
Dos homens gosto-lhes das frases estafadas que nunca dizem. Tenho muito mau feitio. Um homem nunca diz isto, até porque lá diz o povo na sua imensa sabedoria, cão que ladra não morde e eu cá lembro-me sempre disto, quando o ouço a uma mulher.
E depois. Depois há os homens que nos amam e sabem amar. Aqueles que nos percebem para lá das rotinas. Todos os dias. Os que engravidam quando nós engravidamos. Os que lá por carregarmos uma criança nove meses não é sinónimo de monoparentalidade. Os que são pais presentes desde o primeiro dia. Os que nos vêem em tarefas mil e naturalmente dividem. Os que nos sabem em palavras. Actos. E presenças. Nunca saberei se tive sorte ou se fiz por isso. Há tantas que fazem por isso e não têm sorte. Nunca saberei se há uma fórmula. E lamento tanto. A felicidade deveria ter fórmulas. O amor também. Só sei que agradecerei todos os dias para o resto da minha vida.
e depois aparece-me em casa o Mac Man com coisas destas
e uma mulher não é de ferro. e principalmente aprecia o facto muito importante que o homem não a acha gorda, se achasse, ou estivesse preocupado com isso, não lhe comprava coisas assim, certo? certo.
gosto disto.
Grande parte dos homens divorciados quando resolvem abrir a boquinha para falar da ex mulher retratam-na como uma doente mental e nunca é nada de leve, tipo uma depressãozinha, não, a coisa é sempre a pegar no pesado, ele vai de dizer que foram muito infelizes porque casaram com uma bipolar, que tinha sonhos estranhos e depois o acusava do que ele não tinha feito, baseada nos sonhos, ele foi casado com uma pirómana, ele foi com uma esquizofrénica, enfim, tudo ali na base Sharon Stone em Basic Instinct. Eu sei que a Sharon é o sonho de alguns homens, muitos, mas daí até passarem aquilo para a vida real, vai lá vai. Estranho é que nunca os ouvi queixarem-se de terem casado com uma ninfomaníaca, vá-se lá saber porquê.
E das duas uma, ou são uns palermas que casaram com a primeira que apanharam a jeito, é que cá para mim, coisas tão graves do foro psiquiátrico não surgem assim de repente, mas está bem, e depois sim levam com elas, ou então foram eles que as enlouqueceram.
Outra hipótese é atribuírem-lhes coisas escaganifibéticas para justificarem sabe-se lá o quê e ficarem naquele papel dos coitadinhos a precisar de muito colinho, ombrinho e o que mais se lembrarem. Desconfio que sim. E quando a coisa mete pimpolhos ao barulho? Ui aí é que a tragédia é das grandes, tadinhas das crianças a serem educadas por aquela perturbada e eles são preocupação com os filhos e ai o que vai ser deles e depois querem-lhos tirar e tal e coiso, pois, pois, tão bons pais, tão cuidadosos, tão atentos, pena é que quando estavam casados muitas vezes delegavam consecutivamente toda a educação e cuidados das crianças para as malucas.
Vamos lá a ter tento na quantidade de ex mulheres completamente perturbadas, é que tantas já cheira a historinha de encantar, só isso.
A reter: As divorciadas são todas umas malucas. Os divorciados, umas vítimas.
________________________________________
Disclaimer: falo de um grupo dentro de um grupo de divorciados, não se trata de um comportamento linear, mal de nós, mas que se verifica com frequência suficiente, pelo menos, a que me faz já achar que é coincidência a mais. Há divorciados bons pais? Sim há. Há divorciados que se dão bem com as ex mulheres? Claro que sim.

