




e de calças brancas [que também uso no Inverno, mas está bem]




Tenho dias em que me falta a paciência e sou tomada de um cansaço dantesco. É assim uma coisa tipo geral. Falta de paciência em geral, por ninguém em particular. Esta coisa do estado do tempo me influenciar os humores chateia-me, deve ser porque me esborracha na cara a fragilidade que nunca aceitei. Deve ser isso. Cansa-me as conversas da minha empregada em que tudo está mal. A vida. O marido. Os filhos. A namorada do filho. O emprego, portanto este. E que não se estende a roupa assim e que os homens das obras falam muito alto e a professora do filho é velhaca e os vizinhos são intratáveis. E eu também acho. Aliás, não estendo mais a roupa e já não há coisinhas. Também não rego as plantas, nem arrumo as compras no frigorífico.
E falta-me a pachorra para ler desmandos, coisas e mais coisas. Para aturar mais a outra e o outro e o coiso disse e a coisa aconteceu e o taxista fez e o coiso e o povo das ruas e o dos escritórios. Queixinhas, pá, façam-se à vida coisos.
Pronto, falta de pachorra no geral.
A sério, só me apetece atirar-me para o chão e ficar para ali esparramada a olhar para o tecto. Sempre posso dizer que sofro das cervicais e que o chão me faz bem. Isso e não ouvir um pio de quem quer que fosse. E deixar andar, andar, andar. Que tudo andasse para aí sem a minha douta e importante intervenção. Ele há dias em que não era o Euromilhões, era isto, deixar tudo em auto gestão. Isso e não fazer falta a ninguém. Como já o achei. E era tão libertador. Só pegar num saco e ir. Sim, nunca fui só do ir. Disso acho que nunca gostaria. Tive sempre de transportar comigo os meus tarecos, nem que os tarecos fossem só a escova de dentes e uma muda de roupa. Muito asseadinha, que coisas hippies não são comigo. Ir para o silêncio onde ninguém me obrigava a nada. Era isso.
Depois, depois culpo as put@s das hormonas, canso-me do estado de falta de pachorra que me tira as forças, lembro-me que isto não é novidade e passa-me.

E eu tinha uns planos praieiros para o fim-de-semana. Eu e mais nove milhões de nacionais. Missão abortada. Não faz mal. Há esplanadas, coisas para fazer em casa, isso há sempre, compras de roupas para os meus filhos, também há sempre, estão sempre a crescer, que mania estranha e mais uma dezena de coisas vulgares, ver filmes, fazer refeições mais demoradas e acima de tudo ter tempo. Isso do tempo é que me é importante nos fins-de-semana. O resto, leva-se e vive-se.

[eu avisei que faria um blog sobre pés]
E adoro os pés dos meus filhos. Tanto, que os eternizo em fotografias e em moldes que faço com aquela pasta branca que há em qualquer hipermercado, na zona de pintura e trabalhos manuais. Também dá para fazer com barro. É fácil, fazemos uma bola, espalmamos, recortamos para ficar mais certinho, ou não, eu não recorto, acho que fica giro assim, e fazemos pressão com o pé da criança. Fiz para o Mac Kid e agora vou fazer para o bebé aos seis meses, ao ano e por aí a fora. E também faço com as mãos. E só não faço com eles todos, porque não posso.
Ficam giros a decorar o quarto deles, se bem que os tenho no escritório, são meus e eu é que preciso de matar saudades.

E depois, como sempre que posso, ando descalça, adoro, é ver o meu rasto de pó de talco por aí.

Eh pah, mas esta coisa de os primeiros sapatos sem meias me deixarem os pés em chagas, dispensava. Isso e ter de borrifar o calçado todo com pó de talco, o meu melhor amigo nestas estreias primaveris. Pois. É que não gosto daquela cena dos pezinhos, ou lá como se chama, aquelas meias sem pernas só para proteger os pés dos sapatos, coisas mais feias. Bom, também não é bonito andar com os pés qual cara cheia de pó de arroz, mas enfim, quando tenho paciência, limpo o excesso de pó de talco com uma toalhinha e já está.
Maneiras que nos primeiros dias quentes, junto um frasco de pó de talco ao interessante conteúdo da minha mala. Isso e um iluminador para não ter cara de osga, é que com temperaturas mais altas também não durmo lá grandes coisas. Isso e o querido Erase Paste que me disfarça as olheiras. E ainda uma terracota para parecer saudável e qualquer coisa de bronzeada e as perolazinhas que me dão um ar de pessoa do campo. Ainda o rímel para me abrir os olhos e o meu adorado Dior Addict para me borrifar, e um baton de mil novecentos e carqueja, que já deve estar falecido e a cheirar a mofo, que nunca uso, mas que anda sempre por ali. Lá mais para a frente, junto-lhe um vaporizador de água termal. Mantém a maquilhagem boa e refresca, mas em pequenas borrifadelas, se o fizermos no desespero encalorado, como já fiz, tipo duche, ficamos com o rímel nos queixos e isso, se não for por mais nada, é chato.
O resto dispensava, se o mundo não fosse mau e cruel. O telemóvel, pelo qual nutro um certo odiozinho. As Moleskines onde tenho de escrever tudo, porque se não varre-se-me da memória, coisas da idade e a bolsa do vil metal. Isso é que era, seria o mundo perfeito.






