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a vida em azul cueca

21
Jan16

120 - CROCHÉ, COLAGENS, TRICÔ, FILET, BRICOLAGE E COISAS ASSIM


Mac

 

 

 

 

Forrei a segunda banqueta. Esta é um pouco diferente da outra, porque aquilo que se forra, ou seja, o assento, se separa dos pés, o que a torna bem mais fácil de forrar. Os passos a seguir são os mesmos, por isso só deixo aqui registado aquilo que é diferente na execução deste trabalho.

 

Materiais:

. Tecido para forrar a banqueta + tecido para forrar a base da banqueta (algodão branco, ou pano cru)

. Pistola de cola, ou agrafador de estofador (também é pistola de pregos) - Leroy Merlin, AKI (eu prefiro o agrafador, porque quando quisermos forrar novamente, é mais fácil tirar o tecido)

. Alfinetes

. Tesoura

. Cordão de algodão - Carlos das Franjas

 

 

 

 

Comecei por fazer os cantos da mesma forma, mas depois mudei de ideias. A única diferença é que inverti o "macho" do canto.

 

 

Depois de forrarmos o assento, pregamos o mesmo à base, com a ajuda da pistola de pregos.

 

 

 

Com a pistola de cola, colamos o cordão e já está. 

 

 

21
Jan16

01 - AS FILAS DO SUPERMERCADO SÃO UM SÍTIO LINDO


Mac

[fila única das caixas de supermercado, uma pessoa à minha frente e uma pessoa de bengala, aí com setenta e tal anos, que passou à nossa frente]

 

Pessoa à minha frente: Olhe, a senhora! Tem de ir para o fim da fila

Pessoa mais velha: Esta não é a caixa prioritária?

Pessoa à minha frente: Não, essa é ali (e apontou para uma distância muito grande para os quase 80 anos e bengala)

Esta: Se calhar podemos deixar a senhora passar, seja onde for, parece-me que tem prioridade, tem uma bengala...

Pessoa à minha frente: E eu estou de saltos altos.

 

Alucinei, só posso. A chuva que apanhei desde que abri a porta de casa, deu-me cabo da psique. Foi aquilo de tirar a criança pequena do carro e entre guarda-chuva para ele não se molhar, porque a mãe dele já não se molha, tornou-se impermeável, e ainda ter mãos para a mochila, o saco do judo, as mãos pequeninas, a criança a querer pisar todas as poças, a rua em obras, a lama a fazer-me patinar, eu de saltos altos, porque tenho um enorme sentido de oportunidade, e chegar ao portão da escola e estar uma classe a sair para uma visita de estudo e entrar aos tropeções, e depois quando saí, molhei-me mais um bocado, mas só da cintura para baixo, porque já tinha o guarda-chuva por minha conta, mas como sou uma mãe impermeável, não faz mal. Foi isso, foi a chuva que me contrariou, a lama que me fez patinar e as mãos que não me chegam para tanto, e agora tenho audições. E visões.

 

 

Logo ao fim do dia, quando uma tirar os saltos altos, a outra tirará a velhice e a bengala, porque assim como os saltos altos, também a velhice e a incapacidade são uma opção. Tenho a certeza.

 

[a pessoa mais velha passou à nossa frente]

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