Tenho a sorte de ter um homem que gosta de ir comigo às compras, que não é daqueles que acha a nobre actividade um frete, que se mostra entediado e a fazer o maior favor dos mundos. Ele gosta e eu gosto que ele goste. Ele participa sem opinar demais, mas sem se mostrar ausente. E gosta de comprar comigo o que vamos oferecer em comum. Podia perfeitamente delega-lo em mim, eu podia tratar de tudo durante a semana, tenho mais tempo, mas guardamos para o inferno do que é tratar disto nesta altura do ano, os fins-de-semana, e eu nunca iria a um fim-de-semana, mas com ele vou e não é assim tão mau.
Ele gosta de participar na escolha das cores das paredes e ajuda-me a insistir que o bordeaux daquela parede da cozinha tem que ser exactamente igual ao do verniz que tenho naquele dia, apesar de não perceber nada de vernizes.
E nas minhas indecisões, se compro isto ou aquilo para mim, ele acha sempre que vale muito a pena, sem me fazer sentir que o acha porque gosta de mim.
E entramos em mil lojas para arrebanhar catálogos daquilo que queremos comprar para a nova casa, em alguns casos só para sonhar, noutros para planificar e decidir. E sonhamos sem penas de muitas coisas não o serem possíveis para já.
Ele sabe a medida certa para tudo, porque está nele e não se forçou para isso, porque temos um projecto para a vida, porque gostamos da vida que temos e dos anos que nos esperam.
Haverá mais homens assim? Claro que sim, mas este é o que eu adoro.
Os homens sabem sair sem voltar a cabeça para trás. E não o fazem por orgulho, mas apenas por perceberem quando um fim chegou e que quando as bocas já estão mudas de palavras, de nada adianta escarafunchar na ausência. Algumas mulheres também o sabem, mas lamentavelmente não é essa a regra. Com eles quase nunca há cenas lamentáveis de abandono, cobranças e mão na anca. Quase todos, exceptuando os bambis, claro está, mas os bambis nós não respeitamos. E eu gosto de homens assim, pelo menos fico-lhes com admiração e se uma relação chega ao fim não é sinónimo de mediocridade. Se poderemos ficar amigos? Por vezes podemos, mas se não ficarmos, pelo menos resta o respeito. E o respeito também passa por ficar com a imagem daquele por quem um dia nos apaixonámos. É que, nós mulheres, só amamos aquele que admiramos e só admiramos aquele que respeitamos.
São bastante menos faladores do que as mulheres. É verdade. O que não faz deles umas múmias silenciosas, mas apenas bons conversadores. Também os há muito faladeiros, mas são a excepção, enquanto que entre nós, conheço espécimes de mandar qualquer cérebro para a picadora.
Uma barba bem feita.
E para não se dizer, sei lá eu onde, que não penso no bem-estar, cuidados e que tais dos meninos, pois que estive a mirar a Philips SensoTouch 3D, acabada de lançar e a primeira máquina de barbear eléctrica no mercado que pode ser usada com espuma, gel de barbear ou da forma tradicional, barbear a seco.
Para além da melhor tecnologia, a nova SensoTouch 3D tem um design exclusivo que facilita a sua utilização, permitindo um melhor controlo da máquina e conferindo uma maior precisão com a pega fácil de segurar e formato ergonómico. A SensoTouch 3D inclui ainda controlos tácteis e um visor de leitura avançada, permitindo-lhe visualizar o tempo de barbear disponível, os indicadores de carga e limpeza.
A gama SensoTouch 3D vem equipada com um sistema que limpa, lubrifica e carrega a bateria após cada utilização proporcionando assim um barbear ainda mais cómodo, todos os dias.
Principais características da nova máquina de barbear SensoTouch 3D
As inovações tecnológicas incorporadas garantem uma experiência de barbear única. São várias as características comuns à nova gama SensoTouch 3D, disponível em quatro modelos diferentes.
Agora acabaram-se as desculpas para não fazer a barba na base da rapidez, certo?

gosto que não percebas nada de vernizes. nem sequer para que servem aqueles frascos. gosto que os boiões de cremes de dia sejam um mundo que faz parte de mim, mas que nada te diz. e os de noite também. e os frascos e tubos de bases. anti-olheiras. iluminadores. seruns e esfoliações. e as caixas de terracota. blush. sombras e pós. também. gosto que percebas que eu não posso ter só um perfume. nem só um champô. e condicionador. e gel de duche. gosto que nunca perguntes para que servem. não sabes. gosto que gostes do que fazem por mim. gosto da tua falta de curiosidade. sem desprendimento. gosto da tua aceitação. gosto que não aches demais. porque até é. gosto que não te seja indiferente. mas sem quereres entender. é isso.

