Quarta-feira, 23 de Fevereiro de 2011

164 - A SÉRIO!!??

 

Suri Cruise

   
   
   

Tão bem amestrada educada que está a Soraia Cruzeiro, sempre a brincar aos adultos em Reboleira City. Ela é sapatinho de salto. Ela é unha pintada. Ela escolhe maquilhagem. Bom, a culpa não é dela. Eu também quis andar com sapatos de sevilhana [e de sevilhana] todo o ano e não me deixaram. Também quis pintar as unhas, mas limparam-mas. Também quis beber café e serviram-me água com açúcar numa chávena de café. Mas eu tive pais como deve ser e que me ensinaram que entre o querer e o ter há uma distância considerável, pelo menos a suficiente que não dá largas a caprichos.

   
   

Eu Mac, sou má e de certezinha que a criança leva ali só um leitinho. Ah e também não tenho a exímia cultura Starbucks e do pior café do mundo. 

   
   

_________________________________________

E não me venham para aqui com pérolas que os pais podem e tal e coiso, porque isso eu sei e também sei que a probabilidade de fazer dela um adulto infeliz é alta e que se calhar até não é esta a educação que lhe estão a dar, mas é a que os jornais e revistas nos mostram. Quanto aos pormenores educativos, não os sei, falo apenas do que vejo, que aos meus olhos é deplorável.

tags:
© Mac às 14:30
link do post | favorito
Terça-feira, 15 de Junho de 2010

09 - LES UNS ET LES AUTRES

 

Sarah Jessica Parker

 

 

 

Descobri hoje, enquanto picava cebola e chorava convulsivamente - um pouco pelo ácido sulfénico libertado pelo bolbo, outro, por saudades do futuro, a afinidade evidente - e que só a mim ocorreu  - entre mulheres e gays: ambos, desde sempre, têm sido barbaramente espancados por gostar de homens.

 

(Rita Ferro, no Blog Acto Falhado)

 


© Mac às 13:00
link do post | favorito
Terça-feira, 18 de Maio de 2010

17 - THOSE THINGS THEY SAY

 

 

 

E foi promulgada a lei do casamento homossexual. Gosto disto. Gosto do projecto de viver num país mais justo. Vamos ver o que fazem os Homens e a sociedade, mil anos de história e as mentalidades.

 

tags:
© Mac às 09:30
link do post | favorito
Segunda-feira, 17 de Maio de 2010

119 - A SÉRIO!!??

 

Victoria's Secret

 

 

 

Docente de actividades de enriquecimento curricular foi afastada do ensino por ter tirado fotos ousadas na 'Playboy'.


 

Realmente é escandaloso descobrir que a professora Bruna de Mirandela não é um ser assexuado, vá um anjinho, e que afinal tem pipi e maminhas. Muito grave, até porque leccionando aulas ao primeiro ciclo, compreendidos entre os seis e os dez anos, despoletará uma avalanche de hormonas aos saltinhos entre os alunos machos, um perigo. Há que travar rapidamente a pouca vergonha, não vão as alunas de seis anos  fazer seguir petições, grupos de apoio e assins,  a circular pelo Facebook, a exigirem que o professor de ginástica se dispa para a Men's Health.

 

 

Tudo espremido, não sou lá muito a favor que as mulheres se dispam para revistas, ou lá o que seja, porque para mim anda ali nas questões da exposição desnecessária, como também não sou a favor dos que publicam fotos dos filhos, das casas e dos que expõem a vida privada nas revistas del corazón, mas cada um é que sabe de si e muito honestamente é para o lado que durmo melhor, se  o querem fazer, pois façam-no, afinal em nada acrescentam ou diminuem a minha vida, quero lá eu saber. Como também me estaria nas tintas se a professora do Mac Kid posasse para a Playboy, ou outra qualquer. Só não lhe vejo grande mais valia, nem em termos sociais, ou profissionais e muito menos financeiros. Todos sabemos que os professores ganham mal, dizem, eu não lhes vi a declaração de IRS, e não é uma sessão na Playboy que lhes tira o pé da lama, ao que sei é coisa para uns € 500.00, portanto a coisa por questões financeiras não colhe, mas se ela o quis fazer, é lá com ela.

