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a vida em azul cueca

23
Jul13

72 - DIZ QUE SIM


Mac

No velório de pai querido, uma das minhas amigas disse-me é muito injusto com as pessoas presentes, mas vais notar mais a falta dos ausentes, do que destes presentes. E é verdade. Injusto, mas verdade. Foi ali e é-o em muitas outras situações.

23
Jul13

130 - COISINHA MAI LINDA, RIQUEZAS DE SUA MÃE


Mac

 

 

 

E chega uma mãe ao segundo filho para só agora descobrir o potencial dos babetes de plástico. Confesso que não os usei com o mais velho. Enojava-me aquela coisa das sopas, papas e cremes de frutas a escorrer da boca da criança para ali e depois o adulto a sacar da comida da bolsa e a enfia-la outra vez na boca da criança e aquilo a escorrer novamente. É o mais parecido que me lembro com aquelas cascatas de água circulante, mas em blagh. Continua a enojar-me, mas de repente achei-os muito úteis para sólidos, como carne, peixe e isso, assim filho pequenino come tudo o que cai das mãos pequeninas e cortamos o ecossistema gato, bebé, mãe do bebé, qualquer coisa como, bebé deixa cair um bocado de carne, o gato já instalado aos pés da cadeira de bebé, come bocado de carne, mãe do bebé limpa o que o bebé deixou cair e o gato não quis, gato vomita passadas umas horas, mãe do bebé limpa coisa do gato e por aí a fora. Basicamente o que se corta aqui é a mãe do bebé sempre de esfregão e detergentes nas mãos. É um bom corte.

23
Jul13

37 - SO TRUE


Mac

23
Jul13

129 - COISINHA MAI LINDA, RIQUEZAS DE SUA MÃE


Mac

 

 

 

 

Acordei às oito, normalmente acordo às sete. Estou uma maluca, roubei uma hora à praia. Ah a praia. A praia com bebés. Tomei duche, vesti-me, fiz papas, mudei a fralda a filho pequenino, passei-lhe protector solar, vesti-o, arranjei-lhe entretém, porque sem entretém esta mãe não consegue fazer absolutamente mais nada, destinei os calções e t-shirt do mais velho, pus-lhe protector solar, mandei-o vestir-se, mandei-o comer, mandei-o lavar os dentes, mandei-o pentear-se e mandei-o procurar os chinelos. Estive para também pôr protector solar, mas achei melhor deixar isso para a praia. Tomei o pequeno-almoço, arrumei a cozinha e preparei o trolley. O trolley. Toalhas, fralda de pano, fraldas descartáveis, pomada, toalhinhas, caixa com chupetas, biberão de água, duas garrafas com água, bolachas, míni geleira com iogurtes e colheres, baldes, pás e ancinhos, pó de talco para tirar a areia, mudas de roupa, chapéus. Depois o meu saco, não cabe tudo no trolley. Protectores solares, carteira, chaves, um livro que não vou ler, e etc.

 

São dez horas, só falta obriga-los a calçar os chinelos, voltar a mudar a fralda a filho pequenino, pôr as coisas no carro, estou com sorte o carrinho de passeio e o guarda sol já lá estão, espera aí, vou para um toldo, não me sobram mãos, já tenho que levar o trolley, carrinho de bebé e meu saco, precisava de mais dois pares, não há, andor, levo aí dez minutos a chegar lá, e tenho de sair às 11.30, portanto consigo uma hora de praia. Ca bom.

22
Jul13

128 - COISINHA MAI LINDA, RIQUEZAS DE SUA MÃE


Mac

Às vezes filho pequenino já não quer colo. Quer, mas é quando decide, por aí. Só que esta mãe é muito colozeira. Gosto de dar colo, dou-o até muito tarde, se é que nisto de dar colo há um tempo, para mim é sempre até eles o negarem. Mas podia ser mais um bocado. Logo a começar assim que eles nascem, nunca fui atrás daquela coisa que as crianças se viciam em colo. Olha, se viciam, não notei.