Gosto muito, quando o vejo a pôr a gravata e a dar aquelas voltas e reviravoltas todas ao pano. É assim a modos que muito sexy.
(Meus amigos, se imaginassem o poder do número da grava, passavam a vida a fazê-lo à nossa frente, é que é coisinha para nos deixar a modos que afáveis, se não a todas, a uma amostra bastante considerável).
Ainda gostava de perceber porque é que nos blogs de moda masculina, ou com fotos de homens, maioritariamente só aparecem outfitezinhos de calças muito justas e curtas, ou a precisar de bainhas de tão excessivamente compridas, com blazers curtos e ténis, ou sapatos de atacadores. Também há a variante para calções, lenço no bolso superior do blazer, gravata descaída, em camisas com a fralda parcialmente por cima das calças, ou t-shirt e montes de anéis nos dedos, brincos e cabelos empastados em gel no modo despenteado. Normalmente seguram uma pasta de capas flexíveis e apresentam-se de cabeça semi baixa, pudera um homem normal só se pode envergonhar de tamanhas figuras, mas isto sou eu que não os encontro em parte alguma, talvez no BA, mas não na Avenida, Castilho e assins.
E que tal moda normal, para homens normais, não há, hein? É que eu cá gosto de lavar as vistas e isto assim não reúne condições.

Admiro muito a fidelidade nos homens, não falo da fidelidade matrimonial, essa também admiro, mas ainda gosto mais daquela que têm aos amigos. Nós mulheres poderemos ser muito amigas, falar-nos quase diariamente, ajudar e tudo isso, mas a verdade é que à menor coisa, muitas vezes se abala uma amizade e nunca deixaremos de ser umas cabras umas com as outras. Eles não. Se são amigos, são-no para o resto da vida e com coerência, fidelidade e clareza. Gosto disto.

Parece que os homens não nos gostam magras e escanzeladas, vá, anorécticas, acham-nos umas doentes. Eu cá também acho, convém-me, até porque de magra nada tenho e assim sendo, mantenho a minha auto estima em valores muito bonzinhos. Também parece que lhes é indiferente o tamanho do rabo, ou dos peitos, para eles só conta se são bem feitos. Portanto, poderemos ter um pacote descomunal e umas peitaças microscópicas, ou umas peitocas grandalhonas e um rabo inexistente, desde que sejam bem feitos, está tudo bem. Será? É que aqui já duvido um bocadinho, mas está bem. Muito importante é a existência de ancas, eles gostam de ancas e transmitem-lhes qualquer coisa, como de boa parideira. Acho muito bem. Depois, gostam de pernas, desde que não sejam uns garfos e se forem bem torneadas, melhor ainda, e também gostam de pés. Mas há duas coisas de que não gostam, braços flácidos e vozes esganiçadas. Também são meninos para gostarem de um belo sorriso e até os há que afirmam já se terem apaixonado só pelo sorriso. Ainda como bónus, poderão gostar de uma cintura demarcada (aqui já me lixei), umas mãos bem cuidadas e cabelos compridos.
Tudo espremido, eles quando olham para nós vêem um conjunto, que lhes poderá ser aprazível, ou não. Nós, quando olhamos para outra mulher, vemos a questão estética e de proporções e resumimos-nos ao conceito de elegância, ou seja, um rabo grande com umas mamocas pequenas, será sempre deselegante, para eles, se forem bem feitinhos, poderão ser atraentes. Por isso é que quando engordamos uma cagagésima de quilo, atiramos-nos para vales de desespero, enquanto que para eles poderá significar apenas mais umas carninhas onde agarrar.
Portanto parece que enquanto nós andamos a desesperar em dietas assassinas, para eles está tudo bem e os nossos conceitos de magreza, elegância e assins, são absolutamente diametrais.
Isto é tudo verdade, hein? Ou é só parte? Opinai, meus amigos, opinai, a ver se deixamos de andar às cegas e com ideias estranhas de dietas e que tais.