 

Mas afastar uma professora porque apareceu pelada só cabe na cabeça de um país cheio de brandos costumes e muito hipocritazinho. Afinal qual é o problema? Quanto a mim, não existe, mas está bem. Ah sim, claro que existe para as mamãs trambolhos, é que a boazona da professora Bruna, vai-lhes atentar o imaginário dos recatados maridinhos que nem vão às put@s, claro está.

 

Cambada de gente desocupada. Ides salvar a alheira de Mirandela, sim?

 

© Mac às 11:30
link do post | favorito
Sexta-feira, 23 de Outubro de 2009

178 - A VIDA EM AZUL CUECA

Grace Kelly

 

Telemarketing: Boa tarde, estou a falar com a Dona Patatipatata?
Dona Patatipatata: Sim, sou eu
Telemarketing: A Dona Patatipatata, quando esteve no supermercado na Páscoa passada, inscreveu-se no nosso concurso
Dona Patatipatata: Erro, eu não estive no supermercado, na Páscoa
Telemarketing: Ai esteve e inscreveu-se no nosso concurso
Dona Patatipatata: Não, não estive, deve ter sido o meu alter-ego
Telemarketing: Não, foi a senhora
Dona Patatipatata: Não fui, porque eu não vou a supermercados. Pronto, pertenço aquela classe que odeia supermercados
Telemarketing: Então quem foi?
Dona Patatipatata: O meu alter-ego?
Telemarketing: Pois não sei, mas temos um prémio para lhe entregar
Dona Patatipatata: Olhe, eu estou a demorar com esta chamada, só para você ganhar o seu dinheirinho, mas vamos já aqui estabelecer uma coisa, eu não quero o prémio, porque eu não estive no supermercado na Páscoa
Telemarketing: Mas tem direito a ele, porque não o quer?
Dona Patatipatata: Porque começámos muito mal. Assim de repente, pregou-me uma mentira e eu não gosto de gente mentirosa. Vocês acham o quê? Que se valem da nano probabilidade de que as pessoas poderão não se lembrar do que fizeram na Páscoa?
Telemarketing: Mas eu tenho aqui o seu nome
Dona Patatipatata: Tem você e metade do país, porque houve fuga de informação de uma qualquer base de dados, às quais tenho sempre o cuidado de assinalar com uma cruz, naquelas letras minúsculas, que nos fazem sentir míopes, as que não autorizam a divulgação de dados. Já agora, está a falar de onde?
Telemarketing: Isso não posso dizer
Dona Patatipatata: Olhe, então eu também não a vou ajudar a ganhar porcaria nenhuma. Parou já aqui.
Telemarketing: É uma viagem
Dona Patatipatata: A sério? Onde, à Quinta do Lago? Poupe-se e já agora, outra coisinha, esse tratamento de dona é pavoroso.
 
Dona o quê, dona o quê? Embirro que me tratem por dona, pronto, faz-me pele de galinha, o que fazer? Ao menos que ponham o Sra, antes do dona, sempre amortece a queda, vá, sôdona, já é melhorzinho.
 
A sério, há coisas que não percebo neste país. Porque obra do demo não se usam os títulos como deve ser, hein? Se uns passaram por uma faculdade, são doutor(a) e ponto final. Qual é a má criação de tratar por dona, estamos doidos? Não sabem, soubessem.
 
Comigo é assim, para os próximos e com os quais não tenho relações de trabalho ou sustento, sou MAC. Válido aqui para a blogosfera, of course. Também vós me começais a ser algo próximos. Para os outros próximos, os que me conhecem há muitos anos, tipo desde os meus oito anos, e para os quais contribuo para o sustento mensal, vai de menina. Para a restante rapaziada, coisas de trabalho, Bancos onde está o meu vil metal, advogado e assim, é doutora.
 
Cá agora, pluralismos e falsos porreirismos. Não andámos a queimar as pestanas um horror de anos, noites mal dormidas, a devorar calhamaços, a aturar professores maníacos, a não poder aparecer bronzeados nas orais, nem nervosos, nem calmos, ai que tomou alguma coisa, a ser avaliados por tudo menos pelas matérias, a suar frio, a ser consumidos pelos nervos, a fumar até de madrugada, a injectar cafeína para aguentar? Foi, não foi? Então aguentem-se à bronca.
 
Queria vê-los a tratar um militar graduado por ó sôr Manel. Pois, pois.
 
