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a vida em azul cueca

16
Abr12

64 - TPM, CAPRICHOS, DÚVIDAS BIPOLARES E COISAS ASSIM


Mac

 

 

 

 

 

A Velha dos Gatos tinha dezoito felinos em casa. Ali para os lados de Campo de Ourique. Não sei como começou a coisa, talvez tivesse um, um dia recolheu o segundo, veio o terceiro, alimentou-o, deu-lhe tecto e depois sucederam-se todos os outros. A casa cheirava sempre a peixe. Alimentava-os com peixe. Um dia sentiu-se mal na rua e alguém chamou uma ambulância. Esteve umas semanas no hospital e os gatos por alimentar. Quando regressou a casa, os gatos atacaram-na e morreu. Passados uns dias, os vizinhos perceberam pela miadeira.

 

Esta é a história que sei. Nunca a esqueci na essência. Não sei se será assim tão verdadeira, sei que se conta, sei que foi contada em jornais, aqui há uns anos.

 

E gosto de a desconstruir desta realidade, ou não, mas gosto. Ora toda a gente sabe que os prédios em Campo de Ourique são maioritariamente velhos, têm paredes fracas e ouve-se tudo. Se ela esteve vários dias no hospital, os gatos tinham fome, com fome os gatos miam, os vizinhos dariam por isso e chamariam os bombeiros, acho eu. Quando ela regressasse a casa, os gatos já ali não estariam, mas enfim.

 

 

Moral da história: Verdadeira, ou não, eu cá prefiro acabar rodeada de netos. E afastando as questões de solidão e abandono a que aquela mulher se devotou, ou devotaram, ninguém no seu perfeito juízo quer viver rodeado de dezoito gatos. Gosto muito de animais, pois gosto, mas não sou dada a grandes domesticidades e o meu limite para animais domésticos em casa, resume-se a um gato, apenas um e porque na hipótese de ter cão ou gato muito pedida pelo Mac Kid, optei pelo gato. Não mais. Muito ali naquela coisa de os animais no seu espaço, eu no meu, cada um no seu habitat e nada de mariquices de os humanizar. Pronto, gosto de animais como animais e de pessoas como pessoas, e se não trato as pessoas como animais, também não trato os animais como as pessoas que não são. Grandes misturas, comigo não resultam.

 

 

[nos entretantos vou cuidar deste que me aparece por aqui, mas não vou acabar como A Velha dos Gatos. se ele precisar de veterinário, levo-o, se tiver fome, alimento-o, mas convem-me pensar que nasceu livre e livre quer viver. há pessoas assim e animais também]

 

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