e de saias sem as malfadadas meias invernis . mini . midi . e maxi . justas . com machos . pregas . franzidas . não gosto de plissadas . nem maiores atrás . aquela coisa moderna . disso não gosto . fazem-me lembrar o Grilo Falante . vá-se lá saber porquê . e eu nunca gostei dele . lisas . com padrões . às riscas . de renda . pronto. gosto é de saias . para pôr com sapatos de salto . sabrinas . sandálias e o que mais me apetecer .

Sou daquelas mães que sempre que deixo os bebés com uma babysitter, ama, ou que tais, não quero só que saibam brincar, dar refeições, mudar a fralda e adormecer. Acima de tudo quero que saibam o que fazer se eles se engasgarem, quero que saibam que nunca por nunca lhes podem dar para a mão objectos mais pequenos do que uma moeda de 1 €, que não os podem deixar no banho, nem para atender um telefonema. Ah e tal, os bebés comigo são mel e o coiso. Pois, pois minha amiga, sabemos uma Manobra de Heimlich para bebés? Sabemos o que fazer se forem atrás do choro, hein? Sabe o que fazer perante uma convulsão da febre? (que com febre não os deixo com ninguém, mas está bem).
Porque brincar, toda agente sabe, se assim o quiser, mudar uma fralda também, ou dar uma refeição, já ser capaz de agir em caso de perigo, ou evitar o perigo, nem todas sabem, e isso sim, é sempre o que me preocupa e exijo. Se isto me dá uma miragem pequena que seja de que podem falhar, não confio.

Com o consumo de pêras e maçãs que há nesta casa - as crianças, claro está, as crianças que me devoram estes géneros quais minhoquinhas famintas - vou mas é plantar macieiras e pereiras. Parece-me bem.
[ontem, deram-me hortelã e mais não sei o quê, que entretanto já faleceram. desconfio que já vinham moribundas, nada a ver com a minha propensão serial killer para tudo quanto é repolho]


Não. Um blog sobre pés não é boa ideia. Na loucura teria aí uns sete seguidores, tipo o meu marido, os meus filhos - que teria eu de lhes criar o perfil, vá-se lá saber porquê - a minha melhor amiga, o gato, mãe querida e a minha madrinha, portanto seriam seis, depois era pessoa capaz de ficar ressabiada e sem perceber por que raio ninguém se interessava por tão profusa temática e ainda me dava para andar a espetar farpas em blogs muito lidos, quase um hate blog, mas sem estaleca sequer para ser um bom hate blog e aquilo transformava-se num muro de lamentações, raivinhas e bocas foleiras. Não tenho endurance para isso.
Mas há coisas que ainda tenho de fazer nesta vida, além daquelas que já queria, mas nada de clichés, tipo plantar uma árvore, porque já plantei uma penca delas; ter um filho, até porque já tive dois; e escrever um livro, porque não vou escrever. O que eu quero fazer é um monte de coisas deveras radicais, tipo ter um álbum no Facebook a que chame Me, Myself and I; aliás eu quero passar um dia inteiro no facebook a postar frases inspiradoras e fotografias minhas com boca de pato e muito ramboeira agarrada a pessoas que não conheço de lado algum; calçar umas Litas, porque quero perceber o que é ser uma fechione victime, e usar uma unha de uma cor diferente das outras, isso e combater ao sopapo de igual para igual todas as mulheres que estão no primeiro dia dos saldos; e também gostava de ter um blog só para os meus autefites da Zara, Breska e Stradivarius fotografados nas docas, não na parte das esplanadas, nas outras docas, as dos contentores, ou com o Fernando Pessoa ao fundo, enquanto finjo que gosto do atendimento da Brasileira.
Mas depois falta-me a pachorra para isto tudo. Isso e perder vida com coisas que não me interessam. E pessoas.