Ah! E escusam de vir para aqui chamar-me muito inteligente, super boa pessoa e coisas assim, porque hoje, tudo quanto estiver abaixo de doutora, não aceito, que é como quem diz, não publico.
 
© Mac às 14:41
link do post | favorito
Quarta-feira, 19 de Agosto de 2009

134 - A VIDA EM AZUL CUECA

 

 

 

 

 

 

 

Decididamente não percebo as tatuagens, o pessoal que se tatua e os desenhos escaganifobéticos, que escolhem. Se ainda fossem umas coisinhas com bués de classe, como a da C. - que tatuou uma mini assinatura do pai na nuca e ficou com uma pinta desgraçada e que só se vê, se ela apanhar o cabelo - ainda lá ia, mas assim não mesmo.

 

Agora aqueles graffitis gigantescos, cheios de labaredas, remoinhos, olhos, garras e quejandos, não me convencem. É tão mau. E não bastando os desenhos que escolhem, ainda os locais corporais, são do piorio. Elas e sempre no final das costas, tipo, sou muita sexy, a seguir só o meu rabiosque, evoluindo para uma no tornozelo também. Eles, braço até ao cotovelo e ainda os que também a perna oponente – isto não me soa lá muito bem – ou seja, braço esquerdo tatuado, perna direita; braço direito, perna esquerda.

 

Mas não é só as injecções de tinta na derme que não entendo, também não percebo quem se fura como se não houvesse amanhã, para enfiar objectos metálicos na língua, umbigo e o que calhar pelos caminhos, os comummente chamados piercings.

 

O povo precisa de orientação, O povo precisa de dinheiro. O povo precisa de educação. O povo precisa de ópio seja de que forma for. O que o povo não precisa é de se tatuar.

 

Grandes pirosinhas, gastem mas é o ordenado em boas colorações capilares, cortes de cabelo decentes, lipos nessas celulites gigantescas e calhando livros, informação, etecectra.

 

Grandes pirosinhos – agora é convosco, ou pensavam que lá por serem homens, saíam de finino? Wishful thinking! – Vá, não vão só ao ginásio para as musculações, esses braços e pernas, são um exagero; arranquem das peitaças esses fios munidos de crucifixos, cornos e que tais; esqueçam o bocado de vidro, tipo diamante, como brinquinho à Ronaldo e façam uns cortes de cabelo à homem.

 

Vão dar uns velhos jeitosos, vão.

 

Disclaimer: E não me venham para aqui os iluminados, ah e tal, as tatuagens são uma forma de ópio. NÃO SÃO! Pronto, então vão lá ouvir a Romana,  Ana Malhoa e o que mais houver por aí (que nesta icónica época anual, é muito). Quando acabar o Verão, falamos melhor sobre isto. E nós pimba.

 

 

 

If you want my body and you think I'm sexy
Come on, honey, tell me so
If you really need me just reach out and touch me
Come on, sugar, let me know

His heart's beating like a drum
'Cause at last he's got his girl home
Relax, baby, now we are alone

 

© Mac às 19:56
link do post | favorito
Segunda-feira, 3 de Agosto de 2009

126 - A VIDA EM AZUL CUECA

 

Dia inteirinho passado a lagartar ao sol, numa praia perto do burgo. Nove banhocas, intercaladas com protector solar, acelerador, dois gelados, sumos, saladas e café. Estive tentada em atirar-me ao terceiro geladinho, mas temi repor o quilo que consegui abater. Ah! E não se atrevam a sugerir coisas no género "ai e tal, estavas era com mais roupa numa das pesagens", porque isto é uma vitória e, quase sempre, só ouço o que me convém.

 

Espreguiçadeiras à minha direita:

 

Possidónia de trazer por casa: Fazemos agora quinze dias aqui e depois vamos ‘pó Monchique.

“Tia” da Possidónia: Ai que ‘sooorte, adoro a Costa Alentejana
Possidónia de trazer por casa: Tiaaa! Monchique é no ‘Algarveee
“Tia” da Possidónia: Tem a ‘ceteza?
Possidónia de trazer por casa: Ouça, o Monchique é tipo a Sintra do Algarve, é do melhooor
“Tia” da Possidónia: Não ‘tou nada a ver…
Possidónia de trazer por casa: Juro! Pergunte ao tio, ‘quele explica-lhe… Olhe vai ser o máximo, vamos para um hotel com tudo, nem precisamos de ir à praia. Temos ‘picinaaa, sauna, serviço de quartos, lavandaria, bar e restaurante. Não acha o máximo?
 