A atrapalhação que mostram, de quem não sabe o que fazer, quando algumas de nós dão soltura às lágrimas, é muito sexy.

Nunca fazem dieta e se a estão a fazer não o vocalizam em repastos e a cada sobremesa "ai que não posso, se não dou cabo da dieta", "ai que me vai tudo para o rabo", até porque não lhes ficava nada bem.
(eu digo, mas sou mulher. nada a fazer)

Pois é, mais uma rubrica, desta feita para o que um dia escrevi e voltaria a repetir ad nauseam, porque eu só escrevo o que penso em determinado dia e muitas vezes, dá-me para firmar ideias, ah pois é.
(texto de 21 de Maio de 2009)

Se pensarmos que o mundo assenta em entidades delicadas como as mensagens do ADN e os impulsos nervosos, podemos facilmente perceber porque é que a delicadeza é uma regra fundamental para o bom entendimento sexual. A verdadeira delicadeza não se expressa num ramo de flores oportuno ou numa lista de elogios certeiros, não se define em gestos isolados; faz parte de um modo de ser e estar, infelizmente pouco comum entre os homens.
Na sociedade latina, um homem delicado é visto como fraco, frouxo, banana com olhos, ou, em visões ainda mais atrofiadas, como alguém com potencial para gostar do mesmo sexo. Um homem não chora, tem de saber jogar à bola, beber cerveja e andar à pancada, um homem que se preze tem de ser duro, macho, dominante ou dominador. São mitos como estes que dão cabo dos homens, obrigando-os desde pequenos a engolir lágrimas e a transformar em raiva tristezas legítimas.
Felizmente nem todos os homens são assim. Nem todos manifestam uma natureza básica, nem todos se portam como uns idiotas perante uma mulher de formas generosas que se apresente de mini-saia e decote, nem todos correm atrás de tudo o que mexe, nem todos precisam de programas só de homens ou de seguir rituais selvagens para sentirem a sua identidade masculina preservada.
A delicadeza na cama quando praticada com fé e convicção pode operar milagres numa mulher. É o oposto dos violentos filmes carnais dos engates fáceis com ou sem preço de tabela, ou dos encontrões ao fim da noite. Sem delicadeza não há magia, e sem magia, para a maior parte das mulheres, não há prazer.
Seria bom que os homens pudessem ouvir as conversas que as mulheres têm entre si sobre o que gostam mais e o que gostam menos na performance masculina e aprender alguma coisa que lhes possa ser útil no futuro. A falta de irmãs sinceras ou amigas cúmplices, uma solução prática passa por adquirir duas ou três séries de Sexo e a Cidade e visionar as vezes que forem necessárias até interiorizar meia dúzia de coisas, como, por exemplo: nenhuma mulher gosta de beijos que a façam sentir que está sentada na cadeira do higienista, nenhuma mulher troca uma boa sessão de sexo oral por uma cavalgada monótona, nenhuma mulher se entusiasma com homens que falam demasiado na cama e nenhuma mulher aguenta uma anatomia exagerada, apesar das possíveis invejas de balneário.
Os homens que gastam mais tempo com os amigos em exercícios de vaidade, vangloriando-se dos seus feitos carnais, do que a tentar perceber, de facto, do que é que elas gostam têm geralmente o que merecem: mulheres avençadas e desocupadas que vão procurar nos braços de seres menos básicos a atenção, carinho e cuidado de que tanto carecem. David também venceu Golias e não foi pela força bruta.
(MRP, Onde Reside o Amor)

Gosto da sobriedade dos homens, porque me mostra contenção. E nesta contenção leio-lhes confiança. É sobejamente mais fácil encontrar mulheres que caem em cenas de mão na anca, gritarias, choros histéricos e outras cenas lamentáveis, do que homens. E eu gosto-lhes disso.

