
Fui ao Imaginarium comprar balde, pá, ancinho e formas para bebé mais lindo iniciar em grande a sua época praieira. Já que lá estava, trouxe também uma toalha de praia que achei muito a propósito dos oito meses que já tem. Depois vi um centro de actividades e achei que sim.
Tenho problemas sérios com lojas de artigos para crianças. Tantos, que quando sei que será esse o destino, deixo os cartões em casa e levo em dinheiro a quantia máxima que quero gastar. Comigo resulta. É que as lojas de artigos para crianças têm-me um efeito qualquer de droga alucinogénea e uma vez lá, acho tudo útil. É tudo tão giro, tão colorido, redondo e fofo. Acho quase tudo útil para o desenvolvimento deles, desde os puzzles, aos livros, os jogos de actividades, etc, etc, etc. Assim só com uma determinada verba, sou obrigada a optar e só compro o que é mesmo necessário.
E deixei lá o trolley, porque já estava tesa e era ao balde que ia, mas está-me cá na calha, um para cada um deles. Amei aquilo com prateleiras, principalmente para rapazes que por mais que se lhes incuta qualquer coisa de arrumação, não vão lá, e sempre que estão fora dos nossos olhos, regressam-nos com as mochilas num bordel, qual cesto da roupa suja, roupa limpa misturada com suja, mesmo havendo um saco para a suja, escova de dentes enfiada nos chinelos, mesmo havendo uma bolsa para os produtos de higiene e por aí a fora.
Com esta mala, cheira-me que não haverá desculpas. Isso e não ser preciso arrumar as roupas nas gavetas dos destinos, coisa que resulta sempre em esquecimentos.
Como sou pessoa de gostar muito de férias, bandear-me para outras paragens e coisas assim igualmente amigas de evasão, descanso e vistas diferentes, e como a vida me ensinou que as crianças adoecem sempre às sextas-feiras, vésperas de feriados e se estivermos longe de casa, sem o pediatra à distância de um clique e hospitais a quilómetros, tanto pior, levo sempre comigo uma bolsa de primeiros socorros.
Primeiros socorros para eventuais desastres, constipações, otites e ataques de insectos, que os meus filhos, graças a Deus, não são flores de estufa, mas à cautela, mais vale ligar à pediatra e ter tudo de prevenção, do que ainda a somar, andarmos a procurar farmácias. É que as farmácias de destinos de férias estão sempre à cunha de gente que se escaldou ao sol, comeu ovos estragados e coisas assim e uma pessoa vai ali nas pressas de tratar uma criança e fica ali um par de horas só para ser atendida, com sorte têm tudo.
. pensos rápidos
. bétadine
. discos de algodão
. compressas esterilizadas
. anti melgas e mosquitos (roll on)
. anti melgas e mosquitos eléctrico
. anti melgas e mosquitos para o carrinho do bebé (aqui)
. pomada para aliviar eventuais picadas
. pomada de cortisona para eventuais picadas de abelhas, vespas, ou queimaduras do contacto com medusas
. mosquiteiro para as camas
. ben-u-ron
. brufen
. xarope para tosse
. soro fisiológico
. água do mar (rhinomer ou similar)
. termómetro chupeta
. termómetro normal
. bandas de temperatura (quando ainda muito pequenos dão muito jeito e escusamos de os acordar com termómetros. se assinalar temperatura, então confirmamos com o termómetro chupeta, ou o outro)
. bandas para baixar temperatura
. narhinel
. bebegel
. bucagel
. aero-om
Claro que esta lista funciona, se a coisa não meter avião, caso sim, batatas, a maior parte ou similares, terá de ser comprada no destino. E não indo para uma casa conhecida ou própria, a tralha é tanta, entre cama de viagem, carrinho de passeio, esterilizador e tal, que se levar o nebulizador não é isso que alivia, maneiras que também vai, não se vá dar uma mais grave.
Atenção que não os medico, sem antes falar com a pediatra, levo tudo comigo só para não ter que andar a procurar farmácias e ainda correr o risco de não terem, pelo menos logo que é preciso.
(as referências a medicamentos devem-se às indicações da pediatra deles, não serão os mesmos para outras crianças)

Foto: Petit Patapon
Ah é verdade, substituí os elásticos dos chapéus infantis por fitas, é que os bebés são pessoinhas que gostam de tirar o chapéu, porque sim e também gostam muito de lhes puxar o elástico que o mantém agarrado à moleirinha, porque sim, mas que acaba em desastre, é que de tanto o puxarem, para depois largar, acabam a magoar-se no pescoço, para depois gritar e chorar. O Mac Kid fazia-o. O bebé ainda não faz, mas como a genética é uma coisa potente, à cautela, fitas nos chapéus.
Outra coisa importante é o uso de panamás em vez de bonés, porque as crianças quando se perdem na praia, e não é nada que não seja frequente, mesmo debaixo de sete olhos, a tendência é para não caminharem com o sol pela frente, que os encandeia, mas sim pelas costas, se tiverem boné, como a pala faz sombra na cara, caminham em qualquer direcção e é mais difícil encontra-los. Conclusão, com panamá, se os deixarmos de ver, é procurar sempre com o sol pelas costas.