 

Às vezes eu estou a precisar de dar colo e filho pequenino não quer. Está na fase de correr, subir tudo, pular, dançar, atirar-se para o chão a rebolar, ou seja, em permanente gincana com um esquema apertadíssimo de exercícios que só ele sabe. E eu aproveito os bocados em que terá de haver colo, quando o levo para a cadeira de comer, para a do carro, para vestir, mudar a fralda, aproveito tudo, nem que seja um meio colo, o colo de pé. E o bocado maior, com um colo como deve ser, quando ele precisa que o adormeça. Só que é raro. Os meus filhos adormecem muito bem nas camas deles desde muito pequenos, sem mãe, nem pai, nem ninguém por perto. Mas quando ele precisa daquele colo, o melhor de todos, deixo-o adormecer e ainda fico ali um bocadão a olhar para ele, até o levar para a cama. É tão bom. O cheirinho é bom, a pele de bebé, a cara tão serena, a boca pequenina. 

 

 

É isto. Educo os meus filhos para a independência, mas não me educo a mim.

22
Jul13

62 - EU GOSTO É DO VERÃO


Mac

 

 

 

 

Dantes dizia que as minhas flores preferidas eram as Peónias. O dantes é para aí há três meses. Mas depois andei a ver as fotos de arranjos que já fiz e afinal não tenho flores preferidas. As Sardinheiras lembram-me avó querida e lembram-me as varandas da Graça, quando tive a fase dos restaurantes e bares da Graça. Se há flor que se possa dizer portuguesa, é a Sardinheira. Gosto daquela profusão de tons pastel dos Jacintos. E das cores fixas dos Crisântemos. Dos irisados de algumas Tulipas. E dos Cravos. E da suavidade das Camélias. Gosto da forma das Marias sem Vergonha, das Gerberas e das Chorinas. Adoro as Hortênsias em forma e cores. Gosto da simplicidade dos Malmequeres. E dos significados das Rosas.

 

Gosto tanto de ter sempre flores no jardim. Quando as Hortênsias, Gerberas, Lírios já se foram, aparece a Alfazema e Alegria da Casa, na Primavera temos tudo, todas as cores e perfumes. Agora em Julho temos Hibiscus, Chorinas, Sardinheiras e mais Alfazema. Adoro.

 

Gosto de jardins cheios, os calculados em espaços simétricos irritam-me, como me deixa coisa tudo quanto é simétrico, inverso, esquerda igual a direita, esquerda oposta de direita. Gosto de muitas espécies todas misturadas. E todas as cores possíveis. O jardineiro não, para ele, se há Sardinheiras à esquerda, então também tem que haver à direita, se temos Crisântemos amarelos, então temos de os duplicar na mesma cor e disposição. Que seca. Ele põe tudo simétrico. Eu dou-lhe cabo daquilo. Ele diz que esta não se pode misturar com aquela. Eu misturo. Ele podou-me a Hera. Eu fui lá fazer uns enxertos. Ele é um adepto da topiaria. Eu das flores desgrenhadas. E andamos nisto. É uma distracção como outra qualquer. Gosto desta relação.

22
Jul13

01 - PARÊNTESIS E ISSO


Mac

 

 

 

Eu às vezes não sei se me ria, se chore, se me descabele, ou apenas fique parada a contemplar o horizonte, mas o meu horizonte bonito e prazenteiro, claro está. Também me apetece soltar um Tourette, mas só me sai meniiiiiiiiiiiiiinas. Então diz que eu altero a data aos posts só para ter razão. Ca giro. E já agora altero também o timeline do Facebook, sabiam? Ah pois que eu sou espertíssima. Es-per-tíssima. E também ponho 1481 pessoas a alucinar. Pimba. Alucinem. E também sei fazer flic flacs, quer dizer, já soube, agora é mais flac flics. E sei bordar e falar inglês. Francês também. E dou uns toques em alemão. Castelhano também. E sou gira e interessante. Para o meu marido, mas isso não interessa. E altero timelines.