Giro que se farta, com pinta e ainda veste bem como tudo. E porque é o homem da semana e o que é nacional é bom, Ah pois é.

Existe um tipo de homens que me faz alguma confusão, os subservientes, que eu tenho para mim que aquela subserviência é muita fominha, mas está bem. E ao contrário do que se possa pensar, eles andam aí, ai andam, andam. Os subservientes são uma espécie que precisaria de uns shots na auto-estima e deixar-se de salamaleques, é que nós mulheres não gostamos nadinha do género.
Já me apareceram uns tantos pela frente e a coisa torna-se constrangedora. Eles correm abrir-me a porta do carro; eles riem-se segundos a mais das minhas piadas, pronto, eu sei que tenho alguma gracinha, mas não é assim tanta que justifique uma avalanche de gargalhadas, é que às tantas ainda estão no gargalhedo e eu já estou à espera que aquilo lhes passe, tipo gargalhadas descoordenadas numa sitcom de gosto duvidoso; eles é a concordarem com todas as barbaridades que bolço; eles é a lamberem o chão que piso. Uma canseira.
A sério, nós não gostamos de muitos salamaleques, muito excesso de educação Queirosiana, muita concordância, muito de muito. Principalmente quando o muito revela anulação. Gostamos que nos dêem alguma luta, que tenham pontos de vista próprios, ideias, e os saibam defender. Gostamos que nos dêem passagem nas entradas, que até nos ofereçam umas flores, mas não sempre que nos vêem. Gostamos de atenção, mas sem sermos o centro do vosso planeta.
Nós sabemos muito bem o que queremos e não queremos nunca que para nos agradarem se tornem o nosso aio, porque dos homens só queremos que sejam homens, com coluna vertebral e cérebro.

A admiração que podem suscitar, pois é, nós mulheres, só amamos o homem a quem admiramos e só admiramos aquele que é e nos faz sentir especiais.

Eu sei que toda a gente os lê e eu não fujo à regra.
O que eu gosto do que este menino, este e mais este escrevem, não há registo, pois é, numa blogo maioritariamente feminina, pelo menos a minha, a que leio, desconfio que há mesmo muito mais blogs escritos por mulheres, do que por homens.
Gosto-lhes do humor, da forma racional e objectiva com que abordam muitos assuntos, da mais informal, até à completamente ao acaso. Afinal há homens que sabem escrever sobre homens e sobre as mulheres, sobre generalidades e temas mais polémicos e com muita piada.
Eu bem digo que os homens não são todos iguais, mal de nós, seria o fim da espécie, mas teimam em não acreditar nesta vossa amiga. Ora ides espreitar, ides, e constatar que estou coberta de razão, como sempre, claro está.
E os homens que escrevem bem são muito sexys, ah pois é.


Nós, mulheres, carregamos os sacos, as compras, a casa, as crianças, as estrias, a celulite e a barriga durante nove meses. Por isso, gostamos tanto, quando ele nos diz, deixa estar, eu levo.

Quando entram no nosso cabeleireiro, não nos esforçamos para que se sintam bem vindos. E aos nossos olhares inquisidores, temos o vosso ar constrangido, pois é. A verdade é que não gostamos que nos vejam de pratas na cabeça, turbantes, rolos e quejandos, por isso, e mesmo que nada tenham a ver connosco, não os queremos por lá, mas tudo espremido, até achamos piada ao vosso ar pouco à vontade no nosso universo exclusivamente feminino.

