

A minha túnica já chegou. É da Cool, Soft & Chic da minha muito querida Teresa. É linda, é boa e tem uma cor fantástica. Amo-a. E, pronto, claro que já estão debaixo de olho mais umas coisas de lá.
Bom, não fui eu que descobri, foi a Teresa que me falou na Milk & Beach e eu fiquei logo de olho numa série de kaftans e túnicas. Para início de conversa, atirei-me a esta. Adoro-a. E agora vou ver de mais umas coisas por lá.

Começo a achar a minha mania por roupas brancas um bocado coise. Esta, ah e tal tem esta túnica mas em branco? E disseram-me assim, em branco não, por acaso ficava bem gira, mas olhe lá, leve esta. E esta resistente, não me parece, acho que gostava mais se fosse em branco. Sítio seguinte. Esta aqui, ah e tal mas que kaftan tão giro e em branco há? Vai que me responderam, não, mas há creme e é bem giro, olhe lá e o coiso, o coiso. Esta, sempre na sua, se fosse em branco levava, agora assim. E na terceira loja, eu gosto, mas se fosse em branco e tal e tal. E vai a funcionária e responde-me, pois, como a compreendo, olhe eu é preto, só me visto de preto, é no Verão, no Inverno e tal e preto e tal e preto. Esta enquanto pensava nhaca que pessoa doentia, eu não quero ser igual a tu, tu é muito doenti pah, muito monoromática, vai-te trrrratarrrr, mas vociferava ah está bem, então levo aquele amarelo.
Ainda bem que o meu cérebro não fala.

E de vestidos de bordado inglês. Adoro. Isso e na falta de ideias vai de preto e branco. Mais branco, que não gosto de coisas tristes. Resulta sempre comigo.
[E porque estou a ressacar do dia de ontem. Muitos nérves, muitos. Este gato atormenta-me. Tive tantos pensamentos maus, fiz tantos filmes e senti a casa tão vazia. Não veio ter comigo quando saí do quarto pela manhã. Nem tentou sair de casa, quando fui buscar o pão. Não apareceu quando voltei a subir para tomar banho, nem tive de o sacudir da casa de banho. Não me deu patadas nas pernas. Não o tinha a miar pelo meu almoço. Não tive de o tirar da cadeira onde me sento para estar no computador. Nem do lugar no sofá, onde habitualmente me sento. E não o tive a rondar o jantar. Hoje também não tenho, ele também está a ressacar, sossegado como só o vejo nos após liberdades arrependidas com uns mini intervalos para me procurar.
Isto deve ser o mais parecido com o que vou sentir quando os meus filhos começarem a ir para as noites. Estou desgraçada]

Vive-se uma mania qualquer por saias de pregas, quem diria, depois de ter usado kilt até aos doze anos, ninguém merece. Bom, na época era com meias pelos joelhos. Agora nem pensar.

gosto destas manhãs de primavera . destas em que não há vento . nem nuvens . só este céu tão azul . azul da cor do mar . gosto destas manhãs frescas que ainda não se percebe se o dia vai ser quente . são as de maio . também gosto das de junho . mas são diferentes . nas de junho há promessas de dias de calor . nestas ainda não . e gosto do cheiro destas manhãs . as manhãs de inverno não cheiram assim . nem as de outono . mas também gosto delas . se há parte do dia de que gosto mais, é seguramente a manhã . e estas cheiram-me a relva molhada e verde.
Há sempre um dia de Primavera na minha vida em que rapo um frio dos diabos. Este ano a culpa é do 25 de Abril. Sim, esteve tão bom e eu tomada de entusiasmos, andei a tirar os edredões de Inverno das camas, fiz a trasfega dos roupeiros e lavei tudo quanto era de Inverno para armazenar e só voltar a pensar nisso lá para o tempo frio. E depois há aquela parte da minha psique que me diz não consegues andar com abafos e lãs em Abril, filha, nem meias. Tramei-me. Tramo-me todos os anos e não aprendo. Olha, agora é aguentar e misturar.

Gosto muito do estilo hippie chic, ou lá o que isso signifique. Por isso sou dada ao trapo, à túnica, dangógios nos pulsos e onde calhar. Acima de tudo convém-me, não me estrafega, nem condiciona, deixa-me os movimentos livres e dá-me asas à imaginação. É disto que eu gosto. Um destes dias, torno-me mais formal. Logo se vê.