 

 

Eu sou o gato maltês

Toco piano e falo francês

A dona da casa chamava-se Inês

O número da porta era o 33

Queres que te conte outra vez?

 

Lailailai

 

 

[este post, por exemplo, vou pô-lo no dia em que nasci. ah e tal ainda não existia net. mentirosos, existia, eu sou a prova viva disso. meniiiiiiiiiiiiiiiiiiinos]

 

 

[a sério, isto é tudo triste, tão triste, que eu cá já perdi a paciência para tanta tristeza. meniiiiiiiiiiiiiiiiinas] 

22
Jul13

497 - LAI LAI LAI


Mac

E de repente dei-me conta que posso beber Caipirinhas, Margaritas, Sangria e essas coisas, regressaram os Verões em que não estou grávida, nem a amamentar, nem coisa nenhuma. Diga-se de passagem que não sou dada a bebidas alcoólicas, mas sempre que não as posso ter, é quando me apetecem. Muito aquela coisa do fruto proibido é o mais apetecido, por aí. E este ano apetece-me panaché até à inconsciência. Muito fina, bem sei.

19
Jul13

10 - EU GOSTO É DO FIM-DE-SEMANA


Mac

 

 

 

Tenho uma relação possessiva com os livros e uma dificuldade tremenda em dizer um não. Isto deve ser o espelho de qualquer coisa bastante profunda, mas que não estou nem aí para escarafunchar.

 

Se há objectos que tenho dificuldade em emprestar, são os livros, mas já emprestei muitos e dei-me mal, aquela cena de não os devolverem e isso. Os livros são meus, não no sentido da posse porque fui eu que os comprei, mas por fazerem parte de mim. O livro esteve em mim durante x dias, vivi outras coisas e ele esteve na minha cabeça, moldou-me respostas, perspectivas, alterou-me alguns dados adquiridos, ou não, mas de qualquer forma fez parte de mim. Emprestar uma parte de mim é-me difícil. A juntar, atribuo-lhes significados, datas, associo os que me foram oferecidos, às pessoas. Enfim, arranjo-lhes uma história pessoal e intransmissível. Não me é difícil emprestar DVDs, CDs, roupa, até sapatos, mas livros é. 

 

Por outro lado, sempre tive muita dificuldade em dizer um não, quando posso perfeitamente dizer um sim. Gasto pouco os nãos, o que nem sempre é bom, mas não me parecem de grande utilidade, se me é tão fácil dizer um sim. E aqui é que a porca torce o rabo, sempre que alguém me pede um livro, tenho vontade de dizer que não, inventar uma desculpa, ser esfarrapada, mentirosa, mas socorrer-me de tudo o que possa impedir que aquele livro se vá, mas empresto. Bom, não volto a emprestar aqueles que num passado não os devolveram, há mínimos. Fico lixadinha da vida com gente que não devolve livros. Lixadona.

 

 

Pediram-me uns livros de história da arte e história da moda, que pai querido me trouxe de Londres há uns anos. Eu acho que há coisas que não se pedem, não pelo valor que poderão ter, mas pelo que representam para os outros. Não se pede o marido emprestado a ninguém, pois não? É o mesmo. Mas eu é que fico porca da vida, porque dizer um não custa-me mesmo muito.

 

 

E é isto. Para o fim-de-semana quero dizer nãos e quero que o meu cabelo verde, passe a coisa normal. Apetecem-me roupas verdes e acessórios verdes, mas não me apetece cabelo verde. Ninguém acredita num não proferido por uma cabeça verde. Também não me apetece ser a mulher que faz pendant com o cabelo. É isso que eu quero, que o meu cabelo fique de uma cor normal. E já agora quero dar um salto à praia, alambazar-me a uns Santini e isso, mas sem cabelo verde. Agora ocorreu-me, e se a única solução for cortar o cabelo todo? Ai jasus. Digo não. Sim, digo um não.

 

 

Tenham um bom fim-de-semana, meus amigos.

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