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a vida em azul cueca

26
Set13

54 - A DONA DE CASA FELIZ E PRAZENTEIRA QUE HÁ EM MIM


Mac

Tenho andado a arrumar livros. Acho que tinha dito que o meu marido transportou livros equivalentes a três estantes de dois metros e qualquer coisa. Não é bem assim. Agora que os estou a arrumar como as mulheres arrumam, dá-me cinco estantes de livros. É que a antiga disposição tinha sido feita pelo meu marido, portanto uma arrumação à homem, que após cada prateleira com livros na vertical, ainda entram uns na horizontal para cima dos que estão na vertical, se são livros pequenos, então faz-se segunda fila de livros. 

 

Por acaso tem sido uma arrumação fácil, porque foram transportados pela ordem que estavam, que é a alfabética pelo nome do autor, conforme o conhecemos, e por géneros, literatura traduzida e original, poesia, economia, destinos, informática, decoração, plantas, artes, pintura, culinária e tal, maneiras que aquilo é só chegar ali e voltar a pôr.

 

E encontrei uns livros que mandei encadernar porque eram umas edições que queria conservar e o encadernador achou por bem serra-los para ficarem com um determinado tamanho, que ele lá achou que sim. Eu devia ter desconfiado dele, logo que me começou com uma conversa que só gostava de x tamanho nos livros, mas pronto.

 

Realmente a estética da coisa incomoda-me bastante, a secção de literatura é uma mixórdia de tamanhos, coisa para desesperar qualquer decoração que se preze, é muito chato fitar prateleiras e prateleiras onde residem livros de diversos tamanhos, pronto, acho que a coisa já podia estar mais uniformizada. Ah e tal e o que se faria aos escritores mais palavrosos, olha, cortava-se-lhes o pio e não lhes seria permitido escrever mais do que duzentas e cinquenta páginas. Ah e aqueles que escrevem livros fininhos e o coiso? Pela mesma lógica, só editariam se tivessem material q.b., claro. Já os livros sobre pintura, arte e decoração, são enormes, coisas para ultrapassar o A4. Os de economia, além de grandes, são grossos e dão belíssimas armas de arremesso. Os de culinária e plantas conseguem ultrapassar os de literatura na mixórdia dos tamanhos e também são coisas boas de aventar. Os de BD são para o grandalhote, mas leves, portanto não lhes encontro grande serventia, nem como trava portas.  Os policiais, poesia e sobre destinos neste imenso globo, são extremamente pequenos e leves, coisa só para subaproveitar espaço nas estantes, mas servem muito bem como calços para cadeiras bambas.

 

 

A partir de hoje andarei com uma fita métrica e só leio livros com x centímetros, acabou-se o regabofe. Ou então opto por aquelas caixas com lombadas de livros famosos, ainda por cima parecem coisas de boas encadernações, ali tudo em encarnado com letras douradas, isso é que é, além de serem todas certinhas, não pesam e sempre dão para guardar triplas, lápis e quinquilharias.

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