Não sei para onde esta gente com tanta possidonite está habituadinha a ir, mas hotéis com piscina, bar, restaurante e lavandaria é o que mais há por aí, mas está bem. É o máximo, fora de dúvida.
 
 
Espreguiçadeiras à minha esquerda:
 
Bimba nº 1: ‘Tás uma finória, meu! Até já vens ‘pa praia das tias, dasse!
Bimba nº 2: ‘Tou, não tou? Estas gajas é que sabem tratar-se bem
Bimba nº 1: Chama-lhes parvas
Bimba nº 2: Ouve, os empregados trazem-nos o comer aqui!
Bimba nº 1: Porra, mas essa me_da paga-se, não?
Bimba nº 2: Ya, mas ‘tou em férias
 
Pronto, senti-me assim tipo muro de Berlim.
 
No further comments.
 
© Mac às 20:03
link do post | favorito
Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

47 - PERGUNTINHA

Fui ali à minha costureira, buscar umas coisinhas fundamentais à minha sobrevivência exterior e interior. Parei no sinal vermelho, ao fundo da rua e plantaram-se dois jovens de sexo indefinido, à frente do popó, com as caras pintadas à palhaço do circo - nariz em bola encarnada e tudo -  rasta nos cabelos compridos e nojentos, bermudas e sandálias. Enfim, tudo muito ao meu gosto, que já em criança detestava palhaços e nunca lhes achei gracinha nenhuma. Fizeram uma dança escaganifobética, pararam, deram as mãos, seguiu-se uma vénia e distribuíram-se a pedir dinheirinho, aos condutores dos carros parados.

 

A todos estes que têm muito bom corpinho para trabalhar, haja paciência, não dou. Ainda por cima com um cheiro a lixo nauseabundo, eu a querer despachar o diálogo, através de 3 cm de janela aberta, para voltar a respirar – nestas alturas sustenho a respiração o mais que posso - ele(a) a insistir que era só 1 €. Oras, 1 € são 200$00. Sim, ainda faço a conversão, aliás passo a vida a fazê-lo. Eu a não querer respirar pelo nariz. Passou à insistênciazinha – e o sinal a demorar a passar a verde – que só lhe faltava um euro para almoçar e tal e coiso, que estava quase nos 5 € de que precisava para comer. Abriu o verde e eu pirei-me. Não dei.

 

Francamente, esta gente vai almoçar onde? Ao Gabrinus, Eleven, XL, onde se servem? 

 

© Mac às 20:18
link do post | favorito
Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

28 - A SÉRIO!!??

Exame fácil permite melhorar médias nacionais na Europa!!!

 

Começou ontem época de exames nacionais, com teste de Português, considerado por todos muito fácil. Professores dizem que notas vão  subir e, com elas, resultados escolares vão-se aproximar das médias  europeias. Estratégia que, dizem, tem vindo a ser seguida pelo Ministério.  Em ano eleitoral, alunos salientam necessidade de melhorar as estatísticas.

(Diário de Notícias)

 

Pois está claro, baixa-se a dificuldade dos testes e temos dezoitos, tirados por impreparados. Está muito bem.

 

E vai ser esta a nossa massa de médicos, advogados, economistas, engenheiros, arquitectos e quejandos. Depois não se queixem, quando caírem pontes, morrerem pessoas à entrada dos hospitais e os Tribunais continuarem entupidos.

 

Outra gira, é os nossos Tribunais estarem muito mais céleres, não porque a máquina finalmente começou a funcionar, mas porque os portugueses não têm dinheiro para pagar as custas.

 

© Mac às 10:02
link do post | favorito
Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

83 - A VIDA EM AZUL CUECA

 
Apetecia-me escrever qualquer coisa, assim muito inteligente, ou sobre sexo, mas sinto-me de mais. Parece que acontece aos mais iluminados.
 
