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a vida em azul cueca

02
Fev12

147 - LAI LAI LAI


Mac

 

 

 

 

 

Admito que sou completamente fundamentalista em relação à higiene dos meus filhos, enquanto estão na fase das esterilizações. Ora se temos de esterilizar as chupetas e biberões, quando os há, enquanto eles são muito pequeninos, não admito cá beijinhos nas mãos, não admito que lhes mexam a seu belo prazer e não há cá grandes proximidades. E que digam que sou tarada, é para o lado que durmo melhor. A verdade é que se eles adoecerem, e o bebé já teve uma bronquiolite, quem se vê nas amarelas somos nós, não é o simpático transmissor, esse vai à sua vidinha espalhar mais umas coisas. Quem os vê a sofrer, somos nós, quem vara noites, somos nós, quem faz piscinas para o pediatra, somos nós, quem vai à farmácia a meio da noite, somos nós, quem faz nebulizações e leva a ginásticas respiratórias e tudo e mais alguma coisa, somos nós, não é o carinhoso dos beijinhos, o afagador que não lavou as mãos e o catarroso que não desvia a cara. É que para uns terem um nano segundo de gozo, as mães vêem-se nas amarelas durante semanas. 

 

Ah e tal os bebés precisam de ganhar imunidades, não, não precisam, enquanto são muito pequeninos, precisam de ser protegidos porque o sistema imunitário deles é muito frágil.

 

Por isso, não me venham cá dar beijinhos nas mãos dos bebés, que se as põem na boca, é a mesmíssima coisa do que lhes tascar um xoxo, aliás, não lhes peguem sequer nas mãos e não me venham para o pé deles constipados, com tosses e afins, porque eu digo, sou antipática, anti social e tudo, tudo, tudo, mas defendo a saúde deles acima de tudo. E estando saudaveizinhos, só com as mãos muito lavadinhas e ponto.

 

A verdade é que aguentei o Mac Kid sem absolutamente nada até aos onze meses, ah pois.

 

 

Portanto, sou uma mãe Michael Jackson, na parte das higienes, diga-se, não lhes tasco com uma máscara na cara e não os ponho numa bolha de oxigénio, mas faço o que está ao meu alcance para não os ver doentes, se a única forma das pessoas perceberem que não se mexe em bebés pequenos, é quando se lhes diz, digo-o. Simples.

02
Fev12

01 - ELE HÁ DIAS UM BOCADO MERDOSOS


Mac

 

 

 

 

 

O diazinho merdoso começou com esta que vos escreve a alçar da cama às seis da manhã. Preparei os pequenos-almoços, por acaso não fui eu, foi o Mac Man, mas não interessa, a esta hora já estou tão cansada, que tenho o direito, que me dou, de barafustar com tudo e chamar a mim tudo o que me apetecer. Adiante.

 

Tomei o pequeno-almoço, arrumei a cozinha, o Bebé acordou às sete, alimentei-o, mudei-lhe a fralda, tomei banho, vesti-me, destinei a roupa do Mac Kid, mandei-o vestir-se, empregada a ligar a avisar que chegava mais tarde, ai que bom, acabei de ficar sem a última hipótese para deixar o bebé, pois que o Mac Man vai ter coisas inadiáveis, não pode mesmo, nem ficar com o bebé, nem levar o mais velho ao hospital, pois que a sogra está doente, pois que a cunhada tem a bebé doente, pois que as amigas estão a trabalhar, pois, pois, pois, adiante, fazer o saco do bebé, fraldas, pomada, toalhinhas, chupetas extra, Aero-Om, santo, santo Aero-Om, fralda de pano, muda de roupa, colchão muda fraldas, leite para o Mac Kid, bolachas e pão, a experiência no Hospital D. Estefânia lembrou-me de acampamentos ali passados, muitas horas e o coiso, tudo pronto para enfrentar a A5, o povo todo de carro por causa da greve dos transportes e tal.

 

À própria da hora de saída, bebé com um cocó descomunal e muda fralda e muda roupa e limpa, limpa e põe no ovo e põe ovo no carro. Bebé aos berros, porque eu já estou atacada dos nervos e eles sentem tudo e faculta-lhe Aero-Om, amigo, amigo, e põe-lhe a chupeta e arranca com o carro e bebé cala-se.