Grávidas, com crianças e/ou bebés, para rumar a areais, dá muito jeito enfiar todas as toalhas, baldes, bolas, enfim, toda a parafernália de praia, num carrinho de compras. Claro que se formos sozinhas e de bebé ao colo, temos que pensar bem no conteúdo, pois que chegando a areias, as rodas já não são lá essas coisas a rolar, mas que dá muito jeito, lá isso é verdade.
No passado Verão fiz isto, já estava muito grávida e passei tudo quanto era toalhas, uma bolsa com lanches, pás, baldes e assim para um que comprei na Area, muito florido, não deixa de ser um carrinho de compras, mas quero lá eu bem saber. Também o usei para idas às compras e logo que o mais novo saia do carrinho e deixe de ter onde enfiar os sacos, tudo quanto é resultado de raids aquisitivos, desde sapatos, roupas, livros, etc. passará a ser transportado assim. Não gosto de carregar não sei quantos sacos, mais mala, mais crianças.
E as minhas costas agradecem muito.
Para as crianças gosto muita das roupas da portuguesíssima Petit Patapon, porque com toneladas de lavagens, a verdade é que deixam de servir sempre impecáveis - as crianças têm aquela mania estranha de crescer - portanto compensam muito, Ah e tal é caro e o coiso, é um bocado, mas há formas de as conseguir por metade do preço. Normalmente aproveito os saldos do leve duas peças pelo preço de uma, os deliciosos 50%, e compro uma época antes da que vão entrar a uso, ou seja, nos saldos deste Verão, já estou a comprar para o Verão de 2012, nos de Inverno, que foram no início do ano, comprei para o próximo Inverno, and so on. E quem diz PP, diz Lanidor Kids, já para bebés, as da Naturapura, além de muito boas, não têm tingimentos.
Também gosto da Zippy nos pijamas, bodys, polos e tudo quanto é algodões, mas nas calças de bombazina para rapaz a coisa falha, ou então é o Mac kid que é muito sossegadinho e faz com que as calças fiquem todas peladas, mas está bem.
E, pronto, consegue-se ter sempre as crianças todas giras, sim senhor.
As crianças encheram balões com água e estão a bombardear o jardim. Parece-me uma actividade bastante fresca selvagem. Vou juntar-me a eles ter que os dissuadir.
Ainda sobre a praia, os maus hábitos a que se continua a assistir e quejandos, e como já o disse, o que me faz mesmo confusão é assistir a humanos a torrar ali entre o meio-dia e as quatro, ainda mais grave é ver crianças sem qualquer protecção, uma t-shirt, ou chapéu. E, sim, eu por vezes estava lá, mas à sombra, ou a chegar. Num dos dias vi um bebé com cerca de um ano a chorar e eu tenho para mim que estava era incomodado com o escaldão que tinha em cima. A sério, deveriam existir multas para pais que deixam uma criança chegar aquele estado. Com tanta informação a circular, não consigo perceber como ainda há gente que não liga a mínima aos perigos da exposição solar durante os tais horários e se não for por mais nada, que seja porque um ar escaldado é bimbo, assim como um bronzeado excessivo já não fica bem a ninguém.
Custa pôr um protector quarenta, ou cinquenta, às crianças? um chapéu e uma t-shirt? custa assim tanto? ou compromete a jorna dos papás? e quando eles são muito pequenos, não valerá a vida e o bem-estar de um filho a que abdiquemos de umas horas de praia? Eu cá acho que sim, mas isto sou eu que sou uma simplória e encaro a praia como um investimento em saúde e não como moda e fonte de problemas, se não para já, futuros.