Em contrapartida, hoje de manhã quando saí, reparei que as pessoas estão muito mais giras. Nada como uns diazinhos de descanso e um solinho. Pois sim, gosto de todas as variantes do nosso clima, mas tenho um fraquinho pelo verão, admito. Porque as pessoas ficam mais engraçadinhas, com os seus bronzes; há casamentos e festarolas por tudo quanto é aldeia do nosso Portugal, com fogos de artifício e artistas de alto calibre e enquanto estão entretidos, não atafulham as praias; há feiras com torrão branco e algodão doce, que amo até o corpinho me suplicar por cinco litros de água; a máquina política e futeboleira – e respectivos comentadores – vão de férias, portanto também desentopem as televisões e os nossos ouvidos, e dão o que falar às revistas rose, é que isto tem de chegar para todos.
 
Só não gosto de Lisboa vazia, por isso aproveito e acompanho o povão na debandada. Não quero saber daquela conversinha de que há sempre lugares para estacionar, que não há trânsito, nem filas e tal e coiso. Eu cá gosto disto assim, populoso. Depois, não vamos é para os mesmos destinos, lamento, porque extra Lisboa não sou dada a ajuntamentos.
 
Que tal, deixarem-se de megalomanias do Parque de Campismo e do T0 para 12, em Quarteira e ficarem no conforto dos lares?
 

 

 
Don't feel like dancin', dancin'
Even if i find nothin' better to do
Don't feel like dancin', dancin'
Why'd you break down when I'm not in the mood?
Don't feel like dancin', dancin'
Rather be home with no one when I can't get down with you 
 
© Mac às 19:22
link do post | favorito
Terça-feira, 2 de Junho de 2009

70 - A VIDA EM AZUL CUECA

 


Tenho uma dificuldade assustadora em dizer um não redondo, quando é conveniente e oportuno que o faça. Fui educada assim, sei lá eu porquê. Só que à custa desta minha incapacidade, vejo-me em situações pouco cómodas e perfeitamente evitáveis.

A situação não teria o seu quê de grave, se as pessoas percebessem, ou quisessem perceber, as minhas respostas.

Há uns meses, um conhecido, meteu na cabeça, que ia fazer de mim comercial para um daqueles produtos, que são vendidos através de contactos e sem loja. Comecei por lhe dizer, que não sou nada comercial, depois que não tinha saco para andar a chatear os meus amigos e família, a seguir que não era nada a minha área, ainda um não preciso de trabalhar, não quero este género de hobbie, já tenho uma vida muito cheia. Sempre retorquidos com mais e mais insistências, até que fui parar a uma reunião da tal empresa.

Foi o descalabro! Sucederam-se uma série de depoimentos de supostos bem na vida, até que entre aplausos e expressões de felicidade – e muito ao estilo americano – entra a correr um master, o de grande sucesso, que tinha passado a estar mais tempo com os filhos, que as crianças estavam em excelentes colégios, o casal fazia duas viagens por ano para destinos exóticos, tinha comprado dois carros xpto, uma casa, outra de férias… que canseira! Só que, eu olhei para ele, e o fato estava-lhe dois números acima, os sapatos eram creme e muito maus e a gravata já tinha conhecido diazinhos melhores.

Agora expliquem-me lá, dá para acreditar que era tal o sucesso e rios de dinheiro a correr? Se era, podia começar por dar uma arejada ao roupeiro e adquirir ali para a Av. da Liberdade, porque a mim, tudo me soou a encenação.

Desconfio, que contratam uns tantos desesperados, para fazerem o papelão, mas já agora podiam arranjar-lhes uns trapinhos condizentes com o empresário de sucesso. Não sei, digo eu na minha.

E pronto, lá expliquei ao tal conhecido, que não mesmo. Só que tudo teria sido mais simples, se à partida tivesse soltado um “nem penses!”.

Vou treinar, é melhor, a bem da nação.

 

© Mac às 12:37
link do post | favorito
Quinta-feira, 21 de Maio de 2009

13 - A SÉRIO!!??

Um casal neozelandês está a ser procurado pela Interpol, depois de ter recebido mais de quatro milhões de euros, por engano e fugido do país. O Banco Westpac tenta agora perceber qual o erro, na origem da transferência milionária. (In Sol)

 

© Mac às 16:00
link do post | favorito

12 - A SÉRIO!!??

Era uma promessa eleitoral a escolaridade obrigatória vai passar de 9 para 12 anos. Os alunos com mais dificuldades económicas têm direito a uma bolsa de estudo, desde que mostrem aproveitamento escolar.

