Quinta-feira, 15 de Julho de 2010

25 - JÁ FUI FELIZ AQUI

 

 

 

 

 

Quando era uma adolescente inconsequente, adorava a Ana Obregón, ninguém é perfeito, e os meus ícones eram diametrais aos de hoje, após formatações, educações e quejandos, mas eram estes, enfim. Gostava-lhe das roupas, do estilo, da cara e do cabelo, e queria muito um dia vir  a ser como ela. Agora estou com os anos que ela tinha na altura. Ontem, enquanto a pedicura me repintalgava as unhas dos pés, peguei numa Hola, iola para o povo, e dei com a minha adorada Ana Obregón, carregada de plásticas, botox's e enchimentos. Há mulheres que envelhecem mal, as das plásticas, envelhecem extremamente mal, por estas e por outras, é que nunca deixarei que uma agulha, bisturis e que outros toquem na minha pessoa. Então quando lhes dá para o enchimento de lábios, a coisa assume contornos de sinistro, a mim parecem-me bonecas insufláveis, daquelas para sexo escaganifobético.

 

 

Sim, vou envelhecer, mas com o que tenho hoje e nada me convence a esticar daqui, tirar dali, encher acolá, vejo casos a mais para o meu gosto, em que as tentativas de voltar a ser o que se foi aos 20's, 30's e 40's, são um perfeito desastre. Além de que tenho miaufas para lá de histéricas de tudo quanto sejam metais para me cortarem, agulhas para me picarem e coisas assim.

 

© Mac às 13:15
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Sexta-feira, 9 de Abril de 2010

23 - JÁ FUI FELIZ AQUI

 

 

 

Aos dezasseis anos tive este Walkman da Sony, directamente de Londres para estes ouvidos, pois é, por cá nos anos 80 não havia nada de jeito, até os bons LP’s eram importados e com direito a torrar uma mesada inteira só para ter um, por estas e por outras é que, como entidade parental, não me fazia os aumentos dignos da minha condição adolescente, vendi muita fita do Bonfim, muito brinco e triquitanas várias, para conseguir um rendimento que me pagasse as Coca-Colas, cigarros, trapos não autorizados e coisas assim.

 

O Walkman estava para a música analógica, como o i-Pod para a era digital, mas ambos com o mesmo objectivo, o de ouvir música. Funcionava a pilhas e punha-se lá uma K7 previamente gravada e desconfio que ouvi ali muito mais música, do que no actual i-Pod, desde Devo, a Lou Reed, Clash,  Dexys Midnight Runners, Rolling Stones, Pink Floyd, Rod Stewart, Ramones, Depeche Mode, Supertramp, etecetraetecetra, ouviu-se de tudo quanto era do melhor dos icónicos anos 80 e muitas delas acabadinhas de sair cá para fora, as tais que ainda hoje fazem dançar muito boa gente, euzinha incluída.

 

 

I Love Rock and Roll (Joan Jett)

© Mac às 19:30
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Terça-feira, 9 de Março de 2010

21 - JÁ FUI FELIZ AQUI

 

 

O Fidji foi a primeira eau de toilette que usei e não estou com francesismos descabidos, pois não estou, só não lhe posso chamar perfume (parfum) porque é outra coisa completamente diferente, e água de colónia (eau de cologne) também não, porque é outra.  

 
Adiante.
 

Até lá besuntei-me do permitido Johnson Baby (ninguém merece) e quando me fartei de cheirar a bebé, reivindiquei uma fragrância que se compadecesse com o meu já muito estatuto adulto, os meus dezasseis anos. Pois então, se até já namorava à séria e fazia um risco preto nos olhos, porque obra do demo haveria de emanar cheiros infantis, hein? Foi-me então concedido o Fidji, a minha grande conquista e que me fez sentir uma mulher. A seguir só me faltou livrar-me das idas ao pediatra (ninguém merece de todo), mas isso só conquistei já com dezoito anos, pois foi. Mas, pronto, sobreviveu-se.

 

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E já agora para não se dizer para aí (sei lá eu onde, mas que ficou bem escrever isto, ficou) que este espaço não tem fins muito culturais, é assim:

 

. Extrait ou parfum (perfume): Possui uma concentração de essência (óleos essenciais) em torno de 15% a 20% - álcool 96%. Duração na pele: 12 a 20 horas e é caríssimo e vendido em frasquinhos minúsculos!