Sabes que os quarenta já te bateram no cérebro, na alma e no corpo, és uma mãe de família ou lá o que isso signifique, a idade já te pesa e isso, quando vais à Zara e quase todas as saias te parecem um cinto. Aquilo não são saias, são cintos. Aquilo não são saias, são cintos. Aquilo não são saias, são cintos. E para te sentires decente, ou lá o que isso signifique, precisas de mais um palmo de saia.
[por outro lado achei muita piadinha a esta bordeaux em tecido impermeável, chintz, ou lá o que é, portanto numa coisa resistente às nódoas de papa]



Comprei o top encarnado, ou casaco, enfim, um misto de camisola cortada com tecido e tiras de pele, depois como não havia mais no género, fiz o amarelo. Agora ando a fazer a coisa em versão vestido. Gosto tanto de recortar roupas, coser e colar. Gosto.
Quando o terminar, mostro, quer dizer, se ficar uma droga, não mostro. O costume.

do fim-de-semana . está demasiado frio para o meu gosto . portanto nada de parque . muito por casa . gosto de estar em casa . e gosto tanto dos domingos depois de almoço . filho pequenino a fazer a sesta . filho maior nos trabalhos de casa . ou com os amigos . ou connosco . gosto da luz dos domingos a seguir ao almoço . de pôr as leituras em dia . eu ainda insisto no expresso . ai ai . deve ser porque tem um papel muito bom para atear lareiras . até parece acendalhas . ou ver qualquer coisa na televisão . e o gato ao pé de mim . o gato anda sempre atrás de mim . riquezas de sua mac . e gosto desta camisa . do conforto dos calções e sabrinas . e de usa-los com aquele blazer de veludo . lá fora . claro . para onde não tenho vontade de ir com este frio .

por aqui continua-se a abusar das túnicas . versão inverno . que é como quem diz, com meias e botas . dá-me um cheirinho a verão . é isso . e nem quero saber se é andrajoso . estou tãaaao farta da chuva e tempo frio . eu bem avisei . passado o natal . voltam os queixumes por verão . o que me apetecia mesmo era uma daquelas noites quentes de verão, em que saímos para jantar numa esplanada . daquelas em que se ouve um chillout . gosto daquilo . chillout soa-me sempre a verão . ou elevadores . e margaritas . margaritas só com calor. ou caipirinhas. saladas incrementadas . mas daquelas com queijo de búfala, pinhões e marisco . não é saladas pipis . estou farta de lareiras, chuva e chá, botas, abafos e meias . só nós . ou com amigos . eu tenho mesmo saudades é das noites longas na esplanada sem pensar em mais nada . e das farras do verão . e dos banhos de mar. vai-te inverno. vai-te coisa chata e peçonhenta .
[qualquer dia calço sandálias com chuva e frio (not)]

Não gostava de saias em pele, até ter filhos pequeninos e descobrir-lhes todo um potencial à prova da nódoa de ranhoca, baba, papas, iogurtes e bolachas. É muito interessante, uma mãe vê-se suja, vai daí, pega na toalhinha para a higiene da fraldinha e zuca, limpa-se e já está. Quer dizer, eu também uso as toalhinhas para as camisolas e meias, mas nestas saias não preciso de ir a correr esfregar, porque os géneros infantis não se entranham, já nos tecidos e lãs, é o que se sabe. Assim pelo menos ando metade limpa, quer dizer 1/3, porque ainda posso ser atingida nas meias, sim acontece-me, nas camisolas e no cabelo. Nos sapatos não, porque não os deixo lá chegar.

E pronto, aqui está a colcha que deu um casaco e que ainda dará um vestido de praia. Acho eu. Se não me passar o entusiasmo e a nhurisse. Pois foi, a minha costureira negou-se a manufacturar-me isto, a fina, e eu achei que era uma grande ideia, ela não está a ver o potencial da colcha, mas agora é tarde, fiz eu e consegui, toma. Quando lá for, mostro-lhe, não a deixo é ver as costuras, coisa para a deixar com o nariz ao contrário. Quero cá eu bem saber das costuras, isso aperfeiçoa-se com tempo e treino.




Os meus colares lindos chegaram. Amo-os. São liiiindos. E amei todo o processo. Comprei-os ontem na Bijulândia AF ali no Facebook e hoje de manhã já cá estavam. Vinham numa caixa giríssima e ainda com uma prenda e a Ana é uma querida. Gosto disto.
[sim, já andei a imaginar as mil combinações possíveis. sim, do mais pirosa possível. e logo vou-me enfeitiar toda para o meu marido lindo. lailailai]




Tenho manias nas roupas, revoadas, por assim dizer. E ando nisto por dias, nisto das revoadas nas roupas. Agora é isto, coletes e túnicas. E andarei nisto até esgotar as combinações possíveis de todas as túnicas com todos os coletes. Manienta. Tenho as revoadas dos vestidos e visto-os até esgotar o que me apetece, um por dia, claro está, que sou muito limpinha, amiga do banho e roupa lavada. Depois dá-me para os jeans com botas, e visto-os até esgotar todas as combinações possíveis de jeans com botas, ou até me fartar. Ainda a revoada das saias e só vejo saias à frente. Saias com meias opacas e sapatos, saias com botins, saias assim, saias assado.
Olha, podia ser pior. Vai que me dava para os biquínis em Fevereiro, não era coisa bonita de se ver. Se bem que está quase aí a época, diz que será pelo Carnaval, mas eu cá disso não sei nada. Nem quero.
[estou a gostar especialmente de estar uma pró na arte do auto retrato em frente à porta da casa de banho. é bastante fino da minha parte. tem o seu lado poético. e estético. olha, é bem melhor do que aquela coisa do instragrã com a qual não me dei lá muito bem. quer dizer, até dei, mas faltou-me a pachorra, aliás como em muitas coisas. falta-me a pachorra. é uma pena, perde-se uma artista]