Começam as férias das crianças e com elas os trabalhos forçados, os meus, claro está. Vou mas é para a praia, que isto de estar com crianças em casa em dias como o de hoje, só dá azo a mãe estou aborrecido, mãe o que é que vamos fazer? mãe não quero comer, mãe não tenho nada para fazer, mãe, mãe, mãe, mãeeeee! Assim ficam cansados, andam para lá a esparvoeirar entre banhos, brigas e amonas, abre-se-lhes o apetite e deixam-se de invenções nerds, Playstations e que tais. Parece-me bem.
Tenham um bom fim-de-semana, meus pequeninos, diz que amanhã estarão 38ºC e dará para atafulharmos as praias, perdermos a paciência com as filas e o vizinho praieiro, tomarmos uns banhos de mar e ganharmos umas cores giras.
O Mac Kid apresentou-me um contrato para eu assinar, no qual estabelece que, por cada favor que me faça, pagar-lhe-ei € 1.00. No final do contrato, escreveu em letra minúscula umas tantas ressalvas, nas quais, obviamente a mãe, eu, estará sempre tramada, ou seja a pagar por tudo e por tudo. Não o assinei.
Agora estamos a elaborar diversas clausulas de excepção e a definir o âmbito de favor, nos quais me corto a pagar para ele tomar banho, ter só uma hora por dia de Playstation, Nitendos e afins, e fazer os trabalhos de casa.
Tenho para mim que se esta geração mantiver estas características, num futuro a médio prazo, este país estará na posição do agiota a emprestar dinheiro aos ranhosos dos finlandeses todos.

Devo estar doente, gosto de estudar a matéria de matemática com o Mac Kid e lembrar-me de algumas coisas que nunca mais usei.
Sempre gostei qualquer coisa de matemática, não fui a típica marrona, mas safei-me bem. O que nunca me passou pela cabeça foi voltar a estudar aquelas matérias e ainda por cima gostar.
A vida dá muitas voltas, dá, dá.

Dei que a maior parte das crianças não tomam pequeno almoço. Depois percebi que nada comem a meio da manhã. Ou seja, jantam, talvez bebam um copo de leite antes de se deitar e vai de jejum até ao almoço do dia seguinte.
São estes os pais que se importam com o rendimento escolar dos filhos, ou nem por isso? É que de estômago vazio, que é como quem diz, fome, não há quem consiga pôr o cérebro a trabalhar.
Tenho para mim que não custa nada levantar dez minutos mais cedo e preparar nem que seja um copo de leite e um pão com manteiga para os filhos, vá uma taça de cereais. E não estamos a falar de famílias com dificuldades financeiras, o mais impressionante ainda é isso.
E também já nem falo nas horas de sono, que essas estão sempre em deficit.
Depois querem omeletes sem ovos. Bambis.

Se há coisinha que me põe em alerta crítico são as reuniões de pais. Fui a uma do Mac Kid e concluí que o meu filho nunca será um dos queridinhos dos professores por vias de graxa, porque a mãe, eu, que lhe tocou na rifa não sabe dar graxa.
A sério, fico sempre pasma como há pais que não percebem que se nota e se percebem, não se importam, mas aquela coisa maviosa, num excesso a propósito de tudo e de tudo, do sotora para cá, sotora para lá - amiúde vocalizado xotôra - deixa-me constrangida. Os pais que falam para uma plateia armados em engraçadinhos, a salpicar a coisa com piadinhas parvas, fazem-me sentir uma estrangeira. As historinhas dos meninos, todos sobredotados, deixam-me boquiaberta. Os interesses extra escolares relatados pelos papás das criancinhas, deixam-me nervosa. É que o Mac Kid lê muito, pratica desporto, tem uma boa cultura geral, mas eu não sou capaz de avançar com isso como uma vantagem competitiva.
E no Natal não darei prendas, como já vi em anos anteriores outros pais fazer, nunca o fiz e nunca o farei, e a minha criança sabe que os resultados que tem, apenas se devem ao que vale como aluno. Não acredito que haja professores que se deixem levar, eu não deixaria e se fosse professora recusava-as todas.
Mas que grande seca de duas horas, em que tudo espremido, resumiu-se ao estatuto do aluno, o que são faltas justificadas e injustificadas, comportamentos a ter e a não ter dentro da sala de aulas - como se fossemos nós que vamos lá estar, mas está bem - e ainda os atrasos e que os meninos têm de dormir para não estarem sonolentos nas aulas e alimentarem-se convenientemente e patatipatata.

Mac Kid: Mãeeee, que super herói gostava de ser?
Mãe: Hmmm... nenhum
Mac Kid: Não gostava de ser o Batman?
Mãe: Não me parece...
Mac Kid: Porquê?
Mãe: Porque gosto de ser quem sou e o que faria eu como Batman?
Mac Kid: Salvava o mundo e tinha muitas engenhocas, um boomerang e carros especiais.
Mãe: Mas ele é homem, eu sou mulher.
Mac Kid: Então podia ser a Wonder Woman!
Mãe: Não me parece.
Mac Kid: Não gosta das roupas dela, é isso?
Mãe: É isso mesmo.