. Eau de parfum ou  parfum de toilette: A base perfumada é ligeiramente modificada e a sua concentração situa-se entre 10 e 15% de óleos essenciais. Duração na pele: 6 a 8 horas e não é lá essas pechinchas.

. Eau de toilette: A base perfumada é modificada para ressaltar as notas frescas e sua concentração pode variar de 5 a 10%. Duração na pele: 4 a 6 horas.

. Eau de cologne (água de colónia): Neste caso, a concentração é de 3 a 5%. A base perfumada é simplificada, o que dá uma sensação de maior frescura. Duração na pele: Muito pouca. Ideal após o banho.

Ou seja, o que muda são as concentrações. O perfume é o mais concentrado e a água de colónia a menos. E quando dizemos que estamos a usar o perfume tal e coiso, peta, não é perfume que estamos a usar, o que estamos a usar mesmo, é uma eau de toilette.

 

© Mac às 09:30
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Sexta-feira, 27 de Novembro de 2009

16 - JÁ FUI FELIZ AQUI

Heidi Klum

 

 

 

 

Fui almoçar à Baixa. Como cheguei cedo, aproveitei e passei na Luvaria Ulisses, adoro ir ao mundo das luvas, indiscutivelmente que são imbatíveis, naquela micro loja em que apenas cabem duas clientes e com esforço, mas que nos enche de rituais muito saborosos. A experiência dos empregados, faz com que num rápido olhar para as nossas mãos, acertem à primeira no nosso tamanho de luva. Depois abrem a luva com um instrumento próprio, borrifam-na de pó de talco e calça à primeira, impecável, sem excesso de luva, nem aperto e como uma segunda pele, macias e lindas, como só lá se fazem.
Depois passei na da Rua da Vitória e tive saudades dos Porfírios, que já não estão lá. A Baixa tem este efeito em mim, saudades do que já não existe.
Atravessei a minha adolescência em parte dos icónicos anos 80. Na época as Zara’s, Mago’s e H&M’s da vida não existiam em Portugal. Pouco ou nada de jeito havia para nos vestirmos, a tal ponto que quanto a jeans só tínhamos a Lois, se queríamos Levi’s ou Wrangler, apenas as conseguíamos nas viagens. No Liceu Francês não tínhamos aulas às quartas feiras à tarde, ainda é assim, portanto aproveitávamos para ir às compras e íamos à Baixa, não havia grande variedade e as tardes terminavam na Benard ou na Caravela, em lanches de batidos de fruta ou chocolate quente, scones e bolos deliciosos.
A grande Meca da moda eram os Porfírios, uma loja que já fechou em 2001 e que era especializada em vestuário jovem, copiado directamente de Carnaby St,em Londres, e outros centros de moda mais em voga. Além de ter coisas muito giras, era tudo baratíssimo, porque os donos se limitavam a importar ideias e não as roupas propriamente ditas, as quais eram de fabrico nacional.
A loja tinha duas entradas, escadas em caracol, luzes psicadélicas, música da época, passagens muito estreitas que iam dar às salas onde estavam os jeans, camisas, blusões estampados, as obrigatórias (micro) mini saias, bijutaria, cintos,  carteiras, bolsas, isqueiros e posters.
Além dos Porfírios tínhamos a Tara, a Migacho e a Maçã da Ana Salasar, para conseguirmos andar minimamente giros, ah e as compras em viagens extra perímetro nacional.

© Mac às 17:11
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Domingo, 28 de Junho de 2009

93 - A VIDA EM AZUL CUECA

 

 

 

Numa época normal, sem seres masculinos completamente fixados na minha real pessoa, a quererem cometer loucuras, tipo tocar-me no braço, teria escrito um post pré jantaruxo, assim uma coisa muito inteligente “A preparar-me para o jantar anual dos anciens du Lycée Français e dancing após. Seremos cerca de quatrocentos. Vai ser uma festa de arromba e se eu vou, é porque vai ser para a loucura, quase a atingir o nível das tardes de domingo à frente da televisão a assistir ao programa do Tio Júlio”. Mas, por agora, há que assegurar a minha paz e brindar, quem eu bem decido, com a minha presença, sem cenas lamentáveis, proporcionadas por ursinhos lacrimosos e a babar. É que há sempre o grande perigo de escorregar em tanta baba e seria a queda de um mito, ah pois seria!

 

De maneiras, que me vejo obrigada a ser uma Esteves. Captaram? Estive aqui, estive ali e, para já, jamais, vou aqui, vou ali.