Estava eu no meu momento, enquanto tinha os dedos dos pés entrapados com aquela cena que separa os dedos, com o intuito pop de pintar de azul turquesa as unhas, e pensei cá com os meus pés, vou fazer um blog de pés. Pés na areia, pés na calçada portuguesa, pés em cima de mesas numa esplanada, pés no campo, pés a serem comidos por peixinhos, pés a afagarem-se, pés de famílias, porque será um blog sério e familiar, pronto, pés. E no Inverno, a coisa poderá evoluir para sapatos e botas e Hunters. Não é boa ideia? Eu cá acho.





She smelled of daisies
She smelled of daisies
Gonna take her for a ride on a big jet plane
Gonna take her for a ride on a big jet plane
Gonna take her for a ride on a big jet plane
Gonna take her for a ride on a big jet plane
Hey, hey
lailailai
(04.07.2009)

Desde que engravidei deste bebé que me lixei para o ginásio. Primeiro porque o que lá fazia, Pumps, Gravitys e coisas assim, estão proibidas a grávidas, depois porque fui atacada de lanseirisse. Não é bonito, mas é verdade. Não me apetece fazer ginástica aos meus apertados horários para me ir estafar num ginásio. Ah e o coiso, o coiso, e fazia-te bem e tonificavas essa pancinha e tal. Olha, pois era, mas acho que estou à espera de me envergonhar em biquíni e depois atiro-me a coisas dessas. Há pessoas assim, eu sou uma delas, só me mexo perante uma grande força anímica, tipo assim de repente nem me lembro. E saber eu que olhava do alto das minhas tonificações musculares para as Pombas de Abril, os que todos os anos antes de uma época balnear invadiam o ginásio, para em Setembro migrarem outra vez. Pela boca morre o peixe, lá diz o povo, eu, na sua imensa sabedoria.
Sim, do Mac Kid fiz ginástica aos pulsos para grávidas, mas aquilo não me convenceu. Era muito paradinho, muito tapete e agora levanta uma perna e depois daqui a meia hora levanta a outra e agora levanta-te do tapete e mexe a cabeça a 1 à hora. E a treinadora sempre com miaufas que a gente parisse ali e ai está a sentir-se bem? E não dói? Uma mariquice pegada. Não gostei.
e de muito laranja nas unhas . nas roupas . nos sumos . no sol . e na vida .


Ai espera lá, e também posso beber Caipirinhas, Caipiroscas, Margaritas, Sangria e tudo quanto me aparecer nas esplanadas veraneantes, jantares com sabor a sal e mar pelas frentes. E alface lavada nos restaurantes. E posso-me esparramar nos areais de rabo para o sol. E de frente, sem estar sentada numa cadeira. Afinal isto de não estar grávida também é muito bom.

aos litros
[sim eu sei que tem açúcar e engorda e o coiso, mas pronto, sabe-me pela vida e transporta-me para o Funchal que amo]
Por outro lado, lembrei-me agora que tenho uma data de roupa que não pude usar na passada Primavera e Verão, porque não cabia lá, devido ao estado esperançoso e que agora vou poder usar e também devo ter uma data dela arruinada pela extensão a que a barriga obrigou, porque não comprei nada das coisas ditas próprias para o estado de graçola, mas está bem. É assim como se nesta Primavera estreasse uma data de vestidos, tops justos, skinnys e tal. Gosto disto.
Que a Zara nos anda a enganar com a numeração e uma mulher que sempre vestiu o S, agora veste na boa o M ou o L, sem que tenha sequer alargado na horizontal, vertical, ou diagonal, já todas sabemos. Que o esteja a fazer com bebés, é só a coisa mais merdos@ que poderia fazer. Fui comprar babygrows de Verão para o bebé e para que não lhe dure tudo muito pouco, apesar dos seus seis meses, achei por bem comprar os 9/12 meses. Pois que lhe estão à medida. E isto é chato porque com a roupa de bebé não andamos ali a experimentar antes de lavar, eu lavo logo tudo e agora não posso ir trocar, quer dizer se calhar vou mesmo e eles que se agarrem onde quiserem, porque a verdade é que assim, para o mês que vem, estou a comprar babygrows outra vez.


