Sempre que não há novidades pelo burgo, revoluções além fronteiras, políticos a ofertarem o nosso deficit, alertas Benetton da Protecção Civil porque a temperatura desceu 1º C, os nossos jornalistas vão criar raízes à porta dos hospitais em busca da doença escaganifobética do momento, que atinge 0.00000000001111% da população mundial, mas que é bestialmente degenerativa, mortal e assustadora de penosa que é. Também cai muito bem um filminho num bloco operatório [e eu já comia umas Papas de Sarrabulho, aquelas que avó querida fazia como ninguém].
Isto num país cheio de hipocondríacos, em que o momento alto das suas vidas é as quinze horas que passaram no Centro de Saúde, porque foram acometidos de uma dor lancinante na falangeta do mindinho da mão esquerda que não usam e pode perfeitamente ser um sinal obscuro de um AVC, é excelente para a sanidade mental do povo [e também ia muito bem uma batatinha a murro].

O projecto parece-me muito válido, sim senhora, mas eu cá estava convencida que elas já andam por aí, ai andam, andam, mas pronto, eu Mac sou má.
Watch out you might get what you're after
Cool babies strange but not a stranger
I'm an ordinary guy
Burning down the house
Hold tight wait till the party's over
Hold tight We're in for nasty weather
There has got to be a way
Burning down the house


Caismundialcaiscarapuça, abriu a loja Prada na Avenida, a maior da Europa. Isto sim são boas notícias e o resto é ketchup. Coisa má linda do burgo, riquezas de sua Mac, cutchicutchi.
(isto de ter um homem lindo, que tira fotos lindas e as smessa no seu BlackBerry lindo, é uma grande vantagem linda)

Depois de deixar o Mac Kid no ensino obrigatório, ouvi num dos canais do rádio, que os jogadores da selecção se estão a adaptar muito bem às amplitudes térmicas de África do Sul. Diz que durante o dia estão 22º C, passando a cerca de 2º C durante a noite. E eu achei isto uma ternurinha. Espero ansiosamente que a Dona Dolores se tenha lembrado de meter no saco uns pijamas de flanela. Isto sim são temas muito interessantes.
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Disclaimer: Só ouço o que se passa no mundo quando o Mac Kid não está presente, é que enquanto ele está no Mac Mobile, conversamos, vá, ele pergunta sobre tudo e eu respondo ao que posso, tipo interrogatório Gestapo, em que ele dispara umas atrás das outras e eu tento não falhar.

Vulcão das quantas, hein? Bom, diz que é na Islândia e vou tentar pronunciar no meu avançado islandês, reiquejavique, escrito soa melhor, REYKJAVIK, situado no glaciar Eyjafjallajokull, portanto, Eijafejalajócul.
E a Europa está parada de voos. Não se voa para e do Reino Unido, França, Dinamarca, Noruega, Bélgica, etc . Tudo por causa de uma nuvenzorra e Portugal fora de perigo. Estamos sempre de fora, não se faz, até noto alguma decepção nos nossos jornalistas. Agora que há notícia da boa, lá estamos nós sem o que dizer, alarmar e mandar Enviados Especiais para o centro dos acontecimentos, que lástima de país, francamente.

Acho tão cosy, vá, fofinho, esta coisa da comunicação social nos aconselhar para nos munirmos de várias camadas de camisolas, guarda-chuvas, gorros e cachecóis e depois os alertas Benetton, ora amarelo, ora laranja, ou então o assustador vermelho. Se não fossem eles, pela certa andaríamos em pelota. Sim, sim, paletes de gerações anteriores, andaram desorientadas, mas agora não, já sabemos sempre o que vestir. O meu muito obrigada, finalmente vejo um fim às minhas angústias "não tenho nada para vestir".