Tenho para mim que os surfistas e os criadores de cavalos não são homens com quem se case, ou que se aturem assim num longo relacionamento. E o que me leva a tirar tão brilhante conclusão, hein? Privar de muito perto com ambas as espécies. Se os primeiros devem um bocado aos neurónios, eu cá atribuo-o ao tempo que levam no mar a levar chapadas das ondas, pronto, aquilo tira-lhes a esperteza, ficam com corpinhos jeitosos, pois sim e andam bronzeados todo o ano (na cara, pescoço e mãos), mas é muito difícil ter uma conversa de jeito com eles, que vá para além de tubos, marés e wax. Geralmente são muito adolescentes, mesmo que já tenham 30 ou 40 anos, o que em doses moderadas, poderá ter a sua piada, em excesso poderemos ficar iguais a eles, ou entediadas.
Já os criadores, não sei se será o constante cheiro a bosta bovina e equina, ou se é a consanguinidade e aquela mania de casarem primos com primos, que os põe meios apardalados e contra mim falo, pois é, na minha família também há disso, ninguém é perfeito, mas desconfio mais que são os vapores do gado.
É tudo uma questão de motivações, eu ligo mais ao cérebro dos homens, nada a fazer. Até pode ser giro que sei lá, não tem conversa, nem interesses, nem objectivos e a coisa morre na praia. Se bem que me poupo a cinzentismos exageradamente intelectualoides e maçadores. Ali no meio termo é que a coisa está bem.

Homens do burgo, homens deste nosso Portugal e homens de toda a esfera onde se fala a amada língua de Camões, atentem no que esta vossa amiga vos tem a dizer, não perguntem nunca a uma mulher que está de rabo de cavalo, se foi ao cabeleireiro. Nós não vamos ao cabeleireiro, para nos amarrarem o cabelo, isso fazemos nós na boinha em casa. Nós vamos ao cabeleireiro para nos fazerem coisas ao cabelo, que não somos capazes de fazer sozinhas. Quando amarramos o cabelo é porque:
1. Está sujo e não tivemos tempo de o lavar.
2. Está a chover e ele tomou vida própria, vida essa que não queremos, nem lhe admitimos.
3. Vamos executar tarefas, que nos pedem para não estarmos com os cabelos na cara, tais como praticar desporto, cuidar das crianças, cozinhar, etecetra.
4. Estamos na praia e queremos bronzear as costas e o pescoço.
5. Nenhuma das anteriores, mas apetece-nos.
Mas, NUNCA VAMOS AO CABELEIREIRO PARA NOS AMARRAREM O CABELO, está bem?
(e nós não nos importamos, a sério que não, até vos achamos piada)