E tenho saudades das Bolas de Berlim a las 5 de la tarde numa qualquer praia. Às cinco, às quatro e às três [era para o bebé]. E daquele pôr do sol. Portanto, tenho saudades de coisas redondas, deduzo.
Ai que saudades da minha barriga com um bebé. Eu grávida sou feliz, ainda mais. Pronto, gosto me mim grávida, é isso. E se quase nunca vejo a vida como um fardo, ou coisa pesada, grávida ainda menos, grávida descomplico tudo e fico com a cabeça mais sã do planeta. Depois não enjoo quase nada, não sou acometida de desejos, não acho que seja doença, não tenho pachorra para a conversa das outras grávidas, nem partos traumáticos, nem nada, gosto mesmo é da vida com os meus bebés, é disso que gosto muito. Admito, tenho uma azia daquelas sempre a piorar até ao parto, à noite durante o sono, umas cãibras de fugir e umas ciáticas, mas nada de mais, vá no último mês sou atacada de muito mau humor, mas já me esqueci.
Cães. Uma pessoa à espera de sol para fazer uma prainha num micro horário das nove às dez, ou das quatro às cinco * e nem uma aberta neste céu cinzentão.
Olha, passeia-se e apalpam-se estas carninhas tão boas.
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família com bebé ruivo de seis meses.
(...)
Concordo tanto.







A Zara anda armada em put@ fina. Fui ver de um blazer que achei giro e está marcado € 59.95 e há um também giro por € 79.95. Espasmos. Bom, então é assim, até pode custar aquela pequena obscenidade para material Zara, mas se é para gastar isso, vou a outro lado, na Zarette é que não, temos penette.
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Estas modelos amish são tão irreais como as robotizadas H&M. Se umas têm ar de uma perfeição irreal, as amish são irreais demais, que é como quem diz, um bocado mal paridecas, mas está bem.

Desconfio que voltei a estar um pouco escatológica, isto é por lidar diariamente com muitos chichis e cocós, é isso de certezinha, depois passa-me com o desaparecimento de fraldas no meu horizonte. Espero.
Depois de levar com 197765 chichis em cima, desde ao Mac Kid bebé até agora ao Mac Baby, pois, diz que os bebés género machinho uma vez livres de fralda por segundos, são dados a soltar seu pequeno repuxo. Diz que chichi de filhos é água termal e eu também acho, a sério que sim, não fosse o pequeno líquido também os molhar, molhar as roupas, enfim uma panóplia interessante de coisas que ficam ensopadas com apenas 10 ml de chichi pueril, e eu nem ligava. Assim como assim, já ando sempre cheia de nódoas de baba, alimentos diversos e cremes para o rabinho, mas pronto, como a coisa também me obriga a não sei quantas mudas diárias, resolvi que o melhor é logo que tiro a fralda suja, tapo a pequena concubiscencia com uma toalhinha e assim, mudo a fralda na boa, sem acidentes de percurso.
Foi preciso mudar 197765000 fraldas para descobrir a solução. Se fosse dada a livros de auto ajuda que me guiassem como deve de ser pela vida, não passava por estas coisas, assim é o que se sabe, tudo empírico, tudo experimental e o coiso.

Houve um tempo em mim em que céu azul era sinónimo de férias e fins-de-semana inteiros a torrar ao sol. Era a loucura da vida de frango, torrar de frente, um banho para acelerar a coisa, voltar a torrar, mas agora de um dos lados, banho, torra de costas, and so on. E adolescente inteligente que era, ainda ajudava a coisa com cremes aceleradores, coisas tão boas como o famoso creme de cenoura, outro ainda melhor, o de chá e para a coisa ser mesmo intensa, banha de porco. Sim, eu besuntei-me com banha de porco qual naco de carne temperado para assar. E assava. O que me interessava era conseguir um grande bronzeado. Ficava tão gira, ali a pele tostadinha a contrastar com os meus cabelos loiros. Gira, mas com sofrimento. Muitos escaldões e noites passadas a hidratantes a modos de minimizar a coisa. Mas se alguém pensa que eu aprendia, pois que não e sucederam-se anos largos disto. E dizer a uma adolescente que o sol envelhece a pele, que é perigoso em doses pouco moderadas e o coiso, é igual ao litro, não ouvimos e não acreditamos. A verdade é que a minha pele não envelheceu, nem na época, nem agora, sorte, só sorte e tipos de peles, mais nada. Em contrapartida, arranjei-lhe toneladas de sardas e sinais.
Nunca fiquei castanha, até porque a minha pele não dá para isso, na época, com grande pena minha, que insistia que um dia iria ultrapassar a barreira do dourado e ficar africana. Nunca consegui e ainda bem.
Mais tarde, já com o primeiro filho, passei a fazer os horários dos bebés, praia até às onze da manhã e a partir das quatro da tarde. Curiosamente consegui o mesmo bronzeado das maratonas esparramada ao sol, com a vantagem que obrigada a percorrer areais atrás das explorações de pequeno ser, o bronzeado ficava mais uniforme.
Pelo meio apanhei uns sustos, ganhei juízo e hoje continuo a adorar praia, mas com moderação solar, até porque a praia afinal não é só bronzes e pode ser uma coisa muito saudável, só depende de nós.
Por tudo, meus amigos, se detectarem algum sinal, vão ao dermatologista, vale a pena prevenir, há muitos que apanhados bem cedo, não serão maus. Vale a pena ter juízo, vale, vale, isso e prevenir coisas piores.