 
Acho muito bem! Até porque nós precisamos de boas empregadas domésticas e se esta gente continua a estudar, ficamos resumidas às brasileiras - que estão convencidas que têm rabos melhores que os nossos e nos vão sacar os maridos - e às de leste - que como não percebem patavaca do que lhes dizemos, deixam a roupa a vegetar todo o santo dia na máquina e o frango congelado para o jantar.
 
Portanto, vamos lá a despachar e se forem burras burras, podem ir para lojas de shopping, mais espertinhas, para as nossas casas. É que pelo andar da carroça, nem boas empregadas, nem Dras. Siga!
© Mac às 10:30
link do post | favorito
Segunda-feira, 11 de Maio de 2009

08 - A SÉRIO!!??

A minha erva é como um animal de estimação
No quarto, na varanda ou numa estufa caseira. Portugueses que cultivam marijuana às escondidas…

E foi preciso o i para desbundar e dar à linguinha about Maria Joana? Ides ver o Weeds, sim!?


 

 

 

 

© Mac às 13:21
link do post | favorito
Quinta-feira, 30 de Abril de 2009

22 - A VIDA EM AZUL CUECA

Ontem, mais uma aula a abarrotar de brutidades musculares. Hoje, só quase mexo a língua e os dedos das mãos e pés, o que perante o cenário não é famoso. Espertíssima, fiz um elaboradíssimo raciocínio… É que se me doesse a língua, não comia. Se não comesse, não estava gorda, que nem um texugo. Se não estivesse um texugo, poderia dedicar-me a ginásticas mais giras… Mais! Se me doesse a língua também não falava tanto…

Fui tomar café com o Pedro, à Castilho. Tínhamos combinado almoçar, mas tive a demonstração da Bimby (o Nostradamus ao meu lado era um menino! Eu avisei, que mais dia menos dia divagaria about, mas ainda não é hoje) e depois tive uma vontade louca do bacalhau com natas, que a demonstradora fez e da limonada e do gelado de morango, portanto atrasei-me e já só fui tomar café. Ele, que me conhece há pavores de anos, que sabe muito bem o meu funcionamento externo e até interno, vai de observar e verbalizar, que eu meto conversa com toda a gente, que se cruza comigo e que de certeza, que me atrasei, porque fiquei na converseta com a demonstradora e tal e coiso.

Pois meto! Qual é o problema?

Converso com as operadoras das caixas do supermercado, com os taxistas, com os empregados dos restaurantes, com o meu porteiro, com o segurança, com as empregadas das lojas, etecetraetecetra.

Pois não há profissões com uma rotina muito chatinha? Qual é o problema em dar um lero lero?

É que os meus interlocutores não me parecem nada desagradados com a minha compulsão verbal e mesmo em grandes superfícies, pois os há que me conhecem e eu gosto de conhecer as pessoas e saber da vida delas e das suas opiniões sobre temas, que eu lanço… tanto me pode dar para a graçola fácil, como para temas mais profundos, como o tempo, crianças ou algum acontecimento político. Por exemplo, à custa disto, fiquei a saber, o que a população em geral, pensa sobre a gripe suína e agora até já posso contar.


No geral todos pensam que isto é um grande circo, para desviar a atenção da crise e desemprego. Que temos tuberculose, pneumonias e outras coisas escaganifobéticas e que a gripe suína é uma menina, comparada com estas (vide Hora do Recreio). Da empregada, que me serve o café, após deixar a criança na escola, até extraí a seguinte pérola “Eles o que querem é vender máscaras, diz que as farmácias estão por detrás disto tudo, para ganharem mais dinheiro”. Mas não se pense que esta mulher, não esconde uma grande economista e não sabe o que está a dizer, é que, por acaso, as acções das farmacêuticas até dispararam em flecha!

MAS, se calho a embater com uma criatura que não me passa cartuxo, pois a amizade morre logo ali e aparece a antipática intragável, que um dia bani.

De resto, vou conversando muito e tenho aprendido imenso, olaré!

tags:
© Mac às 16:52
link do post | favorito
Quinta-feira, 23 de Abril de 2009

17 - A VIDA EM AZUL CUECA

 

As mamocas de Maya ameaçaram posar para a FHM.


© Mac às 11:00
link do post | favorito
Sexta-feira, 17 de Abril de 2009

15 - A VIDA EM AZUL CUECA

Decididamente, estou rodeada de incompetentes e vou-me divorciar da minha cabeleireira!