 

Pois sim, poderia munir-me de dois gorilas, mas não me apetece. Ainda me dava uma de prima Stéphanie e depois seria o falatório das revistas daquela cor que me dedico a não gostar.

 

E foi assim, pintaram-se as vinte unhas de laranja, vestiu-se um top do mais simples possível, umas calcinhas do Tio Gant e lá se foi ao jantar anual dos Anciens.

 

O que eu gosto da minha gente, não há registo possível! Amo-os de paixão, pronto.

 

E alucinámos quase todas as músicas dos nossos sixteens, coincidentes com os anos 80, e foi o máximo.

 

Pois é, tivemos a grande sorte de atravessar a adolescência, em que tantas emoções foram experimentadas pela primeira vez, nos icónicos anos 80, o que faz de nós seres para lá de especiais.

 

É que, os ícones ou mitos não se querem no presente. Para terem uma razão de existência, precisam de ficar nas memórias positivas passadas. Os anos 80 tiveram algo de diferenciado na música, no cinema, nas artes, na moda e nas mentalidades. Não é por acaso, que se tornarem tão marcantes e alvo de um revivalismo notório e legítimo. Talvez estes anos, daqui a 20, sejam também eles icónicos, mas duvido muito.

 

A repetir, pois sim.

 

 

Dream on white boy (white boy)
Dream on black girl (black girl)
And wake up to a brand new day
Dream on black boy (black boy)
Dream on white girl (white girl)
And wake up to a brand new day
To find your dreams have washed away
Dream on black boy (black boy)
Dream on white girl (white girl)
And wake up to a brand new day
To find your dreams have washed away

Dream on play with fire
(white boy) (black girl)
Dream on in the name of love
(black boy) (white girl)
Dream on (white boy) (black girl)
Black boy white girl

Dream on
In the name of love, yeah!
You thought what a pity
Yeeeaaahh...
Original Sin!

 

© Mac às 15:45
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Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

12 - JÁ FUI FELIZ AQUI

Nos anos 70 e 80 quando a emissão da RTP – que era o único canal, além da RTP 2 - terminava, não sem antes, a locutora nos desejar “boa noite”, o ecrã era tomado pela a mira técnica, ao som de música clássica.

 

 

 

Em 1980 começaram as emissões regulares a cores e a mira passou a colorida.

 

© Mac às 12:53
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Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

11 - JÁ FUI FELIZ AQUI

Aos 16, ouvimos muito. Esta era a nossa música, fora de dúvida, com toda a certeza.

 

 

Come on Eileen, I swear (well he means)
At this moment, you mean everything
You in that dress, my thoughts I confess
Verge on dirty
Ah come on Eileen
 

© Mac às 16:03
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Terça-feira, 2 de Junho de 2009

09 - JÁ FUI FELIZ AQUI



A série de cowboys Bonanza, foi exibida pela RTP, em meados dos anos 80 (Reposição dos anos 60), mas já com uma imagem mais limpa e retoque de cores. Tornou-se um dos maiores sucessos da TV de todos os tempos e no género somente “o Fugitivo” lhe fazia frente em popularidade e longevidade.

Bonanza conta a historia de um rancheiro, Ben Cartwright (Lorne Greene), um homem de propósitos, e de seus filhos, na defesa de seu rancho chamado Ponderosa em Nevada. Além de Greene, outro actor da série que fez bastante sucesso foi Michael Landon, que depois faria a série “Uma Casa na Pradaria” e “Um anjo na terra”.

Elenco
• Lorne Greene...Ben Cartwright
• Pernell Roberts...Adam
• Dan Blocker...Eric "Hoss"
• Michael Landon...Joseph "Little Joe"
• Victor Sen Yung...Hop Sing
• Ray Teal...Xerife Roy Coffee
• Bing Russel...Clem Foster
• David Canary..."Candy" Canaday (1967-1970)
• Mitch Vogel...Jamie Hunter (a partir de 1971)
 




 

© Mac às 15:08
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Sábado, 23 de Maio de 2009

07 - JÁ FUI FELIZ AQUI

Passava aos sábados à noite, em 1983, na RTP. Víamos o Battlestar Galactica, quando não tínhamos festas ou não nos deixavam ir...