E na Estação não é carne, não é peixe, mistura-se tudo. Coisas frescas com peças de protecções de eventuais descidas de temperatura e/ou pingos de chuva. E pernas e braços à mostra, vai de protector solar, mesmo sem estar esparramada à beira mar. Pois é, não brinco com o sol, já brinquei, mas ele ganhou.
Gosto disto, mas gosto mais do Verão.

E que tal roxo, ou azul cueca? Já sei, é azul cueca, assim comássim foi o único que não usei durante este longo Inverno e estou bastante saudosa dele, mas antes vou ali plantar umas sementes, diz que é coisa que nos conspurca as mãos.
Ah e as dos pés? Isto com vinte unhas é muito difícil, é, é. As dos pés numa cor diferente das mãos, não gosto lá muito daquela coisa da cor única para tanta unha, mas pronto, depois de tirar as galochas.

Pinto as unhas de rosa, ou laranja? Acho que vai de laranja

O mais engraçado é que nem sou faladora, aliás os muito faladores provocam-me choques violentos nos nervos, acompanhados de tremores e intermitências presenciais. Acho sempre que são pessoas que se gostam de ouvir e pouco interessados nos interlocutores. Isso e incapacidade de síntese. Desconfio que se espremessem bem o que têm a dizer, um discurso de meia hora, era coisa para se ficar nos cinco minutos, e ainda com espaço para grandes considerações. Isso e acharem-se tãaao interessantes, que me dão logo vontade de bocejar alarvemente. Quando a um como estás, ou tudo bem? me contam mesmo como estão, de onde vêm, onde foram e para onde vão, acompanhados de relatos exaustivos sobre a ficha clínica, de nascimento e estado do tempo, pronto, temos a burra nas couves, que é como quem diz, eles a falar perdidamente, esta, perdidamente aborrecida. É que chega um está tudo bem, se nós quisermos mesmo saber mais, segue-se uma insistência qualquer.
O que não quer dizer que até não goste das pessoas faladoras. Por exemplo, a minha empregada é uma autentica torturadora, fala que se desunha, mas eu gosto muito dela, tem qualidades como pessoa, é empreendedora, organizada e faz tudo muito bem feito, não fosse assim e já a tinha posto a andar. Formatava-lhe na boa as cordas vocais, mas como não posso, aguento. Um dos meus amigos é das pessoas mais faladoras que conheço e a excepção à regra, fala imenso, mas além de ter muita piada, é deveras interessante e nada aborrecido. Mas, esquecendo a minha excepção à regra, quase todas as pessoas deveras interessantes, não são dadas a longos monólogos.
Mas também há os calados demais que nos deixam naquela coisa estranha, como há uns anos em que assisti a uma entrevista a um actor completamente monocórdico. Aquilo foi confrangedor. O jornalista fazia uma pergunta e ele respondia um sim, só, sem mais nada. O jornalista insistia em perguntas que dariam azo a desenvolvimento e ouvia-se um talvez.
Quanto a mim, não sou faladora, mas também não sou calada, falo o que tenho a falar e pronto. E tenho dias, pessoas e acasos, como em tudo, há-os mais dados ao falatório, ou há pessoas com quem converso melhor, ou situações, só isso.
Portanto, já atingi o nirvana, mas sou assustadoramente desinteressante, e vivo bem com isso.