A marcar material escolar e livros e material de desenho, ups moderniza-te Mac Maria, Educação Visual e Tecnológica, e equipamento de ginástica, atina, mulher, agora é Educação Física, e a tentar agrupar mais do que uma disciplina por dossier, é que não as querem todas no mesmo dossier e ai que pesa e que ele há disciplinas que vão ter mais conteúdos e agora alucina lá um bocado a fazer não sei quantas combinações até atingires o nirvana e conseguires dividir disciplinas por dois dossiers de maneira a que coincidam no horário e no mesmo dia essas e só essas disciplinas em cada dossier e coiso e coiso e já estou farta disto até à raiz dos meus cabelos loiros.

Depois das perfumarias, segui para a Sport Zone, decidida a adquirir uma mochila para o Mac Kid por apenas € 5.00, mas já lá, concluí que as tais que eles anunciam não lhes cabem os livros, mais ténis, mais estojo de lápis e lanche e tal, maneiras que acabei numa com compartimentos para tudo e muito gira e cara, mas leve e com protecções almofadadas para as costas.
Eu não sei como fazem as famílias deste país, mas eu cá não páro de pensar nisso, é que em livros, e ainda só comprei para três disciplinas (os das outras só se compram quando começarem as aulas e os professores nos comunicarem), a mochila, o estojo e as capas da AMI, e já lá vão € 171.12. Ah também comprei o equipamento de ginástica, mas como foi na altura da matrícula, já não me lembro quanto custou.
Ora ainda falta o resto dos livros, material escolar, material de Educação Musical e sapatilhas.
(atempadamente porei aqui o custo total da coisa)

A Operação Nariz Vermelho promove todas as semanas as visitas dos Doutores Palhaços às enfermarias pediátricas de onze hospitais do país, com o principal intuito de transformar momentos, tornando mais alegres as vivências das crianças e dos seus familiares no hospital.
E quem já não ouviu falar deles? Pois é, mas que aqueles bocadinhos em que estão nas enfermarias e quartos são muito bons, é verdade, nem que seja por breves minutos, tantas crianças, voltam a ser crianças, quando as dores, operações, tratamentos e internamentos, lhes roubaram o tempo para brincar.

Por sugestão da Jonasnuts, e como também não sou amiga da tarefa de forrar livros escolares com papel autocolante transparente, fui à FNAC encomendar o Kit Salva-Livros da AMI.
Ao que parece são mais as encomendas do que o stock existente nos pontos de venda, como tal e para quem quiser, convém encomendar. As minhas estarão na minha pertença só para a semana e a tarefinha de forrar os livros do Mac Kid vai ser um enorme prazer, além de estarmos a ajudar a AMI, ah pois é.
Ah e trato o gato por você, mas isto é um mundo onde se tratam friamente as pessoas e os animais, e se marcam devidamente as régias distancias, claro está.

Algumas pessoas pensam que os que tratam os filhos por você, o fazem por snobeira e/ou para manter as distancias (!!??), sim, já o ouvi e acredito que muitos o façam precisamente por isso, mas não sei em que planeta vivem os que o fazem por estes motivos e também os que julgam assim todos os que tratam os filhos por você.
É que por acaso trato assim o Mac Kid, não com um você isto e aquilo, você quer sopa, ou um, você vai dormir, mas de uma forma natural, quer sopa, agora vai dormir. Para quem não sabe, adjectivar a criança de você é bem pior do que trata-la por tu, nestes casos mais vale passar ao tu e deixar de floreados.
Quando ele nasceu e também por hábitos familiares, achei que era uma forma mais carinhosa, depois foi ficando e também para ele aprender a tratar os adultos assim. Não gosto nada de ouvir crianças a tratar tu cá, tu lá, todos os adultos que os rodeiam, desde a educadora, aos pais, avós, tios, etecectera e que se tratem lá entre eles, acho muito bem, é natural, eu também trato assim os meus amigos, mas os meus pais e família de gerações anteriores, não, e nunca me fez mal nenhum e nunca senti as tais distâncias. E também pelas empregadas, pois é, não gosto nada que o tratem por tu, é a vida.
Ridículo mesmo é ouvir os pais a tratar o pimpolho por você e as crianças os papás por tu, ah pois é.
Como em tudo, o que é natural e enraizado não choca, tudo quanto é esforço, cheira a teatros de gente que quer armar ao pingarelho, mas que copiou erradamente o conceito, vá, fizeram uma péssima contrafacção.

