha que andar com mudas de roupa, a lavar acidentes e isso, acima de tudo não voltávamos à fralda, portanto atrás no processo de desfralde. Correu muito bem.

 

Mantive-lhe a fralda da noite até ter o dia resolvido, assim que o tive rotinado, passei a pôr-lhe das tais fraldas cueca. Antes de o deitar, levava-o ao bacio e evitei excesso de líquidos após o jantar, só mantive o copo de leite. Também correu muito bem e a partir do momento em que estas cuecas fralda apareceram secas, deixei de lhas pôr. E assim que a história do bacio já fazia parte das rotinas, passei-o para a base na sanita, é que se é para nos vermos livres destas coisas, então que seja, confesso que o bacio me faz mais confusão do que as fraldas e encaro-o apenas como um patamar. Para mim, a meta  nestas coisas, é a sanita.

 

 

Agora olho para o mais novo e estou francamente indecisa entre tentar o desfralde neste Verão, ou deixar para o próximo, em que já vai perceber, é que não o estou a ver com dezanove meses a entrar na onda do bacio. Acho que vou tentar, mas sem aquela coisa do tem que ser.  

28
Mai13

461 - LAI LAI LAI


Mac

Hoje acordei a achar que a minha casa está um bordel. E acho bem. Está. Acabou-se. Hoje vou arrumar tudo. Vou acabar com os sapatos estacionados na entrada. E com os papeis também. Deixamos sempre tudo ali na entrada. Deve ser uma forma de libertação da rua. Entramos em casa e largamos ali os sapatos, as papeladas, as chaves, os guarda-chuvas, sacos, mochilas, telefones e o que mais nos vier agarrado. Vou acabar com as camisolas penduradas no corrimão. E com os brinquedos esquecidos nas escadas. Com os livros na cozinha também. E com os carregadores nas tomadas. Hoje a minha casa vai entrar na ordem. Até ao fim do dia. Mas pronto, hoje vai estar arrumada, com sapatos nos armários, livros nas estantes, brinquedos nos cestos, camisolas nas gavetas e tudo, tudo, tudo em ordem. Ah e com as molduras, caixas e dangógios decorativos dispostos por mim, segundo as minhas coisas estéticas e isso. 

27
Mai13

117 - COISINHA MAI LINDA, RIQUEZAS DE SUA MÃE


Mac

 

 

 

Os meus filhos lindos não gostam de andar calçados. Nem com meias. Para eles, o calçado é um mal necessário que se tira assim que é possível. E é sempre possível. Também se despem, estejam 30º C ou - 10º C, tanto lhes faz. Vai-te calçar, deve ser a frase que mais digo a filho maior, ou vai vestir uma camisola. O mais velho passou o Inverno inteiro de t-shirts e mesmo obrigando-o a sair com camisolas, voltaram sempre na mochila. Devia ter percebido quando aos três anos se despiu no casamento de uma amiga minha. Fugiu-me, foi para o pé do altar e desatou a despir-se, assim em pleno casamento. E não deixou peça alguma. Aos dez meses quando descobriu como tirar a fralda, eu tinha de estar atenta, porque ia dar com ele como veio ao mundo. Depois tive de inventar estratégias para manter a fralda, pus-lhe umas cuecas por cima, que duraram até descobrir como tirar as cuecas. O pequenino faz o mesmo, sempre que apanha o jeito, despe-se e anda sempre descalço.

 

E eu ainda insisto com as meias antiderrapantes, pantufas, tudo quanto lhes cubra os pés. Não adianta, eles gostam é de andar descalços. E o que mais me intriga, é que não se constipam. Eu com um termómetro corporal igual ao de uma velha de oitenta anos, amiga do meu casacão, da minha meia bem grossa e que só ponho os braços de fora acima dos trinta graus, tenho filhos tropicais. Eu constipo-me. Eles não. Olha, ainda bem.

27
Mai13

41 - A FECHIONE BONITA E HOSPITALEIRA QUE HABITA O MEU CRÂNIO, DÚVIDAS BIPOLARES, CAPRICHOS E ESSAS CENAS TODAS


Mac

Sobre as cestas da moda, ou qualquer coisa de que goste, que se torne moda, ou esteja na moda ou o coiso. Sofro de um síndrome neuroticocompulsivohistericodependente (fui eu que inventei) em relação à moda. Gosto de uma coisa que é moda, mania geral e isso e ah olha que giro, xacá comprar. Acho que é uma coisa adolescente de grupo, qualquer coisa assim dessas. Depois confirmo que há uma invasão pelas ruas e isso, e fico coisa, porque não me apetece andar encarneirada. Pronto, se o fenómeno é demasiado populoso, passa-me a cena de grupo.


Agora o caso é com as cestas pintadas, que vou usar até confirmar uma invasão delas, depois farto-me e esqueço-as. Ou nem sequer as chego a usar, porque antes disso, confirmo que tooooda a gente tem. Já me devia conhecer e evitava compras que não me servem para nada. Duas, comprámos logo duas, porque na dúvida não se deixa na loja, não senhora, na dúvida compra-se à meia dúzia, pois está claro. E então vai que preciso de uma para mim e outra para os baldes e pertences dos filhos, já agora faço um conjunto e não vou para a praia com dez sacos desirmanados, claro. E vai que esta combina tão bem com aquilo e aquela com aqueloutro. Tantos anos a virar frangos para continuar a vira-los, haja paciência. Vá que não me deu para as Litas e coisas dessas. Bom, não me deu para as Litas, porque não me identifico, era só gostar e tinha andado com umas, mas está bem.  



[olha, também ficam muito giras ali na cozinha para as batatas e cebolas, peace and love minhas batatas, peace and love]

27
Mai13

01 - SOU MUITO FELIZ AQUI


Mac

 

 

 

Do fim-de-semana. Primeira melancia do ano, tão boa, tão vermelhusca, tão fresca, mesmo sem calor. Finge-se que é Verão, também é bom. E jardina-se aqui e ali.  Almoço na minha adorada Guia com o mar pela frente, como gosto tanto. Seguida de uma passagem pelo melhor dos hortos, o da Guia. As mais baratas, as que pegam e não me falecem. Crisântemos amarelos, rosa, bordeaux e laranja, mais lavanda que lhe vou pelo cheiro, mais lírios e Maria sem Vergonha, adoro-lhe o nome, diz que também se chama Impatiens ou Alegria da Casa. Quero o jardim muito colorido, extremamente colorido, ao exagero. Uma cesta da moda e pulseiras mil de todas as cores que cá me calharam nos apetites. Gosto disto. É isso, domingo bom é almoço no D. Grelhas e passagem pelo horto. Isso é que é domingo.

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