Tenho seis páginas de rascunhos, coisa para sessenta e seis posts que estão para ali a marinar. Vou sempre escrevendo coisas que me vêm à cabeça, e vêm muitas. Neste tipo de blog, que afinal não é de tipo nenhum, é fácil. Até já pensei em ter vários blogs, um de culinária, outro para mostrar os meus autefites, assim tipo aldeia da roupa branca, ainda outro só para fotos, ainda um baby blog, e este ficava o coiso, mas depois lembrei-me que não ia ter pachorra de alimentar três ou quatro, maneiras que me deixei ficar sossegadinha e pronto, é o que se vê, uma salganhada, a minha salganhada que me dá um gozo bestial. E assim tanto posso pôr a receita do meu almoço, como falar dos meus filhos, sapatos ou do tempo, o meu tema preferido. Adiante.
Dizia eu que este blog não é de tipo nenhum, ah mas antes, dizia que tenho não sei quantos posts em rascunhos e o coiso, o coiso, pois e se uns não os acho nada de especial, escrevi, mas depois não me dizem nada, outros têm a ideia, mas não me apetece desenvolver, e ainda outros coincidem com algum tema que vi abordado na blogo, e não sendo um tema qualquer de actualidade, não acho piada a também falar no mesmo. Finalmente, tenho ainda uma lista de temas que nem sequer ainda me dei ao trabalho de desenvolver.
Na maior parte dos dias agendo os posts, não estou aqui de hora a hora a botar coisas. Pois. Porque já sei do que me apetece falar, não tenho tempo para estar aqui agarrada e tal. Também já me aconteceu agendar posts e de repente dá-me uma coisa estranha e desagendo tudo e dou um rumo completamente diferente a isto. Nem eu me consigo prever tantas vezes. É assim.
E quase nunca tive o famoso bloqueio. Primeiro porque não me sinto na obrigação de escrever, segundo porque malfadadamente este cérebro é incomodamente hiperactivo. Bloqueio sempre tive nos títulos, por isso é que arranjei assim meia dúzia deles, tipo categorias, e vai de numerar. Não sou lá essas coisas em títulos, bem sei.
Depois tenho dias de compulsão. Escrevo. Escrevo. Escrevo. Noutros só me apetece pôr imagens. Adoro-as. E há dias em que só me apetece falar por imagens, tipo BD e quem quisesse que percebesse. Ainda noutros apetecia-me ser altamente subliminar, mas a roçar o estúpido mesmo, e bolçar coisas entendíveis só para meia dúzia de intelectuais de calibre, mas depois lembro-me que mesmo achando que até escrevo muito clarinho, está bem , às vezes um tiquinho sarcástica, mas isso não é defeito, há quem daqui depreenda coisas extraordinárias e eu assim acho que não vale a pena.
E por que é que estou para aqui a falar nisto? Ah já sei, porque há dias como hoje, em que tenho a cabeça tão cheia, que nem sei por onde começar, ou melhor, nem me apetece, pelo menos nos próximos quinze minutos.
Era isto.


E com calor rima limonada, a melhor de todas. É boa, é muito boa, é boa cumó milho.
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Já aqui pus a receita, mas como sou uma alma de uma abnegação impressionante, faculto-a novamente, através de um trabalhoso copy/paste. Cá vai,
. 8 limões
. 4 limas
. hortelã
. garrafão de 5 litros de água
. açúcar amarelo
Deitar o sumo dos limões e limas num copo grande, adicionar as folhas de hortelã e desfazer com a Varinha Mágica. Deitar esta mistura num garrafão de 5 litros, encher com água e misturar açúcar a gosto.
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Ah um pormenor, esta quantidade é porque aqui em casa, se bebe muita e não tem tempo de azedar. Para quem beba menos, é melhor fazer menor quantidade, claro está.

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Vejo o sol e só me apetece cor-de-laranja, amarelo e rosa, isolados, ou todos juntos. Se vejo o mar dá-me para o azul turquesa e branco. Muitas verduras, vai de verde e mais amarelo. Gosto desta minha natureza camaleonica com os coloridos. Só com as cores. Dos camaleónicos com a vida guardo algum asco. Aqueles muito besunteiros que se adaptam bem demais aos gostos dos outros, teorias alheias e que se hoje perante A dizem A, amanhã perante B, já afirmam B, os conhecidos sonsos, graxistas e o coiso, que sobrevivem numa enorme paleta de cores e tons. Aquelas nuances são-me pantanosas e se não for por mais nada, faz-me desconfiar daquelas cores. E desconfiada, não sou lá muito boa de assoar. Na vida gosto muito dos preto no branco. Isso sim. Isso e transparências.