Segundo a série, os humanos surgiram num planeta distante chamado Kobol, num passado longínquo. Com o tempo, esse planeta não pôde mais suportar a vida e os humanos, organizados em treze tribos, sendo que uma se perderia das demais, tiveram de procurar um outro planeta noutro sistema solar. Milhares de anos depois de estarem instalados em novas colónias, com a evolução, a tecnologia avançou muito e a inteligência artificial usada pelos humanos ganhou status de forma de vida e consciência própria, revoltando-se contra seus criadores por acharem que estes não davam valor à sua existência Os cylons acreditavam num Deus e os Humanos em vários, causando conflito entre as suas culturas. Os cylons executaram um plano de destruição em massa que reduziu a humanidade a alguns poucos sobreviventes. Sem alternativas, esses sobreviventes decidiram, sob a liderança do Comandante Adama, procurar por uma lendária décima terceira tribo, que havia deixado Kobol, antes das outras doze tribos e dirigido para um planeta brilhante conhecido como Terra.

 

  



• William Adama - comandante da Galactica.
• Laura Roslin - Presidente civil do que sobrou dos coloniais; elegeu-se por ser o único membro vivo da equipa do Presidente.
• Gaius Baltar - génio científico multimilionário, homem apegado a aventuras e traidor inconsciente das colónias.
• Lee Adama - filho do comandante e líder dos pilotos de caça. Seu nome de guerra é Apolo.
• Kara Thrace - melhor piloto da frota. Seu nome de guerra é Starbuck.
• Boomer - piloto batedora da frota, na realidade uma cylon que foi infiltrada na Galactica sem conhecer sua natureza andróide. É uma espiã inconsciente, seu nome verdadeiro é Sharon Valerii.
• Athena - cópia cylon de Boomer, possui consciência de quem é e se alia aos humanos, tornando-se piloto de caça. É conhecida também por Sharon Valerii.
• Coronel Tigh - imediato de Adama, descobre ser um cylon, porém de uma categoria distinta, que talvez não tenha se aliado aos cylons que destruíram as colônias.
• Galen Tyrol - chefe dos mecânicos, descobre ser um cylon como Tigh.
• Anders - líder da resistência em Caprica ocupada pelos cylons. Descobre ser ele mesmo um cylon da categoria de Tigh e Tyrol.
• Tori - assistente da Presidente, descobre ser também uma cylon da categoria que talvez não despreze a Humanidade.
• Helo - piloto de caça, casa-se com Athena e gera com ela uma criança híbrida.

(Fonte: Wikipédia)



 

© Mac às 17:19
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Sexta-feira, 8 de Maio de 2009

06 - A VIDA EM VERDE BOXER

E dei comigo a cantarolar
Lost inside
Adorable illusion and I cannot hide
I'm the one you're using, please don't push me aside
We could made it cruising, yeah, nananananananana


Daqui


Foi uma das músicas da minha adolescência. A verdade é que é uma época da nossa vida que nos fica impregnada na pele, é esse o seu poder.

Pelas certezas absolutas, pelo primeiro amor e o primeiro desgosto, os amigos, as músicas, as festas, as férias…

Amamos pela primeira vez, um amor arrebatador e queremos morrer se ele não telefona. Escrevemos o nome do mais amado em folhas com repetições de cima a baixo. Queremos guardar tudo em nós.

Depois temos o primeiro desgosto e achamos que o mundo acaba ali. Nunca mais confiamos como naquela altura, nunca mais sofremos como com aquele, porque depois já sabemos como é.

E voltamos a apaixonar-nos, mas já não como pelo primeiro. Voltamos a desgostar-nos, mas já treinados.

E já não posso vestir aqueles disparates, já não tenho saco de ouvir a mesma música consecutivamente, tardes a fio, de dançar non stop desde que entro até que saio de uma festa, mas a maior parte das músicas que continuo a ouvir são aquelas.

Por isso a adolescência fica gravada na pele.

© Mac às 20:11
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Quarta-feira, 6 de Maio de 2009

03 - JÁ FUI FELIZ AQUI

 

 

Quais CSI Las Vegas, CSI Miami, CSI New York, quais crapuça, Dempsey e Makepeace, nos anos 80 é que era!




Passava na RTP1, às Segundas-Feiras, à noite.


Relata as façanhas de dois membros da SI-10, um grupo especial de investigação. Jim Dempsey (Michael Brandon) era polícia em Nova Iorque, mas para sua própria protecção foi enviado para Londres. A sua parceira é Lady Harriet Makepeace (Glynis Barber), membro da realeza com fortes influências no seio de pessoas poderosas. Os dois polícias estabelecem uma relação de amor e ódio. Juntos, fazem uma limpeza ao crime organizado, tendo como cenário Londres.

 

 

© Mac às 16:59
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