Há cerca de 3 semanas, fui aparar o cabelo. Aparar, pedi eu, mas a minha cabeleireira, às vezes, parece um Eduardo Mãos de Tesoura motorizada e cortou-me 10 cm de cabelo. Ou seja todo o esforço para o ter, para lá de comprido, ficou ali no chão, em escassos minutos.

Ai que está a precisar e as nuances secam o cabelo e tal e coiso… 10 cm!?

Desta vez não lhe perdoo.

E pela segunda vez, nesta minha pacata vidinha, pensei seriamente em pôr-lhe umas extensões. Se da primeira, arrepiei caminho, porque me fez uma confusão dos diabos, ter bocados de cabelo de outra pessoa, colados aos meus. Desta vez, já mais convencida em colar o cabelo alheio ao meu, pesei outros contras.

Também teria de adquirir toda uma indumentária, própria ao tipo de mulher da extensão. Assim, qualquer coisa no género, mulher de futebolista. Que não tenho nada contra elas, mas não fazem bem o meu género.

Uma canseira e sei lá eu onde se compram aquelas coisas. E teria de pôr unhas de gel à francesa, tatuar uma frase no tornozelo, comprar malas cheias de penduricalhos, calças de ganga rotas e com coroas no rabo, tops reduzidos em croché, botas de salto agulha em leopardo e ainda mascar chiclet de boca aberta… achei que não era boa ideia… até porque a idade já me pesa.

© Mac às 15:08
link do post | favorito
Quinta-feira, 19 de Março de 2009

05 - A VIDA EM AZUL CUECA

Vivemos num mundo dominado por valores positivos. Devemos ter uma alimentação saudável, praticar desporto, não fumar, dormir bem, passear ao ar livre…

Tenho amigos que são isto tudo, mas acabo por achar que são uns grandessíssimos chatos. Sei que o que vou dizer é do mais politicamente incorrecto, mas como por aqui é o meu canto de liberdade e quem manda sou eu, vou dizer à mesma. São uns chatos!

Nos jantares chateiam toda a gente que fuma, porque ficam com o cabelo e roupas a cheirar e não respiram e ai Jesus!

Se vêm alguém a comer alarvemente todas as porcarias a que tem direito, lá aparecem os chatos, ai o colesterol, e que vais morrer e tal e coiso.

Se alguém está a beber para lá da conta do que acham normal, e o normal deles é sempre um dedal, ai que é alcoólico!

Não é por nada, mas eu também não fumo, que saiba não sou de matéria diferente e o fumo dos outros não me incomoda. Ok, às vezes em jantares dou as minhas passas, mas qual é o problema? E se me der na bolha também bebo. E como o que gosto, que não se resume a uma folha de alface regada a vinagre balsâmico. E então? Sou uma perdida? É que por acaso faço desporto, como carne, bebo leite, adoro queijos, vinho… e parece-me, sem qualquer modéstia, que tenho um ar bem saudável!

Depois ainda há os doidos que abriram guerra aos lácteos e carne. Olha a treta! Eu cá não sou de comer erva, isso faz de mim um ser aberrante?

Olhem lá e café, podemos beber? Ou também lhe vão abrir uma cruzada?

Cá para mim esta gente deve ser impagável em matéria sexual. Já os estou a imaginar… não, assim não, que me sobe o sangue à cabeçaai, assim também não, que não respiro e fico com o cérebro desoxigenadojá vamos em 3 mn, já chega, pára! Mais pode fazer mal ao coração… pagava para os ver!

E estou farta desta cambada de chatos hiper saudáveis, que me incomodam verdadeiramente e ainda não corri à paulada, mas começo a ter vontade! É que, com o mesmo direito com que se acham de nos torcer o nariz e impor as suas vontades enjoativas, eu também posso impor as minhas!

Temos de ser todos formatados e perfeitos?

© Mac às 17:45
link do post | favorito

 

  

   
   


online

≈ About me

 

 

  

 

 

≈ Pesquisar no blog

 

≈ Junho 2013

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
13
14
15
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30

≈ Arquivo

≈ Subscrever

Site Meter

As fotografias publicadas são da minha autoria, salvo algumas excepções.

Agradeço que me informem, caso alguma esteja protegida por copyright.

Retirá-la-ei imediatamente.