E como de uma promessa de 30º estamos, de Primavera nos vestimos. As pernas, bom, as pernas é que estão naquele branco da ausência de luz que o Inverno lhes dá. Coitadinhas. Todos os anos a mesma coisa. Quero lá saber. A seu tempo terão cor. É isso. Não tenho pernas coloridas, mas tenho as ervas aromáticas frescas que a Primavera me dá, a fruta e os sumos mil. Ai que bom.


tomate, ricotta e alface . tomate, feta, ou queijo fresco, ou míni búfala e coentros secos . todos só com sal . e com este sol . as pernocas nuas do meu bebé . e temperatura da boa . finalmente . gosto tanto disto .

E hoje acordei convencida que era sexta-feira. Ai que coisa chata, afinal é só quarta. Pois. De vez em quando dá-se-me este fenómeno de ceifa dos dias, normalmente quando há um feriado pelo meio, aquilo baralha-me a cadencia natural dos dias, é que os feriados funcionam em mim como um jet lag da semana. Só que esta semana não houve feriado, mesmo assim jetlaguei. Bom mesmo é quando a um sábado acordo convencida de que ainda é um dia dos outros. Isso é que é.
Eu gostava de estar só a torcer pela Maria João. Que o estou. Só que não estou só por ela. Não acordei hoje, nem ontem, nem na semana passada. Não é só pela Maria João. Pelo amor do MEC e da MJ. Pelas vidas do MEC e da MJ. É por todas as vítimas. Todas as MJ. Todos os MEC. Todas as famílias. Todos nós. Todos temos em nós uma MJ. Na mãe. Numa irmã. Numa amiga. Num amigo. No pai. Numa criança. É por todos os amores que ele destrói. Por todas as vidas que ele leva. Não é só um dia. Um caso. Um amor. São todos. Todos os dias. E a MJ não nos deixa esquecer. Como se isso fosse possível. Abre-nos as feridas. Conta-nos todos os que já perdemos. Como se não os soubéssemos de cor. E para quem não percebe, é isto, acho eu. Não é pelo que o MEC nos deu. Não é só.
Sei-os de cor, só não quero fazer a soma. Ao menos isto ele deixa-me. Deixa-me adiar a conta que não quero. Só isto.


. 4 postas de salmão
. 200 gr. de esparguete
. agriões
. 1 abacate
. sementes de sésamo
. azeite q. b.
. limão
Pomos as postas de salmão num tabuleiro com um pouco de azeite e regamos com umas gotas de limão. Vai ao forno a 180ºC, aí uns vinte minutos (para variar nunca sei os tempos certos, tudo sempre a olhometro). Entretanto pomos água e um pouco de óleo numa caçarola, quando ferver, deitamos o esparguete.
Para cada prato, colocamos uma posta de salmão cortada, uma dose de esparguete, abacate em cubos, um pouco de agriões e salpicamos com sementes de sésamo, um niquinho de azeite e limão.

O gato veio para estas mãos ainda bebé, uma bolinha de pêlo pequenina. Adoptou-me como dona. Ainda hoje anda quase sempre atrás de mim pela casa. Os gatos têm destas coisas, são eles que escolhem o dono, não é o dono que os escolhe. Gosto deles por isto e muito mais.
Quando o bebé nasceu, estranhou-o, ficava a olhar para ele como quem estava a estudar aquela coisinha pequena que se mexia. Invadiu-lhe duas vezes o berço e mais nada, acho que percebeu que aquela alcofa tinha dono e em nada o roubava no território já conquistado. E quando não anda atrás de mim, fica ao pé do bebé. Se o bebé está a fazer uma sesta, o gato ali fica aos pés dele a fazer também ele uma sesta. Se o bebé está no tapete, o gato olha-o, mas não entra. Se o bebé berra, o gato vai-me miar onde estou, como quem me chama. Se vou dar de comer, o gato vai comer. Diz que os Bosques da Noruega são maternais, e eu digo que sim, pois são.
E assim, sem ter feito nada por isso, tenho um sistema de vigilância infantil muito bem montado.

Eh pah a dificuldade que eu tenho em intrinsecar-me nestas ondas das modas é uma coisa muito limitadora. Isto e o soquete. Ora no pós guerra usavam-se os soquetes, porque as meias em nylon e seda eram estupidamente caras e pouco acessíveis, tantas vezes simuladas com um risco nas pernas nuas a imitar as costuras. Agora, o uso do soquete em pleno séc. XXI é só parvo, mas está bem.