 

A5, benzinho, Lisboa um inferno, nada de estacionamento, esta a falar com o segurança do Hospital, o segurança a achar que sim, que com duas crianças no carro, ainda há ali um lugar em que não fica bem estacionado, mas como não perturba nenhuma passagem, que sim, que pode ser, o querido, querido, querido, se tivesse vodka no saco do bebé, confraternizávamos, mas pronto, bastou-lhe o meu ar muito agradecido para a vida e nada de bubas às dez da manhã. 

 

Mac Kid inscrito nas urgências com intuito de seguir para a Gastro, onde está a pediatra santa. Uma hora de espera. Burgessa a fazer festinhas na bochecha linda do meu bebé. Esta a berrar com a burgessa que não se toca em bebés de três meses e que aquilo é um hospital e que as crianças não podem entrar saudáveis e sair doentes, a burgessa a não perceber, esta já em estado ligeiramente fofinho a explicar-lhe que não a conhecia de lado algum, que o bebé é muito pequeno, que ela tinha acabado de fumar, que não lhe admitia as mãos porcas em cima do meu bebé. Burgessa amuada e arrumada. Resto do povo das urgências igualmente arrumado, caso ainda estivessem com alguma ideia. Mais uma missão cumprida na demanda da higiene que se quer.

 

Esta a achar que para ir ter com a pediatra, não tinha de estar para ali naquele ninho de micróbios na sala de espera, menina do atendimento, fofa que só ela, a achar o mesmo e a mandar-me entrar para a triagem. Enfermeira a não querer perceber, mas a fazer-me a vontade, lá introduziu, expressão deles, não minha, o Mac Kid no sistema e Serviço de Gastro connosco, lindo, limpo e remodelado. Gostei.

 

Exames prescritos, desce para laboratório. Dão frasco, Mac Kid não tem vontade. Volta para casa com frasco, Mac Kid sem vontade e amanhã entrega-se o que há a analisar.

 

 

Moral da história: Amanhã é outro dia.

01
Fev12

145 - LAI LAI LAI


Mac

 

 

 

 

 

Tenho de arranjar um móbil como deve ser para o meu bebé, ou seja, um móbil onde os bonecos lhe fiquem ao alcance das mãozinhas pequeninas de três meses. Não percebo o que escorre aos fabricantes, mas só vejo mobiles em que os bonecos ficam para ali pendurados, mas nunca para as crianças os agarrarem, a não ser que sejam já mais crescidas, mas mais crescidas, já não lhes ligam. É que é aflitivo vê-lo a olhar e nuns u u u uuuuu, a evoluir para uns uuu uuuuuuuuuuuuuu, já bastante furiosos e frustrados, que como qualquer mãe sabe, quer dizer, dá-me aquilo. Compreendo-o muito bem, é a mesmíssima coisa que me porem à frente duma montra cheiinha de sapatos e não me deixarem sequer provar um par. Não se faz. E como o compreendo, vai de arrancar a bonecada toda do suporte e faculta-la a pequeno machinho, que depois já muito contente, tenta agarrar, ainda quase sempre sem sucesso, mas não interessa. Ah e tal, mas assim não é preciso móbil, claro que é, assim os bonecos estão para ali a balançar no embalo das sapatadas infantis, sem aquela música que os põe eléctricos, e é coisa para os distrair por um bom bocado, na loucura, coisa para dez minutos.

01
Fev12

50 - AH POIS É!


Mac

 

 

 

 

 

E já agora, parecendo que não, mas também tem a ver, a minha linguagem sou eu, os meus maneirismos, a forma como escrevo, sou eu. Não é um produto inventado para aqui, não foi estudada, nem parida. Escrevo como falo, uma burgessa, portanto, mas é minha. Fruto de um pai, o meu, uma mãe, a minha, uma família, a minha, uma escola, onde andei, amigos, os meus e vivencias, as minhas. Leva-la daqui e fazer uso dela a seu belo prazer, não só denota incapacidade de se reinventar, como necessidade de se inventar. É feio. A minha linguagem também é a minha identidade e o meu ADN e disso, parecendo que não, também não abdico. Faz-me sentir espalhada, mal espalhada, porque para me espalhar, espalho-me aqui, só aqui, está bem?

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