Ah e tal, eu sou tão gira e visto-me tão bem, não sei o que os homens têm na cabeça que as relações comigo não resultam.
Pois é. Não basta ser gira, apelativa e agradável ao olhar, é preciso também uma coisa chamada atitude. É que auto-estima trabalhada em exercícios de solidão à frente de espelhos, não é nada que valha a alguém, por isso é que as há feias e com sucesso nas relações, e as belas solteironas, que até têm um relacionamento, ou outro, mas sempre coisa de pouca dura.
Muitas mulheres no início de uma relação tendem a anular-se, a adaptar os seus gostos aos dele, ou até a representarem um papel que em nada corresponde aquilo que são. Geralmente estas mulheres não conseguem manter uma relação, porque são demasiado queridinhas.
As queridinhas são aquelas que não têm uma vida e gostos próprios, são as que passam a fazer só aquilo de que ele gosta, porque se querem mostrar a mulher dos sonhos dele e a alma gémea. São as que se entregam, sem ele sequer precisar de investir na relação. Se ele gosta de futebol, o que não é nada difícil, elas mesmo que não gostem, passam a gostar, nem que interiormente estejam a passar a maior das secas. E quem diz futebol, diz caça, mergulho e tantas outras coisas. As queridinhas também esperam que ele telefone em vez de irem fazer qualquer coisa interessante e quando ele telefona, quase sempre entram na cobrança do ficaste de ligar às x horas, já estava preocupada. Nenhum homem gosta de cobranças e ainda menos da mensagem cerebral estou aqui à tua disposição, não sei fazer nada sem ti. Depois fazem umas tantas coisinhas, que em nada abonam na mensagem que já estão a transmitir, a que ele as controla a seu belo prazer, vão ter com ele sempre que ele assim o quer, sejam que horas forem e, a cereja no topo do bolo, é quererem saber tudo sobre as ex namoradas. Erro. As ex namoradas não nos interessam, se são ex, por alguma coisa o são e mesmo que tenham sido elas a acabar, a nós isso não nos interessa, nada nos acrescenta e é um tédio de conversa. Como também não devemos estar sempre disponíveis, isto só lhes berra total dependência e falta de interesses próprios, e se no início ainda vai, passados uns tempos o prazer dele em estar connosco diminui e é passado para segundo plano, afinal pode perfeitamente ir ter com os amigos e quando lhe apetecer, basta apitar, que lá vai a enfermeira de serviço.
Os homens gostam de mulheres que têm uma vida própria, que já a tinham quando chegaram a eles e que não vão ficar sem ela por causa deles. Gostam de mulheres seguras, com ideias e actividades próprias, e que são capazes de as conciliar com as deles, mas nunca as anular. As mulheres seguras retornam as chamadas, quando podem e nunca lhes cobram a falta, ou atraso num telefonema e quem diz telefonema, diz encontro, e-mail, etc. Não vão a correr para este ou aquele encontro, mas apenas quando o conseguem conciliar. E quanto às ex namoradas, nem querem saber delas e quando eles abordam o tema, podem ter a certeza que as vão ter entediadas. Mas nada disto é sinónimo de desinteresse, é só apenas já ter uma vida. As mulheres seguras também gostam de lhes agradar e calhando até podem preparar uma refeição ao gosto deles, mas sem excessos de velas, toalhas de linho e que tais, isso fica para mais tarde e se eles andam à procura de fadas do lar, azaruxo, não é isso que temos de provar, até porque eu cá não acredito muito nos homens que almejam uma fadinha, vulgo, uma segunda mãe, mas está bem. As mulheres seguras também sabem fazer umas coreografias com uma lingerie especial, mas não ao segundo encontro, isso fica para mais tarde. E tudo quanto poderá ter uma conotação de hiper especial, fica para mais tarde e não é por nada em especial, é só porque ele ainda não teve tempo de nos mostrar como é especial, além de que se é feito ao segundo, ou terceiro encontro, soa a desespero, ou faz isto com todos e eles também não se sentem lá muito especiais, enquanto que se só for feito passados uns tempos, mostra-lhes exactamente o contrário, que para ali chegarem, é porque são especiais, que não o fazemos com qualquer um e que estamos longe de desesperos.
E o resultado é que as mulheres seguras conseguem que ele tenha genuíno prazer em estar com elas, goste de as ir buscar e quando lhes telefonam, querem saber onde elas andam e o que fizeram, em contrapartida às queridinhas que estão disponíveis 24 sobre 24 horas e fonte de interesse, zero.
Em suma, a grande diferença entre as mulheres gueixa e as seguras, é que as primeiras excedem-se nas concessões na ânsia de agradar e os homens invariavelmente perdem-lhes o respeito como pessoas, afinal nada nelas os desafia, enquanto que com as seguras, os relacionamentos tendem para a igualdade e ninguém domina ninguém. Mas ser uma mulher segura não é sinónimo de machona, as mulheres seguras também têm fragilidades e não as escondem, sabem é geri-las e não as tornar fontes de fraqueza, carências e dependências.
E nada disto se trata de jogos de conquista, teatros e outras coisas lamentáveis, trata-se apenas de gostarmos genuinamente da própria companhia e de termos uma vida, onde ele se vai encaixar, mas sem nos anularmos. Isto é que é a verdadeira auto-estima e para esta não há espelhos que lhe valham. Sejam genuínas acima de tudo, agora se são umas verdadeiras chatas de galochas, pois, temos pena, vão-se tratar, mas não há milagres.
Claro que continuarão a existir homens que preferem as queridinhas, ou gueixas, resta saber se elas são felizes num estado permanente de submissão, ao invés de partilha e gozo, numa relação gratificante e dinâmica.
Mas isto sou eu que não percebo nada de mulheres e ainda menos de homens, nem quero.