Mas ligo aquela coisa da Eficiência, que me faz gastar sempre mais um bocadinho aquando da compra na babuja de poupar nessa grande querida da EDP. Por estas e por outras, é que ter um carro cheio de propriedades especiais, nada me diz. Para mim um carro serve para me transportar de A para B e de preferência sem me gastar o depósito no arranque. De resto, quero cá eu bem saber dessas coisas que me deixam coisa dos nervos. É como o carro do Mac Man, aquilo apita por tudo e por tudo. Apita se não tem água nos mija-mijas do pára brisas, apita se há obstáculos aquando da marcha atrás, apita se não pomos os cintos e eu estou sempre à espera que aqueles apitos sejam os da contagem final da implosão da máquina, tipo aquilo bloquear as portas e connosco lá dentro dar-lhe uma travadinha e pum, família feliz para o espaço. E só acho que me empatam a vida. Uma vez ia eu a caminho do Alentejo e o meu carro pôs-se a apitar e com uma luz intermitente, vi-me atacadíssima dos nervos em plena condução até à Estação de Serviço mais próxima e tudo espremido eram as luzes de nevoeiro que estavam ligadas. Uma perda de tempo, é o que é. E depois de todas as vezes que fiquei com a bateria descarregada, quer dizer, eu não, o carro, foi porque entre berros de crianças à saída do veículo nunca lhe ouço o apito de aviso. Portanto, descarto na boa estas coisas todas, que não me têm serventia alguma.
Sim, mas acho-as muito úteis para os homens, a sério que sim. E gosto muito que os homens gostem destas coisas.

Hei-de ser sempre uma rústica. Nada a fazer. O que sucede é o seguinte, não ligo nada às funções especiais dos electrodomésticos, nada mesmo. Para mim, uma máquina da roupa tem que me lavar os brancos a x graus no programa tal, as peças de cor a menos graus no programa tal tal e as lãs quase a frio no programa tal tal e tal. A da loiça, idem aspas, mas consoante lá lhe meto tachos ou apenas copos, que nunca o faço, porque sou uma forreta do pior e a máquina tem mesmo é que lavar já completamente a abarrotar de loiça. O microondas só o uso para aquecer, descongelar, cozer, tostar e o camandro, é coisa que nunca uso. Com o forno é o mesmo, uso-o para cozer e, na loucura para gratinar, tudo quanto vai para além disto, está subutilizado. E assim me comporto com todos os electrodomésticos. Acho que é por isso que dou um uso primário à Bimby.
E como passo a vida a ferver água para biberões e papas, uso um temporizador daqueles básicos, que se gira para o tempo que queremos e apita no final daquele tempo marcado, porque é mato pôr a água a ferver, ir à minha vida e quando me lembro, já mais de metade da água se foi em estado gasoso, que assim de repente, não me serve para nada. E hoje, ao fim de um ano de uso, vi que a placa tem para ali um led, botão, ou lá o que é aquilo com um símbolo de um relógio, pronto, a placa tem um temporizador, coisa moderna, que marcando o tempo que queremos uma panela ao lume, apita e desliga a dita placa ao fim desse tempo.
E eu acho que se fosse pessoa dada a estudar os manuais das máquinas, teria a minha vida muito mais facilitada, robotizada e o coiso, assim é o que se vê. Os fabricantes comigo não sobrevivem com os topos de gama, é verdade, quando vou comprar um electrodoméstico e me tentam encaminhar para os xpto, assumo logo as minhas limitações e se não ficamos na gama mais baixinha de todas, andamos lá muito perto.
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Ah é verdade, só uso água termal (Luso) fervida para fazer o leite e papas do bebé e nunca água da torneira, já o fazia para o Mac Kid. Não sei se há alguma relação, mas a verdade é que eles nunca tiveram cólicas, se bem que ao peito também não as tinham.
Quanto às águas termais, ao que parece, nem todas servem, pois depende das propriedades das águas.

E quando eu pensava que a coisa não podia piorar, eis que sou alertada para a moda dos pijamas pelas ruas, que não vi por cá, saravá irmão, as latinas quando querem têm muito boa cabecinha.
[já me estou a ver a passear o bebé, trajando um baby doll. sou dada a coisas chiques]

Diz que a moda das calças com uma risca de lado é coisa para se usar. Credo. A mim só me parecem daquelas calças de fato de treino da feira, naquele material raro e exótico, o poliéster.










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