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a vida em azul cueca

30
Jun12

219 - A SÉRIO!!??


Mac

 

 

 

 

 

Mas que ideia deprimente assiste a quem resolveu reeditar as novelas brasileiras de mil setecentos e carqueja, hein? Dancing Days, versão tuga. Astro, versão tuga. Ai valha-me qualquer coisinha, que eu não estou bem a ver o que possa ser.

 

 

[eu queria ver era uma Tieta do Agreste versão nacional, ou uma Porcina. isso é que era. e não é que eu não ache que não somos capazes, que o somos, mas as reedições nunca resultam, até no E tudo o Vento Levou, resultou mal (que isto de comparar o dito das calças com a feira das galveias também tem o seu quê, mas está bem). pronto, é só um bocado aquela coisa do o que está bem, não mexe]

 

 

_____________________________________

 

CORRECÇÃO: Ups afinal o Astro é uma reedição, mas brasileira, não nossa.

29
Jun12

21 - É SEXTA-FEIRA, LAILAILAI


Mac

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

quero uma manhã na esplanada . só nós . um filme no cinema . mas para crescidos . sem 3D . quero uma jantar sem ruído . com tempo . só para nós . sem não como isto . e podíamos ter ido ao McDonald's . e aaaaaaaaaaaaaaaaaaaa guturais . uma tarde na praia . só com duas toalhas . sem lanches e bolas e ancinhos . e podíamos ir até Paris . ou à Moita . tanto faz . sem gente pequenina a assoar o ranho às minhas saias .  nem a deixar baba nas minhas blusas . e eu até poderia ter tempo para me maquilhar com as duas mãos . eu faço tantas coisas só com um braço . e podíamos voltar a ter vinte anos . é melhor não . aos vinte queria seis filhos . é melhor não . depois já não me servia Paris . nem uma ilha deserta . gosto deste exercício . faz-me saudades dos meus filhos . depois volto na boa aos ruídos . aos Guia Michelin infantis . às tralhas praieiras e se conseguirmos uma hora para um café ao pé da praia, fico tão, mas tão feliz .  

29
Jun12

17 - DIZ QUE SIM


Mac

 

 

 

 

 

 

Avó, estou uma crescida, já consigo ter Sardinheiras como as suas, e até já consigo plantar e vê-las vingar. Acho que se acabou o tempo em que tudo quanto era repolho me falecia. Dizia que quando deixasse de ser uma estouvada, conseguiria cuidar de flores. Elas querem o tempo que não tens. A dedicação que não lhes dás. E fala com elas, já agora. Ambas sabemos que nunca fui uma estouvada. Era-o por estar fora do seu tempo. Também não era a sua neta preferida, afinal já cheguei no fim de tantas e esse lugar sempre foi da Teresa. Mas sou eu que tenho Sardinheiras tão bonitas como as suas. E não falo com elas.

29
Jun12

04 - QUE TÍTULO É QUE DOU A ISTO?


Mac

 

 

 

 

 

Pela boca morre o peixe, lá diz o povo, eu, na sua imensa sabedoria. Pois que há uns anos fui pessoa de torcer o nariz, quando instalada em local praieiro a caminho dos parques de campismo, e via passar camionetas de caixa aberta carregadas com frigoríficos, vasos de flores e outras cenas do conforto humano, com destino aos ditos parques de campismo. Sim, é verdade, havia quem quase fizesse uma mudança de um local algures no cimento, para um local entre panos, mas com a mobília da sala, televisões e frigoríficos às costas. E eu achava aquilo parvo.

 

Desde que o Mac Kid nasceu, deixei de achar parvo. Agora, com o bebé, remeti-me à minha insignificância mais insignificante.

 

A saber, para férias carregarei com o esterilizador, carrinho de passeio, cama de viagem, colchão, e lençóis, espreguiçadeira, Bimby (para as sopinhas e cremes de fruta), saco de medicamentos com os ditos, repelentes de insectos, cremes e afins. E o que ainda mais descobrirei que tem de se levar mesmo.

 

 

Ai Mac Maria, filha, onde foram parar aquelas férias de levantar da cama, enfiar o biquíni e aterrar numa espreguiçadeira à espera do pequeno-almoço, que não fazias, sequer? Olha, lá atrás, na era pré-filhos, agora talvez voltem, quando eles forem para a faculdade, ou seja, quando estiveres a cair da tripeça, e em vez de biquíni vestes um maillot até aos joelhos e esperas que te vão buscar à cama para ires até à piscina desenferrujar as articulações.

28
Jun12

46 - COISINHA MAI LINDA, RIQUEZAS DE SUA MÃE


Mac

 

 

 

 

 

Aos oito meses, bebé mais amado, descobriu as potencialidades giras, em todas as variantes possíveis, de uma boquinha pequenina cheia de sopa, papa, ou creme de frutas, em suma, de boca cheia. Temos brrrrrrrrrrrrr, em que a comida é projectada aleatoriamente, não havendo um alvo específico, mas calhando, pode ser a mãe, esta portanto. Temos os dedinhos gordinhos na boca, em quase todas as colheradas, que depois se espreme com alma e afinco. E temos sons guturais, com igual projecção de géneros alimentares. Também viramos a cara e dançamos. Muito bom.

 

Tão bom, que agora só se alimenta ser pequenino de avental. Para ele, babetes mais que muitos e papel de cozinha também. E muito jogo de cintura mãe.

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