Gosto de pessoas organizadas e arrumadas, porque normalmente estas duas qualidades, fazem-se acompanhar de gente limpinha, mas a limpeza, ou asseio, não têm de forçosamente se fazer acompanhar de organização e arrumação. Mas também gosto de pessoas desorganizadas, desde que não sejam caóticas. Como também não gosto dos obcecados pela arrumação. Bom, verdadinha que me estou nas tintas, desde que as manias de cada um, não interfiram com a minha pessoa e não me queiram subjugar e invadir aquilo a que gosto de chamar da minha liberdade, mas aqueles que nos mandam descalçar, para lhes podermos entrar em casa, deixam-me muito desconfiada, até porque eu adoro os meus sapatos e acho um desplante que alguém, em nome de taras diversas, lhe passe pela cabeça desfazer-me uma toilette super bem pensada, em que o principal é sempre o que calço. Como também me irritam, assim qualquer coisinha, os que, quando lhes batemos à porta, já nem se lembram que combinámos. Portanto, não vou à bola é com extremos.
Eu, claro está, já atingi o nirvana e ando ali no meio-termo, não sou obsessivamente arrumada, mas também não sou caótica. Chego sempre atrasada a tudo quanto combinam comigo, o meu carro é um micro mundo da bagunça que não posso manter em casa, mas nem sempre arrumo a roupa e os sapatos, também me dá para fazer pilhas de objectos, desde óculos de sol, a brincos e anéis, e deixo por meses os livros a vegetar fora das estantes e só eu percebo o meu bloco de notas e a minha agenda de contactos, a de papel. Já fui mais organizada, mas aquilo a certa altura era uma amarra e eu não gosto de coisas que me limitem de alguma forma.
E um desleixozinho, cheira-me a pinta e eu gosto de gente com pinta e ainda mais nos homens. Não acho piada a homens demasiado penteados, demasiado passados a ferro e mesmo com fato, se houver ali um je ne sais quoi, pois sim, aos muito penteadinhos, tenho-lhes ganas de enfiar as mãos nos cabelos e abandalha-los todos, é que aos meus olhos, só ficariam muito mais interessantes. Nada a fazer.

Não gosto de homens babosos e alarves, daqueles que não me fixam a cara, e os olhos nos percorrem o corpo e param onde não os queremos.
E depois há aquele, o que até (principalmente) nos sorri com olhos de cama e de que gostamos muito. A esse deixamos e queremos todos os olhares e sorrisos de que os homens são capazes de fazer.
Gosto-lhes de todos os olhares e sorrisos, quando os sabem fazer e os quero, e deixo.


≈ Também ando por lá
≈ A.
≈ Afonso, o cão de loiça e Julieta, a pessoa
≈ As Maravilhas da Maternidade
≈ Aventar
≈ B.
≈ C.
≈ D.
≈ E.
≈ F.
≈ G.
≈ J.
≈ L.
≈ Leite Condensado às Colheradas
≈ M.
≈ O.
≈ Os Anjos Voam Porque se Fazem Leves
≈ P.
≈ Paracuca
≈ R.
≈ Rititi
≈ S.
≈ T.
≈ V.
≈ ... e aqui
≈ Addicted to Style [Maria Barros]
≈ ... e por aqui
≈ AdR
≈ M&A
≈ Rio Etc.
≈ Stylista
As fotografias publicadas são da minha autoria, salvo algumas excepções.
Agradeço que me informem, caso alguma esteja protegida por copyright.
Retirá-la-ei imediatamente.