Olha, como não arranjei nada de Verão, enfiei-me numa túnica de praia. Gosto disto. E se no Verão têm uns fins, já no Inverno têm outros, acho que já disse isto, olha, não faz mal, um blog também serve para me repetir. Adiante. Gosto delas. Das túnicas, dizia eu, com coletes, por exemplo. Gosto deles. Tapam-me o frio, sem me prender os movimentos. Nem me enchouriçar. E tudo junto, túnicas e coletes, gosto ainda mais. Com botas, ainda mais, mas não me apetecia.



Nunca mudei a cor do meu cabelo, só lhe fiz umas nuances, quando me apareceram uns cabelos brancos, coisa pouca, mas uns feios, muito mais grossos do que o resto da cabeleira e espetados. E brrrrrilhaantes. Feios. Ainda andei no avançado método da pinça, até que me fartei e resolvi disfarçar a coisa, fazendo umas madeixas. Queria uma coisa leve e que pouco contrastasse com o meu cabelo, tinha pânico de ficar uma Cruella de Ville, vai daí que em vez de optar por tintas, fiz uma descoloração sobre a minha cor natural. Resulta muito bem porque fica tom sobre tom, mas isto acho que só dá com cabelos castanhos claros e loiros. E também pouco mudei de penteado, vá, já há uns anos, eliminei a franja e depois foi corte direito, mais comprimento, menos comprimento. Mas agora, por exemplo, apetecia-me dar uma arejada e ficar ruiva. Vou ali pensar. Espero que isto me passe depressa. Ai mas não era a isto que eu vinha, eu vinha divagar sobre o preto nas roupas e que de Inverno gosto imenso, mas que às tantas me farto e isso, mas perdeu-se a oportunidade. Olha, há coisas mais elevadas.

Gosto muito de saias com pregas. Bom, gosto muito de saias, por aí, se tiverem pregas, gosto ainda mais.
E para completar o autefite, preguei-lhe com este cinto da Moschino, que eu li no outro dia, onde Mac Maria Hermengarde, onde? Não me lembro. Dizia eu que li no outro dia que estes cintos são vintage. Estes mesmos, assim com as letras da marca todas escarrachapadas e tudo. Olha, e eu cá fiquei toda contentinha, quase ao ponto das cócegas, olha lá, então coisas dos anos noventa do século passado, já são vintage? Está bem, eu pensava que eram só pirosas, mas se me dizem que são vintage, eu cá é da maneira que vou desatafulhar os bagulhos todos e ainda monto um blog coiso, assim uma coisa elevada, a Anna Piaggi da blogo, ou o que me apetecer, vão ver.
[cheira-me que estamos a uma unha negra de desenterrar as fitas da Gucci da cabeça aos pés, os G dourados na testa e isso]



Estou meia céptica em relação a esta saia. Olho para ela e acho-a gira, mas há qualquer coisa que me grita Zarex mal feitex. Depois gosto do que lhe combinei, mas acho-a muito 70's e ficaria melhor com outros acessórios, sapatos de salto quadrado e isso, mas quando os experimentei não gostei. Depois ainda penso ah e os contrastes também são giros e o coiso. Não sei, não. Dúvida, muitas dúvidas, a culpa disto tudo é o início das festinhas natalícias, comemora agora com esta, depois com aquelas e vai mais uma das crianças e o coiso. Uma certeza tenho, o anel fica. Sim e depois? Faço muitas roupas a partir de um alfinete.
Bom dia, bom dia. Vou para o frio e levo os meus amuletos giros, que nem acredito nessas coisas, mas está bem. Um vindo da adolescência parva, mas muito feliz, eu não o sabia na época, afinal todos os adolescentes são profundamente infelizes e incompreendidos, mas agora sei e isso é que interessa, o outro de um Dia da Mãe muito feliz, ainda só de um filho. E eu acho que me dão sorte, porque são coisas felizes. Aos meus olhos a felicidade dá sorte. Por aí.

Há peças incontornáveis, intemporais ou isso, que adoro. Gosto muito de casacos compridos, quanto maiores, melhor, quer dizer, gosto de sobretudos de quase todos os tamanhos, mas tenho que ter sempre um que me dê pelos calcanhares. Ai, mas não era a isto que eu vinha. Ora então dizia que há peças intemporais e o coiso e tal e tal e as Canadianas. Adoro-as. Para mim, para o filhos e para o homem da minha vida. O mais engraçado é que poderia ter ficado cansada delas, afinal atravessei os Invernos da minha infância sempre de Canadiana, mas não, foi daquelas coisas que sempre comprei para os filhos e que gosto de ter.

Olá Natal


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