Gosto muito do meu filho, sem qualquer dúvida, mas ele há dias em que dava por começadas as aulas. Já não há actividades que cheguem, idas ao cinema e tudo quanto envolve o mundo infantil. Gosto qualquer coisa do universo liliputiano, mas em doses moderadas, é que muito do mesmo faz-me agonizar pelo meu globo adulto.
Ninguém é perfeito.
Comemoraram-se os anos do Mac Kid na praia e ele adorou, nós também, eu ainda mais, aquele bolo de brigadeiro fez-me cá as vontades chocolateiras. Depois de anos a estoirar-me a inventar mega festas, afinal era tão simples, esta foi a festa de que ele gostou mais. Não foram precisos sítios xpto, com diversões escaganifobéticas, animadoras enjoadas e chapelinhos pirosos nas cabeças, bastou um bolo, a praia e alguns amigos dele. Afinal nem todas as crianças nascidas em Agosto são azaradas porque foi tudo de férias, bom, ele não é porque estávamos com amigos, pais de também amigos dele.
Sou mulher para num futuro lhe atirar com um lū‘au. Gosto disto.

Educar é uma tarefa. Não a considero difícil, nem fácil. Tem aspectos fáceis e outros menos fáceis, mas se usarmos a cabeça e principalmente o coração, talvez se encontre um bom equilíbrio. Nem me vou alongar nas lutas diárias de gestão dos sins e nãos, que nos vemos obrigados a dizer aos filhos, nas outras, para conseguir que encaixem as rotinas, ainda as outras, para darmos assistência de qualidade e não os deixar ser educados pela Playstation.
As crianças perguntam muito, sobre tudo, sobre todos e depois, ainda surgem os porquês à melhor explicação que nos foi possível dar e quando nós pensamos que já está, não, ainda vem a conclusão infantil acompanhada de mais outro porquê.
Para mim, uma das questões mais difíceis de gerir foi a das perdas, a morte. Muito antes de aparecerem na nossa vida, já me fazia perguntas. Não gosto do assunto e falar sobre o tema não havendo motivo, a não ser a curiosidade infantil, não me deixava à vontade.
Já mais tarde e quando aconteceu, fiquei dividida entre o educar num super mundo e provavelmente cair na falta de sensibilidade, ou na verdade, tendo sempre em conta a idade, porque as crianças também ficam tristes e precisam de saber que é normal. Não é normal estar sempre triste, mas é normal sofrer perante uma perda, mas também não prolongar o sofrimento para além do saudável. Não fiz grandes discursos, para não avançar para terrenos em que ele nem iria pensar e questionar, mas respondi sempre ao que ele queria saber. E também não fantasiei coisas do género, que o pai se iria transformar numa estrela e que quando olhasse para o céu, lá estaria ele. Estas fantasias piedosas em nada os ajudam e claro que seguir-se-ia a questão de qual estrela, já para não pensar que alguém, ou eu, algum dia, lhe diria da minha inverdade. Não era solução e parece que correu bem.
Não tenho a fórmula correcta, depende das crianças, da idade com que estão, das vivências, do meio familiar e de tantos factores, a minha foi só a que o coração me ditou e até agora, por vezes, vejo-o ficar triste, consolo-o, conversamos e respondo às perguntas.
O futuro o dirá. Para já, é uma criança bastante feliz.

Fui com o Mac Kid visionar o Shrek Forever After, numa eloquente tradução Shrek Para Sempre. Adorei. Ide ver, ide, com, ou sem, os vossos pequeninos. As boas notícias é que os Cinemas City mudaram as gafas para 3D, já não são aquelas coisas feiosas e desconfortáveis. E como todas as condições estavam bem montadas e cá ao meu gosto, presenteei-me com um vestido e um biquíni, que me estavam a fazer muita falta. Gosto disto.


≈ Também ando por lá
≈ A.
≈ Afonso, o cão de loiça e Julieta, a pessoa
≈ As Maravilhas da Maternidade
≈ Aventar
≈ B.
≈ C.
≈ D.
≈ E.
≈ F.
≈ G.
≈ J.
≈ L.
≈ Leite Condensado às Colheradas
≈ M.
≈ O.
≈ Os Anjos Voam Porque se Fazem Leves
≈ P.
≈ Paracuca
≈ R.
≈ Rititi
≈ S.
≈ T.
≈ V.
≈ ... e aqui
≈ Addicted to Style [Maria Barros]
≈ ... e por aqui
≈ AdR
≈ M&A
≈ Rio Etc.
≈ Stylista
As fotografias publicadas são da minha autoria, salvo algumas excepções.
Agradeço que me informem, caso alguma esteja protegida por copyright.
Retirá-la-ei imediatamente.