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a vida em azul cueca

27
Jun13

77 - JÁ FUI FELIZ AQUI


Mac

Há uns três ou quatro anos, quando aderi ao FB, tive a mania do Farm Town. Eu e os meus amigos. Aquilo é que era brincar às casinhas. Logo eu que nunca fui grande adepta de jogos de computador, exceptuando o Tetris. Sim, fui viciada em Tetris. Na época estava na faculdade, estudava até altas horas e depois fazia uns Tetris. Coisa para adormecer a encaixar cubos mentalmente. Depois desviciei-me, já não me lembro como, nem porquê, assim de repente, como são de repente muitas coisas na minha vida. Sempre fui compulsiva com algumas coisas em determinada fase. Fui compulsiva com a roupa, tanto, que cheguei a comprar sapatos, malas, vestidos, que nunca cheguei a usar. Fui compulsiva por praia, até me fartar de sofrer a torrar. Fui compulsiva com comida, até me fartar da gorda, eu. Acho que a dada altura me farto é da minha compulsão, se há um objecto de compulsão pelo meio, isso é o menos, pronto, vai na cheia do meu fartote. E fui compulsiva com o Farm Town. Tanto que a dada altura estava no Alentejo, onde a rede nem sempre é grandes coisas e fui a Avis que fica a sete quilómetros, e sem sair do carro, fiz as minhas colheitas e as de um amigo, que me tinha pedido, também ele num sítio ainda mais isolado de net, depois saí do carro, tomei um café e voltei para casa. Creeeedo, cobre-te de vergonha, Mac Maria.

 

Mas quando era criança nunca aderi a um jogo que havia com selos, tínhamos de mandar cartas umas às outras, já não me lembro exactamente qual era o esquema, só me lembro que não estava para gastar a minha parca semanada em selos, precisava dela era para comprar pastilhas Pirata. Se calhar por isso, nunca liguei aquela cena dos selos dos blogs. Bom, isso dos selos sempre achei piroso. Também nunca fui compulsiva com pessoas, antes pelo contrário, mas fartei-me de algumas. Dizem até que não ligo às pessoas. Não é verdade. Ligo. Não consigo é ser invasiva. Se calhar aquilo que considero invasão, não o é. Não sei. Sou compulsiva com os meus filhos, mas não me farto deles.

 

 

Nunca perceberei como escolho os meus objectos de compulsão. Também não interessa nada.

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