Durante o Telejornal da RTP1, facultaram-nos o método para não usarmos o cartão de crédito: Congelar o dito dentro de um recipiente com água, formando-se assim um cubo de gelo. A ideia é pensarmos bem na vidinha, enquanto olhamos para o cubo a derreter. Pronto, quando estivermos com vontade de desbaratar, ficamos ali muito sossegadinhos, aquilo vai liquidificando e nos entretantos diz que somos obrigados a rever posturas, que é como quem diz, mudaremos as ideias consumistas e já não lhe daremos uso.
Ouvi num dos nossos noticiários, que a NASA, depois de encontrar cerca de cem litros de água congelada na lua, vai enviar uma missão para investigar a quantidade de água existente e eventualmente, num futuro próximo, ali instalar uma base lunar. Sendo o custo desta missão, cerca de 100 biliões de dólares.
Nos noticiários nacionais, principalmente no da SIC, quando não há boas novas sobre o mundo, crise, politiquices, casos de corrupção, ataques bombistas, revoltas nas cadeias e tal e coiso, injectam-nos com estatísticas de casos de doenças escaganifobéticas e que atingem uma amostra representativa da população nacional, ou mundial, conforme lhes apetece que esta percentagem seja mais representativa. Normalmente é coisa aí para 1%, vá 1, 1%.
O pai de Michael Jackson, Joe Jackson, quer pôr Cristiano Ronaldo a vender grelhadores.
Ui! Já estou a ver a mana Ronalda, aquela que canta, ou lá o que é aquilo, a berrar "Olhá sandes de coirate estaladice!".
Alerta, alerta, é a queda do mundo ocidental, estamos mesmo a bater no fundo! Mais uma vez, a vida veio-me provar que nada é certo, confiável e matemático. Falava eu em prêt-à-porter de difícil acesso, ali para a Av. da Liberdade? Esqueçam!
(merci Pedro)
Talk to me softly
There's something in your eyes
Don't hang your head in sorrow
And please don't cry
I know how you feel inside
I've been there before
Somethings changing inside
You and don't you know
Don't you cry tonight
I still love you baby
Don't you cry tonight
Don't you cry tonight
There's a heaven above you baby
And don't you cry tonight
Num dos nossos noticiários, anunciaram que as frutas e legumes não calibrados podem voltar aos supermercados, seguida das entrevistas de rua e respectivas opiniões de compradoras, ao acaso.
“Acho muito bem, até porque a forma e o tamanho não me interessa. A mim tanto me serve curvo, como direito, pequeno ou grande”.
“Nunca percebi, porque é que lá por ser torto ou pequeno, não servia”
Desconhecidas opinantes, falávamos de legumes, certo?
Cariño por qué?
(Vou ali socorrer-me de Kleenex’s)

Este mês, já amanhã, a capa da Playboy é com a Ana Badalhoca, se bem que quero lá eu saber disto, mas pronto, apetece-me dizer coisas más dela. E eu que me lembro dela criança e a cantar para as criancinhas, pfffffffff!
É impressão minha, ou a Playboy vai de mal a pior e tem os diazinhos contados, neste cantinho à beira mar plantado? Logo a começar, não há qualquer factor surpresa, já toda a pulga careca a viu pelada dos pés à cabeça, só isso. A acabar, a mulher está toda insuflada por substâncias químicas em estado líquido, protegidas por bolsas.
Pois ele há paletes de mulheres muito melhores e mais giras, duvido é que queiram aparecer escarrachapadas numa capa (e não só), como vieram ao mundo. Bom, ao mundo nenhuma de nós veio com formas adquiridas só na adolescência, mas está bem.
E nem quero imaginar o que foi aquela sessão fotográfica “Ana, menos! Sensual não é ordinareca”, "Ana, menos abertura", "Ana, menos boca", "Ana, menoooos!!!!!"
Flashada! Vão-se esgotar as Anas Mamalhocas e a Playboy portuguesa, vai é ter de fotografar mulherio além fronteiras, vai, vai.
A minha erva é como um animal de estimação
No quarto, na varanda ou numa estufa caseira. Portugueses que cultivam marijuana às escondidas…
E foi preciso o i para desbundar e dar à linguinha about Maria Joana? Ides ver o Weeds, sim!?
Ouvi num dos noticiários uma entrevistada, a propósito dos tapetes de trapos “Os nossos tapetes têm muito suor, transpiração e amor”. A sério? É que por acaso até gosto muito dos vossos artigos, mas agora que sei estarem carregados de fluidos sujos, não me apetece trazer o bouquet alheio para dentro de casa… só se me disserem que os lavam e também me expliquem, a diferença entre suor e transpiração. Agradecida.


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